Eu te prendo, ou deixo você ir?

Em 28.06.2016   Arquivado em Meninos também amam

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Ouvi um dia desses uma amiga dizendo que não queria prender o namorado, mas que também não queria deixá-lo solto.

No amor não existe isso. Não nos prendem contra nossa vontade. O amor não é autoridade judicial. O amor não é polícia.

Não por qualquer suspeita, somos gentilmente convidados a comparecer na delegacia para bater um papo com a delegada. Não podemos simplesmente afirmar: ” vou prende-lo” ou, vou ” deixa-lo solto”.

Ao achar que vai prende-lo, na verdade já não o tem. Ao pensar que vai deixa-lo solto, na verdade ele já está voando.

Não somos João de Barro que prende a Maria em sua casa em qualquer palpite de traição. “Não fica comigo, não fica com ninguém.”
No amor não somos donos de nada. Somos apenas responsáveis pelo nosso coração. Cultiva-lo, protege-lo e levá-lo ao sol, essa é nossa responsabilidade.
No amor nos fazemos propriedade. Isso sim! Nós nos prendemos ao outro. Deixamos a embalagem com um bilhete na porta dizendo: “presente pra você!”. Tocamos a campainha, apenas aguardando o amor abrir. O amor se algema voluntariamente , é “doativo”, é de boa vontade.

Erramos quando pensamos que somos donos de alguém. Quando assim o é, não é amor. É escravatura.
Ficamos ao lado dessa pessoa porque a amamos e ponto. Isso independe se há motivações para amar. Isso independe de sua utilidade, mas o que importa é o significado que ela tem para nós.

Logicamente que até chegar a esse nível esperamos que a pessoa nos corresponda. Mas depois de uns anos de amor, o relacionamento não espera nada em troca. O simples fato de vê-la feliz, já é suficiente.

No início do namoro o amor é troca de presentes. Quando o amor se torna sólido, vira doação voluntária.

Quando doamos, nossa intenção é apenas o bem. Ninguém que doa a uma entidade espera retorno do que recebe. Doamos porque vai ajudar, porque vai alegrar, porque vai abençoar.

Que existam mais amores do nível de doação.

Amores do tipo prisão, não são dignos de ser chamados de amor.

Que tipo de amiga você é?

Em 23.06.2016   Arquivado em Comportamento

Two girls hanging out in a car at the beach.

Tem uma frase de Lewis Carrol em seu livro “Alice no país das maravilhas” que é a minha cara: “Quando acordei hoje de manhã, eu sabia quem eu era, mas acho que já mudei muitas vezes desde então.” É dela que lembro quando olho para as várias “Thaís” que já fui, principalmente no quesito amizade. Já fiz parte daquela dupla que sentava no cantinho da sala e que ninguém notava; já fui membra de um quarteto de nerds que falavam demais e que amavam debater sobre os colírios da Capricho quando não estavam assistindo High School Music ou Crepúsculo e já fiz parte de um quarteto de garotas populares também. Hoje já tenho um novo estilo de amizade, somos mais reservados, somos amigos de longa data, enfim, o objetivo aqui não é falar dos amigos que tenho e já tive, mas de algo que houve e há em comum em cada grupo do qual fiz parte.

Se eu estiver errada me corrija, mas não é verdade que há sempre um momento da nossa reunião de amigos para colocarmos as fofocas em dia? Nós falamos mal dos ex-amigos, dos nossos “inimigos”, fazemos bullying com alguns colegas de sala e por aí vai… E apesar desses momentos serem bem divertidos eles não agradam em nada a Deus.

Nós não estamos acostumados parar a para refletir naquilo que falamos e nem em como nos comportamos como amigos. Feche os olhos e tente lembrar do último conselho que você deu para a sua melhor amiga… Será que Deus se agradaria dele?

Podemos tentar conversar sobre alguns tipos de amigas que há por aí ou que há em nós?

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O que fazer com a rejeição?

Em 20.06.2016   Arquivado em Comportamento

rejeição

De tanto buscar amor, ela se contentou com as migalhas.

Luísa tem uma lista com o nome de todos os rapazes com que ficou perdida em uma das gavetas do guarda-roupa. Toda vez que vai adicionar um novo nome, se repreende por ser tão adolescente mesmo já tendo entrado na casa dos 20. Não é só a lista em si que a causa repulsa, o fato de ver tantos nomes ali também balança o seu coração, porque a lembra de que nenhum dos seus relacionamentos deu certo. A cada nova tentativa, ela se descobre mais longe do objetivo a ser alcançado: ser feliz.

Luísa não para muito pensar em porque precisa tanto estar envolvida com alguém. Se você ousar perguntá-la é bem provável que receba como resposta alguma frase que gire em torno da ideia de que estar com alguém é algo bom, mas não são as lembranças boas que a invadem toda vez que fecha os olhos à noite.

A busca incansável da moça por amor, atenção, carinho e cuidado, é um reflexo da necessidade de estar com alguém, todavia também é uma procura inconstante por um sentimento bom o bastante para preencher todos os vazios e curar todas as feridas que ela carrega.

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De volta #MeninosTambemAmam

Em 14.06.2016   Arquivado em Meninos também amam

foto de Leonardo Secco e Amanda Secco.

Por alguém que me olhe de volta,
Que retruque minhas afirmações
ou, concorde comigo.
Alguém que desafie minha criatividade,
Que misture minhas emoções.

Por alguém que pergunte de volta,
– Você está bem? – Estou sim e você?
– Qual sua cor favorita? – Vermelho e a sua?

Por alguém que elogie de volta,
Que veja o melhor de mim,
Que arranque o pior de mim,
Que melhore o que há em mim.
Alguém que se intrometa com amor.

Por alguém que invista de volta,
Que retorne as ligações,
Que me procure sem eu falar nada,
Que responda com carinho ao carinho dado.

Por alguém que receba tudo,
Que os amores que não voltaram perderam.
Por alguém que cante de volta,
Ainda que desafinado, só para fazer uma graça.
Só para vencer a vergonha e falar comigo.

Alguém que responda os meus sorrisos,
Com sorrisos mais belos ainda,
Por alguém que namore comigo pelo olhar,
para manter nosso segredo.

Por alguém que responda rápido,
Pronta, quando a mensagem chegar.
Sem atrasos, sem espera,
Ainda que seja para dizer:
– Daqui a pouco falamos.

Por alguém que curta de volta,
Nosso interesse extrapola os anos, vamos até o dia em que ele nasceu.
Em poucas horas acompanhamos tudo,
Até aquela foto que ela postou sem querer e numa curtida nossa, ela vai ao topo da timeline.
Claro que ela vai curtir uma sua, ou todas. Só para dizer que também te deseja.
Se apostar ainda vai colocar AMEI em todas as fotos com o novo botão do Facebook.

O amor é na volta.
É quando olhamos de primeira,
E voltamos para olhar de volta.
Amor não é a primeira vista,
É a segunda.

Corresponder é o primeiro grande passo para amar,
Se você não tem esse costume está afastando o amor.

Quem ama procura. Ser encontrada também é se fazer achar. Corresponder é se deixar encaixar.

 

Olá meninas, quanto tempo heim! Me perdoem a ausência, mas estou de volta. Todas as terças texto novo aqui na coluna #MeninosTambemAmam. Espero que gostem!

 

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(foto de Leonardo Secco e Amanda Secco)

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