[642 coisas] 10 fatos sobre Julie

Em 26.07.2016   Arquivado em Desafios | Projetos
10fatossobreJulie

Via We Heart It

Outro dia, enquanto andava por uma loja de conveniência à procura de copos descartáveis com duas colegas do trabalho, um diálogo estranho começou a ganhar vida:

— Julie, quando você acha que vai casar?

Hã?, essa foi a minha reação interna.

— Sei lá, pode ser daqui um ano ou dez. — minha reação externa.

— E se você nunca casar? — a outra perguntou.

Há algo que você precisa saber sobre as minhas colegas de trabalho: ambas tem 24 anos e são casadas desde dos 18. Não casadas uma com a outra, acho que não expliquei direito. Elas são casadas com garotos que ainda jogam vídeo game e partidas de futebol, e me contam sobre o quanto eles gastam detergentes sem se preocupar com o preço. Parecem felizes e são gente boa, o único problema é que elas acham que todo mundo tem que casar cedo ou estar envolvido emocionalmente com alguém.

Também existem algumas coisas sobre mim que você precisa saber:

1. Tenho 22 anos.

2. Nunca me envolvi emocionalmente com um cara.

3. Quando não estou dando aulas (sim, sou professora) nem as preparando, fica sentada na única cafeteria decente da cidade lendo ou escrevendo uma nova história.

4. Quero ser escritora um dia.

5. Quero juntar dinheiro o suficiente para comprar a cafeteria.

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Irmã que nasceu da barriga errada

Em 23.07.2016   Arquivado em Textos

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Ela surge do nada. Talvez vocês já tenham estudado juntas durante anos, mas nunca tenham se falado de verdade, até que acabam caindo no mesmo grupo de trabalho e começam a conversar. Você pode ter dito a ela:

— Nossa, sempre achei que você tinha cara de metida.

E ela:

— Jurava que você era mais inteligente.

E quando vocês menos esperam estão frequentando a casa uma da outra. Você chama a mãe dela de tia e passa madrugadas conversando pelo telefone ou deitada ao lado dela no chão do quarto enquanto dividem uma panela de brigadeiro. As festas de pijama — que pareciam tão divertidas, mas distantes nos filmes — se tornam rotina e você nem precisa pedir aos seus pais para dormir na casa dela ou ela na sua, eles já sabem que isso vai acontecer pelo menos uma vez por mês.

Vocês passam tardes fingindo assistir filmes, quando na verdade não param de falar um instante se quer. Você finalmente encontrou alguém que fala tanto quanto você. Desde às bobagens da escola até filosofias estranhas, vocês conversam sobre tudo. E quando começam a rir sem parar? Nem lembre daquela vez em que ela te fez cócegas até chorar.

Quando algo ruim acontece é para ela que você deseja ligar, e quando algo bom surge, você não vê a hora de poder agradecê-la por toda ajuda e incentivo que deu.

As férias são um saco quando vocês viajam separadas, ou quando uma viaja e a outra fica em casa. Não tem a mesma graça ficar reclamando das músicas ridículas que tocam na praia quando ela não está lá para entender os seus comentários. Nem tem graça tomar sorvete no calçadão da praia com o vento indo em sua direção e lambuzando sorvete de morango por suas bochechas e pela blusa nova…

Ela tem que estar lá quando a sua calça não cabe mais ou quando você tira nota baixa na prova de matemática — ela te dará um abraço e lembrará o quanto você é boa em outras coisas, mesmo que seja só fazendo brigadeiro. Você tem que estar ao lado dela para fingir gritinhos quando ela te mostrar os presentes que ganhou no dia dos namorados ou para dar conselhos quando o garoto pisar na bola. Embora você seja a mais velha, quem banca esse papel é ela, e muitas vez ela cuida de você como se fosse a sua mãe, perguntando se você já tomou o remédio para a dor de cabeça ou avisando que a dor nas têmporas nunca vai passar enquanto você não parar de ler todos aqueles romances de madrugada. E você acha uma graça a forma como ela te protege dos garotos, ela diz que jamais vai deixar alguém que não te merecer tocar em você, e é verdade, lembra de quantos ela já botou para correr?

Ela te fala verdades sem medo e você a ela, porque vocês já se conhecem o suficiente para dizer o que for necessário sempre que preciso. Diante dela você expõe seus defeitos, porque sabe que pode ser você mesma, sempre.

Ela é a sua irmã, aquela que nasceu da barriga errada. Ela é a garota para quem você conta seus segredos, sonhos e anseios. Ela será a madrinha do seu casamento e fará um discurso horrível. Ela vai contar aos seus filhos todos os seus podres e te defenderá dos outros. Vocês ainda vão chorar vendo filmes românticos no cinema, vão jogar M&M’s em meio a pipoca e ficar desesperadas procurando durante o filme e ela ainda vai rir muito da maneira desastrada como você tenta jogar bola.

Pode ser que a amizade de vocês não dure para sempre, por isso cuide bem dela agora e aproveite o máximo que puder. Não desista dessa amizade por qualquer bobeira, lute por ela e a guarde como um tesouro. Nem todos tem a chance de encontrar uma irmã de sangue diferente, saiba que você é uma sortuda, vocês são! E se você ainda não tem uma amizade dessas, vou orar para que cruze com ela um dia desses.

[Resenha] Jesus e as mulheres

Em 22.07.2016   Arquivado em Dicas, Livros

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“Jesus e as Mulheres – O que Ele pensa de nós” era uma das minhas metas de leitura do ano e fico imensuravelmente feliz em dizer que a concluí. Tenho estudado os quatro Evangelhos nas últimas semanas e ao conhecer a obra de Sharon Jaynes não me contive e tive que trazê-lo para casa.

O que será que Jesus pensa sobre nós? O que Ele e Deus falam a nosso respeito? Este é o propósito da autora ao longo das 286 páginas deste livro. Narrando as histórias das mulheres que cruzaram o caminho de Jesus em sua estadia na Terra, Jaynes nos mostra como o Mestre se portou diante delas, quais foram seus ensinamentos e propósitos para elas – para todas nós, filhas do Rei.

Antes de mais nada, Jaynes nos apresenta como a mulher foi vista a partir da queda no Jardim do Éden. Considerada a culpada pela queda, a mulher passou a ser vista como uma porta para o pecado, por isso regras sociais e culturais foram construídas para manter os homens seguros dela. Durante o Antigo Testamento e o Novo, a mulher andou toda coberta, porque o seu corpo poderia levar os homens a pecar. Cabelos precisavam ser escondidos e mostrados apenas em casa – apenas para o marido. As mulheres só podiam falar em público com o seu marido ou algum parente – e nunca com homens desconhecidos. O testemunho de uma mulher não era válido e não cabia a elas aprender sobre as Escrituras com um rabino. Esses são apenas alguns aspectos culturais presentes na sociedade de Jesus antes dEle chegar e enquanto esteve aqui.

As mulheres estavam aprisionadas em uma cultura que apenas as via como esposas, mães e prestadoras de serviço doméstico – não que isso não seja bom, é, mas elas não podiam fazer mais nada entende? – e ainda eram culpadas pelo pecado, como se o homem nunca tivesse tido participação neste momento. Jesus resgata as mulheres de uma cultura aprisionadora para abrir o horizonte, para fazê-las entender que Ele não as condena pelo pecado de Eva e que tem sim muitos propósitos para a jornada de cada uma de nós.

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Que tal jejuar?

Em 21.07.2016   Arquivado em Uncategorized, Vida de garota cristã

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Diferente do que talvez passe – ou já tenha passado – pela sua cabeça, jejuar não é o mesmo que fazer uma greve de fome desejando alcançar um objetivo. Jejuar não é dizer: “Deus, vou ficar sem comer até o Senhor me trazer um futuro marido!” ou “Deus, é bom que o Senhor traga a cura para a minha mãe, porque se não quem irá morrer sou eu…”. O jejum não tem nada a ver com colocar Deus em uma parede e implorar para que Ele faça aquilo que você quer.

Jejuar é sim passar um período de tempo em abstinência alimentar – por um período curto ou mais longo –, em que você abre mão das suas necessidades carnais para dedicar-se ao espiritual. Ou seja, é abrir mão do pão que alimenta a sua carne, para encher o seu espírito.

É importante que você entenda que o jejum não é apenas ficar sem comida – ou refrigerante, seriados, livros, enfim, qualquer outra coisa que você goste muito –, mas sim passar esse período ligado em Deus, buscando mais dEle.

Embora não seja um ato obrigatório, o jejum foi muito praticado no Velho e no Novo Testamento. Jesus o fez e também supôs que os seus discípulos fariam (Mt 9:15).

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