Capítulo 3: Livro Confiar


Capítulo 3



Há muito tempo venho observando Sophia, antes mesmo de ela ser concebida por Ana. Fui ordenada para estar presente na vida dela, protegendo, evitando o mal. Até os sete anos de idade o meu trabalho era fácil, mesmo que uma criança tenha lá suas teimosias, é muito mais fácil de cuidar do que uma adolescente.
Pense comigo. Imagina um ser humano que muda de decisões a cada cinco minutos, se olha no espelho e nunca está com o cabelo do jeito que quer, um guarda-roupa inteiro muito bem recheado nunca tem o que ela quer, a maquiagem sempre tem um erro, e quando surge uma espinha parece que o mundo vai acabar.
Por isso os anjos sempre preferem quando eles ainda são crianças. Nós nunca estamos preparados para as crises de TPM, para as decepções vividas e pela constante mudança de humor.
No fim é até engraçado, mas o que mais chama a atenção e nos marca é quando eles decidem viver para o Mestre, quando eles decidem mudar a história, deixando o lápis nas mãos do Criador da Vida.
Eu sou a Ester, a anjinha que cuida de Sophia, ela é a minha primeira missão e tem me dado mais trabalho do que imaginei que poderia dar...
Ela era tão obediente, sempre fazia suas orações, dobrava os joelhos ao amanhecer e anoitecer, conversava com o Mestre durante todo o dia, estava sempre estudando a palavra. Até ela começar a fazer escolhas erradas, confiar nas pessoas erradas.
Fiquei aqui me apresentando a você e estou esquecendo que preciso fazê-la desistir daquela ideia maluca.
– Sophia, você precisa começar a viver, você vai ver, se continuar assim daqui a uns 10 anos vai se arrepender por não ter se divertido. Tem que beijar mesmo, sair, se divertir! Depois você vai pra igreja, garota!! – Carol exclamou, sendo como sempre a errada. Coitado do anjo daquela garota está sempre com os cachinhos em pé.
– É mesmo, amiga, você tem que viver. Não é nada demais você ficar com o Pedro. Feio seria se você estivesse com um a cada dia. Não vejo nada demais nisso. – Bella falou calmamente, como se realmente não houvesse problemas.
Chegou a minha vez de argumentar. Me aproximo de Sophia, e sussurro em seu ouvido.
“Não, Estrela, está errado. Você não pode mentir para os seus pais, você não pode namorar escondido, ele não é o escolhido de Deus para você.”
Sinto minhas palavras chegando ao coração de Sophia, vejo sua reação, sei que ela entendeu o meu recado. Infelizmente ela o ignorou, optando por escutar as “amigas”.
– Talvez não seja uma ideia tão ruim. Mas não quero namorar escondido, será apenas provisório até meus pais aceitarem.
 Sophia realmente acreditou que esse é um bom argumento? Sério, Sophia? Você quer que eu perca meus cachinhos? Viu, é por isso que não entendo um adolescente humano, ela sabe que não é essa decisão que deve tomar, mas mesmo assim a escolhe.
Tento mais uma vez.
“Sophia, não, essa escolha não. Lembra de Moisés, ele esperou no Senhor e alcançou as promessas. Lembra que você não pode namorar qualquer um? Lembra que ele é julgo desigual?”
Sophia balançou a cabeça negativamente, ignorando os efeitos de tudo o que eu disse e decidindo que aceitaria a ideia das amigas.
– É, preciso conversar com o Pedro.


    Antes de Sophia ir para casa, ela combinou de encontrar Pedro em um café que tinha próximo a casa de Carol. Observei ela andando pelas ruas daquele bairro, metade dela estava feliz, fazendo com que ela acreditasse que a decisão que tinha tomado era a melhor do mundo. A metade da garota de fé que nela existia estava triste, pois ela não havia ouvido o que eu tinha dito, não havia questionado com a sua própria consciência, não havia olhado para a situação com os olhos da fé.
Eu estou muito triste, se pudesse chorar, lágrimas estariam rolando pelos meus olhos agora, mas não posso e nem devo ficar triste, tenho que continuar tentando, preciso tirar essa ideia da mente dela, com amor, delicadeza e sabedoria, do jeitinho que o Mestre  diz.
“Sophia, você tem certeza dessa decisão? É isso mesmo que você quer? Vai dar um passo tão importante da sua vida, sem nem ao menos ter consultado o seu Deus?”
Sophia ignorou o peso que ela sentiu no coração naquele instante e entrou na cafeteria. Ao cruzar a porta do estabelecimento, viu Pedro sentado numa mesinha bem lá no fundo, ela apressou o passo e chegou em frente a mesa.
Ela se sentou e ele imediatamente segurou as mãos da moça.
– E então, o que você tem a me dizer? – Pedro disse, enquanto sorria. Naquele momento, olhando para aquele sorriso na sua frente, Sophia esqueceu todas as duvidas, tinha certeza da sua decisão.  
– Bom... Nós não podemos namorar em casa, na verdade de nenhuma forma que meus pais venham a saber. – Sophia disse, tentado não gaguejar e encontrar as palavras certas, reconheci de imediato o quanto a dificuldade de dizer aquilo era grande para ela, não havia sido daquela forma que ela imaginara começar seu namoro.
– Você está dizendo que nós vamos ter que namorar escondido? – Pedro perguntou, sem encontrar dificuldade alguma para dizer aquilo. Ele nunca precisou de consentimento algum pra começar um namoro.
Sophia apenas consentiu, enquanto um sorriso enorme surgia nos lábios de Pedro.
– Por mim, tudo bem. – Ele apertou a mão dela e sorriu, ela assentiu com um aceno e eles começaram uma conversa mais tranquila.


Sophia chorou na noite passada, chorou até pegar no sono. Eu vi ela juntar as mãos e pedir ao Senhor que ajudasse o relacionamento  dela com Pedro, mas em momento algum ela perguntou para Ele se o namoro seria algo bom. Sophia simplesmente O entregou o problema, sem cogitar se o Mestre estaria feliz com esse plano.
Todo humano já fez isso uma vez, já arquitetou um plano e fez uma breve oração, imaginando que assim Deus estaria participando daquele projeto, mas não é dessa forma que deve acontecer, o Mestre tem que estar no plano muito antes de você sonhar com ele, muito antes de você deseja-lo.
Deus entregou a cada um de vocês um plano de vida abençoado, onde sempre haverá bênçãos os esperando. Ele não disse que a caminhada seria fácil, mas que a recompensa seria maravilhosa.
Quando Sophia decidiu namorar Pedro, ela foi contraditória com tudo aquilo que preenchia o coração dela. Ela não se importou em estar abrindo mão dos seus valores, daquilo que ela acreditava. O mundo sussurrava que ela tinha que embarcar naquele barco da diversão, enquanto o Mestre me mandava dizer que ela não podia entrar nele, pois de diversão o barco só tinha a cara.
Contudo, mesmo sabendo da verdade, mesmo ouvindo tudo o que eu dizia, o mundo conseguiu corromper o conhecimento de Sophia, e naquele momento que ela aceitou namorar Pedro escondido, para ela podia não parecer nada, mas uma imensa porta de infrações foi aberta na vida dela.


Durante as semanas seguintes, Sophia dizia todos os dias a si mesma.
“Eu não vou mudar. Eu serei a mesma Sophia de sempre. Diferente dessas meninas que mudam só porque estão namorando eu não vou mudar. Não, não vou.”
Porém, rapidamente as coisas começaram a ficar diferentes, ela começou a querer ir pelo menos umas 4 vezes por semana na casa das amigas, sempre no finzinho da tarde, assim ela e Pedro poderiam se encontrar. Disse para a mãe que ela e as amigas estavam fazendo grupo de estudo para ajudar na escola, e com isso ela acabou faltando demais os ensaios do grupo de teatro da Igreja.
Logo agora que ela iria interpretar Ester, era uma grande oportunidade para aprender mais sobre a história da minha chará, poderia desenvolver mais o talento que o Mestre deu para ela...
É triste vê-la abrindo mão das coisas do Senhor, Ele fez tanto por ela, e na primeira oportunidade ela começa a esquecê-Lo.
E na grande maioria das vezes é assim que acontece, pelo menos foi isso que eu vi muitos humanos fazerem, abrindo mãos das promessas do Mestre pelas ilusões deste mundo. Infelizmente esses só aprendem na dor. 


# Boa Noite Princesas *-*
Este capítulo ficou pequenininho, tive uma semana muito corrida e acabou não dando para escrever muito. Para compensar, vou tentar postar mais um capítulo neste fim de semana. 
Espero que vocês gostem desta parte da história.
Comentem, adoro saber a opinião de vocês, ajuda a história ficar boa :))
Deus as abençoe !       

Capítulo 2 - Livro Confiar.




Capítulo 2


Após passar quase metade da noite em claro, pensando no que Júlia disse, Sophia chegou à conclusão que deveria contar aos pais sobre o namoro, eles teriam que aceitar, pois ela não podia simplesmente da noite para dia deixar de gostar do Pedro.
Ela meditou sobre ele não ter a mesma base religiosa que a dela, e sobre terem alguns pontos diferentes, mas concluiu que isso não importava, e que se os pais confiavam mesmo nela, iriam deixar que ela namorasse. No seu coração ela criou até a esperança de que poderia ajudar Pedro a se converter.


Na manha seguinte Sophia mandou um sms para Pedro, dizendo que precisava se encontrar com ele. Marcaram às 16:00 na casa da Carol.
Sophia foi à escola, mas não prestou atenção em nada, nem mesmo nas amigas e nas fofocas que rolavam naquela manhã, apenas pensava em como iniciar a conversa com a mãe, como iria dizer, como deveria se comportar, e até o que faria se a mãe não deixasse.
Só que o que mais perturbava Sophia, não era a mãe, mas sim o pai. Ana, mãe do Sophia, sempre fora aquele tipo de mãe que é melhor amiga, sempre ajudava, estava sempre do lado da filha, nunca dava as costas e, sempre ensinou Sophia com amor. O pai, Gustavo, também era um bom pai, tinha uma amizade linda com a filha, atencioso, sempre prestativo, comunicativo, mas como Sophia era filha única ele ainda a via como uma menininha, e não seria fácil para ele permitir que a filha namorasse um cara que ele não conhecesse.
Sophia olhava para o relógio de 5 em 5 minutos, mas o tempo não passava. Chegar em casa foi uma luta, o trânsito estava horrível, havia acontecido um acidente, e tudo parecia influenciar para que a moça desistisse de conversar com a mãe.


Finalmente Sophia cruzou o portão de casa, e ao entrar encontrou a mãe na sala, assistindo ao jornal. Naquele momento ela queria voltar correndo para escola, queria não ter que conversar com a mãe, queria não ter conversado com Júlia e ainda ouvir a vozinha da ex melhor amiga dizendo: “basta conversar com a sua mãe”.
Como começar? De que forma falar? Sophia estava presa em turbilhão de pensamentos, que deixou ela extremamente confusa.
A mãe de Sophia desviou os olhos da TV, quando viu que a filha não se mexia nem falava nada, achou aquela reação totalmente estranha, sabia que a filha era a pessoa mais faladeira que conhecia, completamente bagunceira já era para ter deixado cair a mochila e ter se jogado no sofá, mas ali, naquele momento nada aconteceu.
 – Que cara estranha é essa, mocinha? Está acontecendo alguma coisa? – perguntou Ana, percebendo a confusão que tomava conta de Sophia.
– Nada, não é nada. – Sophia simplesmente deixou a palavras rolarem, numa velocidade inusitada.
– Hun... Sei. A Luciana ligou, dizendo que a Júlia está super feliz por vocês terem conversado no ensaio ontem.
– Nós sempre conversamos. – disse Sophia, como se nada tivesse acontecido.
– Bom, acho que vocês foram mais amigas do que de costume. Vocês devem ter trocado alguma confidência. Júlia ficou feliz mesmo por vocês terem conversado. Eu sinto saudade da época em que vocês eram melhores amigas, ela sempre vinha dormir aqui, vocês estavam sempre grudadas, e ela, eu sabia que gostava de você de verdade...
– Mãe, eu também sinto saudade, mas você não perde uma oportunidade pra falar mal das minhas amigas né? – Sophia falou com um tom de voz que não agradou Ana. E já foi esquecendo da conversa que deveria ter sobre Pedro, enquanto defendia as melhores amigas da mãe.
– Sophia, pode abaixar essa voz. E eu não falei nada sobre as meninas, apenas falei que sabia como funcionava a amizade entre Júlia e você. Agora, você vê que eu não posso pensar nas suas amigas novas que você já se estressa? Por que eu não posso ter uma opinião sobre elas? Por que eu não posso falar nada? Eu sou a sua mãe e tenho o direito de falar o que penso.
– Da mesma forma que eu tenho de defendê-las, mãe. – Com toda indignidade Sophia, não perdeu tempo para responder a mãe. Essa era uma das desobediências que foram surgindo em Sophia.


Depois de um tempo em silêncio, Sophia decidiu que estava na hora, embora ela não tivesse tanta certeza, pois já tinha estressado a mãe, mas ela tinha que defender as amigas, certo? A mãe estava sempre arrumando um jeito de ofendê-las, Sophia não conseguia mais ficar quieta, fingindo que não tinha ouvido. Mas, será mesmo que Sophia estava certa?
– Mãe? – Apreensivamente essa foi a única palavra que o cérebro de Sophia encontrou.
– Sim? – Ana respondeu seriamente, sem retirar os olhos da TV.
– Você disse que eu poderia contar tudo a você, né? – Sophia disse essas palavras da mesma forma que uma criança tenta conseguir um doce da mãe, após aprontar, com os olhinhos pequenos e cautelosos, e a vozinha mais mansa que existe.
As palavras foram suficientes para chamarem a atenção da mãe, não foi a vozinha doce, ou os olhinhos quase lacrimejados, mas sim, a imensa vontade e saudade que Ana tinha de ter conversas com a filha, em que ambas não brigassem.
– Claro que sim. Está acontecendo alguma coisa?
– É que... Mãe, eu estou gostando de um garoto e ele também está interessado em mim. – As palavras pareciam ter fugido de Sophia, ela contou isso a mãe, sem arquitetar nada, todo o tempo que ela gastou pensando foi em você, pois como é típico dela, as ficar nervosa, ela perde total controle do que diz.
– Interessante. – Ana não sabia o que dizer, pois foi pega de repente pela notícia e Sophia nem conseguiu explicar direito. – Você pode me contar com mais calma? Tranquilamente?
– O nome dele é Pedro, ele é o melhor amigo do namorado da Carol, nós nos conhecemos na praia, e começamos a conversar, ele disse que gosta de mim, e eu também gosto dele... –Sophia sussurrou as informações.
– E ele quer namorar você em casa?
– Acho que sim, nós ainda não conversamos a respeito disso. – Sophia tentou ser mais calma.
– Fico feliz por você vir me contar, antes de sair decidindo as coisas. Nós somos amigas e você não precisa ter medo de me contar nada, ok?
Sophia sorriu, sabendo o quanto a mãe tinha ficado feliz por ela ter se aberto, mas sabendo que deveria contar o resto, sabendo que deveria falar que eles já estavam ficando, que ele não era evangélico, e que ela não era a primeira a saber.
– Que tal você trazer ele aqui para um jantar? Vou conversar com seu pai e acredito que não haverá problemas em conhecer o rapaz. – Ana animada deu essa proposta a Sophia, que não pensou em contar mais, iria combinar com a mãe e chamar Pedro.
Sophia tinha certeza que se Pedro viesse para um jantar, ele iria se comportar e acabar conquistando a confiança dos seus pais, sabendo que ele era um bom rapaz, não ser religioso seria o de menos.
Ana marcou que iria preparar o jantar para a noite de sexta, e iria conversar com Gustavo ainda naquela noite.


Sophia cancelou o encontro com Pedro, e falou com ele por telefone mesmo. Dizendo que os pais queriam conhecê-lo, iriam preparar um jantar na sexta-feira a noite, Pedro assentiu e disse que iria estar presente.
Ela estava em plena quarta-feira, e a semana não quis passar de jeito nenhum.

Depois que o Gustavo soube que um rapaz estava interessado em sua filha, ele não parou de implicar com ela.
– Meu bebê vai namorar! Meu bebê vai namorar! Pode isso? – Dizia o pai da garota, sempre muito brincalhão, ela simplesmente não dizia nada, esperando que aquela alegria toda continuasse depois de conhecê-lo.


A sexta-feira chegou, demoradamente, mas chegou. Às 19:30 daquela noite, Pedro tocou a companhia da casa de Sophia, e quem veio recebê-lo foi o pai, Gustavo.
 – Boa noite rapaz. – Disse Gustavo, tentando passar um ar sério.
– Boa noite, senhor. – Pedro era o tipo de garoto que não namorava em casa, e nunca tinha ido a um jantar para ser conhecido pelos pais da garota. Elas geralmente não ligavam pra isso, e acabavam o apresentando como um amigo, em um dia qualquer.
– Pode entrar. Sophia já vai descer.
– Tá bom. Licença.
Alguns minutos em silêncio se passaram, até que finalmente Sophia desceu as escadas.
Ela estava usando um vestidinho florido, que moldava muito bem a cintura. Seus belos cabelos cacheados pendiam pelos ombros e costas, combinado com os olhos cor de mel. Ela estava sorrindo, e de longe dava para perceber que ela corava. Assim como ele, Sophia estava um pouco envergonhada.
– Boa noite, Pedro! – Sophia exclamou, sendo um pouquinho receosa.
– Ei, Sophia. Boa Noite. – Enquanto dizia, Pedro se aproximou e beijou a moça na bochecha, controlando a vontade de beijá-la nos lábios. Entregou a ela um lindo buquê de rosas vermelhas e ganhando assim, mais espaço no coração da moça.
– Obrigada. – Ela disse e imediatamente corou ainda mais, deixando suas covinhas a mostra.
Pedro sorriu, enquanto via Sophia sumir da sala levando as rosas consigo.
– E então, Pedro, o que você faz? – Perguntou Gustavo.
– Eu faço faculdade de educação física, e dou uma ajuda a meu pai na empresa dele. – Pedro disse todo apreensivo.
– Sei, sei. Você é evangélico, católico? Segue alguma igreja?
– Eu não vou muito a igreja, os meus pais não são muito religiosos, então meus irmãos e eu, acabamos não frequentando.
– Ah, sim. E você não tem vontade de ir? Conhecer?
– Eu já fui em algumas, mas não gostei de nenhuma. Acho que eu ainda não encontrei um lugar que consiga prender minha atenção.
– Entendo, mas você foi só em algumas ou em várias? Tem muitas opções por ai, mas se você não se esforçar um pouquinho não vai gostar de nenhuma... – Gustavo, falou totalmente sério, naquele momento sentiu que aquele não era o garoto para Sophia, não só por ele não ter uma vida espiritual, mas ele sentiu lá no seu coração, uma voz dizendo NÃO.
O resto da noite passou assim, Gustavo continuou interrogando Pedro, sem criticar o rapaz, apenas perguntou tudo que queria saber, tirou todas as suas dúvidas, e disse a si mesmo, que assim que o rapaz se fosse, ele teria uma conversa definitiva com a filha.


A hora de Pedro chegou e ele se despediu de Gustavo e Ana, Sophia o acompanhou até a porta.
– Você acha que seus pais gostaram de mim? – Perguntou Pedro todo preocupado.
– Claro que sim, não há motivos para não gostar. –Sophia disse, enquanto segurava a mão do rapaz. – Você se saiu muito bem.
Pedro se aproximou e delicadamente beijou Sophia, depois se despediu e ela continuou na varando de casa, contemplando o lindo manto de estrelas que cobria o céu. Ao entrar em casa, a paz que sentia pela noite foi se esvaindo, ao olhar para o pai, já sabia o decreto.
– Ele não, Sophia. – O pai disse, e se sentou de braços cruzados.
– Por quê? – Sophia perguntou já indignada, mas sem levantar a voz.
– Primeiro, o Pedro não é cristão, não tem a mesma base religiosa que você, na verdade ele não tem nenhuma. Como você vai viver um relacionamento com alguém que não pensa nem um pouquinho parecido com você?
– Mas pai... – Sophia tentou dizer, mas o pai logo continuou.
– Eu ainda não terminei de falar, querida. Segundo, já percebi que ele não é rapaz pra você. É só olhar pra ele. Pelo que pude perceber, a faculdade é apenas para ocupar tempo, não tem visão de futuro nenhum. Quando perguntei a ele sobre o maior sonho dele, você sabe o que ele me disse? Que o que ele mais tem vontade de fazer é viajar pelo mundo, viver uma vida sem script, vivendo um dia de cada vez. É uma linda ideia para um livro, mas muito diferente na vida real.   
“Não é isso que você quer, é? Você sempre sonhou em cursar uma faculdade, em ser uma mulher prospera, uma mulher sábia. Como você vai ficar aqui, fazendo a sua vida, fazendo as vontades do seu Deus, enquanto seu namorado roda o mundo? Filha, eu acredito que será um sofrimento e não quero ver você sofrendo.”
– Pai, não é assim, agora ele sonha com isso, mas as pessoas mudam, ele é apenas um jovem, jovens mudam de ideia o tempo todo. Eu mesma mudo de ideia toda hora, você mudou de ideia toda hora... E ele pode muito bem aceitar a Cristo, se ele for comigo para igreja posso ajudar a mudar a vida dele. – Sophia disse mantendo a calma, mas sua vontade era de chorar.
– Filha, você não irá converter ninguém, não somos nós que convertemos, mas sim o Espírito Santo. Se envolver com um julgo desigual é sofrimento, é perda de tempo, é abrir mão das bênçãos do Senhor. – Ana tentou explicar a filha, calmamente.
– Sophia, você não tem nosso consentimento. Aproveita agora, que vocês ainda não se envolveram emocionalmente, e corta esse mal. Sejam amigos, e se ele realmente quiser conhecer o seu Deus, o chame para caminhar com você para a igreja. A vida dele pode mudar, a mente dele pode mudar... Mas agora é buscar sofrimento.
Sophia ouviu o que o pai e a mãe disseram, depois subiu para o quarto. Ao fechar a porta, se jogou na cama e deixou que as lágrimas rolassem sem fim.
No silêncio daquela noite, Sophia olhou novamente para o céu e pediu.
– Senhor, por favor, se podes me ouvir, permita que os meus pais aceitem o meu namoro com o Pedro, por favor, por favor... – Entre as lágrimas ela sussurrou.


Sophia chorou até pegar no sono na noite passada e até então não tinha pensado na ideia de desrespeitar a ordem dos pais, até conversar com as amigas no dia seguinte. Na tarde daquele sábado, as amigas se encontraram na casa de Bella. 
– O que está acontecendo, Sof? – Perguntou Bella, toda preocupada com a amiga.
– Meus pais não me deixaram namorar com o Pedro. – Sophia disse toda tristinha.   
– Você não precisa ficar triste amiga, tudo tem sempre um jeito. – Carol, sempre conseguia o que desejava, e não foi dessa vez que ela se calou. 
– Dar um jeitinho? Como, Carol? – Sophia ouvia atentamente, com os olhinhos cor de mel brilhando.
– Você não precisa da permissão dos seus pais, fala sério. Todo mundo namora escondido, é muito melhor, foi tudo muito divertido até agora né? Eu nem entendo por que você foi contar pra eles agora, estava tudo indo muito bem...
– Mas, eu tinha que contar... – Carol foi logo continuando a conversa, interrompendo Sophia. 
– O Lucas e eu namoramos escondido por muito tempo, foi bem mais divertido que agora. Não era nada monótono, tinha sempre uma novidade. 
– Eu não posso fazer isso... Vou estar mentindo pra eles, não vou conseguir. 
– Larga de ser careta e chata. Você vai conseguir sim. Agindo desse jeito você vai finalmente ser uma adolescente normal. – Carol disse, enquanto Paula e Bella concordavam. 
– Nós podemos ser suas cúpidas. Estaremos aqui com você, para te ajudar no que for preciso. – Disse Paula toda sorridente. 
– Não sei, não... – Sophia pensou, pensou, pensou. A maior parte dela ansiava por fazer algo diferente. Ela queria viver, conhecer coisas novas, e não iria mentir por muito tempo, logo com certeza os pais entenderiam que ela precisava namorar o Pedro e ela não precisaria mentir mais. Porém, outra parte dela dizia que não, a mesma parte que levou ela a dormir na noite passada.
Essa parte sou eu, alguém que vem tentando cuidar de Sophia. 
  
Por: Thaís Oliveira / Princesas Adoradoras.

# Oi Princesas, espero que vocês tenham curtido o segundo capítulo. Espero pela opinião de vocês *-*
Deus as abençoe! E uma excelente tarde :D
Beijos da Thaís ;**

Amar & ser amada, quando for da vontade do Senhor!

As pessoas descrevem o amor de diversas formas, a minha preferida é esta: "O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." (1 Coríntios 13:4-7).


 
Eu sonho em viver este amor, e aposto que você também. Toda Princesa sonha com a perfeição de um verdadeiro amor, mas sabemos que perfeições só são encontradas no Senhor, e nenhuma pessoa é perfeita, portanto nenhum relacionamento será sempre maravilhoso e satisfatório. Mas Deus diz: "Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado." (1 Coríntios 13:10).
Jamais encontraremos as qualidades do Amor descritas na Bíblia com um julgo desigual. Uma pessoa que não defende o mesmo ponto de vista religioso que você, que não carrega a mesma fé que você, jamais poderá tentar todos os dias aniquilar a imperfeição.
O Senhor prepara uma pessoa maravilhosa para nós, com todo cuidado, antes mesmo de nascermos já temos o nosso Príncipe selecionado, alguém que vai se importar contigo, que irá te aproximar mais de Deus, irá trilhar um caminho de amor e comunhão ao seu lado.


Quem não quer um namorado, marido e amigo que te ame, que olhe para você e te admire, te respeite e tenha orgulho de você? Sim, eu quero. Eu quero alguém com quem compartilhar meus sonhos, eu quero alguém que venha viver os planos do Senhor ao meu lado, mas não será de braços cruzados que irei conseguir realizar esse sonho, não será indo para baladas que irei encontrá-lo e não será ficando com qualquer um e a qualquer hora que irei receber uma benção. 
Você quer um Príncipe? Primeiro seja uma Princesa. Quer ter um relacionamento abençoado? Não tenha medo de esperar no Senhor e orar pelo seu amado. Não importa o que as pessoas digam, espere por aquele que foi escolhido por Deus, Ele não erra, Ele não demora, Ele capricha!


O Senhor promete, e tudo Ele faz. 

Você se lembra da história de Isaque e Rebeca? 

Abraão, pai de Isaque, já era velho e queria encontrar uma mulher para seu filho. Para isso, ele pediu para um servo que fosse até a sua terra natal e encontrasse alguém especial por lá, e o fez jurar diante do Senhor que assim o faria (Gênesis 24:1-4).
E foi o que aconteceu. Chegando à cidade de Naor, o servo se ajoelhou e orou pedindo a Deus um sinal daquela que seria a mulher ideal para Isaque (Gênesis 24:12-14). E, antes mesmo que ele terminasse de falar com Deus, apareceu Rebeca, e ela agiu conforme o sinal que o servo pediu a Deus (Gênesis 24:15-21).
Depois disso, o servo, seus homens e cavalos foram hospedados na casa de Rebeca. O seu irmão Labão acompanhou tudo e, ouvindo a história de como Deus respondeu a oração, perguntou a ela se iria ao encontro de Isaque. E Rebeca consentiu.

Se Deus trouxe Rebeca para Isaque, por que não pode trazer seu Príncipe até você? Por que você não pode esperar? Por que você não pode abrir seus lábios e orar pela vida dele? Pela vida que vocês terão? 
Não escolha alguém só pelo que ele tem, ou pelo o que ele represente na sociedade. Não escolha um julgo desigual, pois você não será capaz de convertê-lo, quem converte é o Espírito Santo, e para isso acontecer você terá que pagar um preço muito grande. 
Não caía nessa de que você está perdendo tempo esperando em Deus, pois quando você diz que sua vida está nas mãos do Senhor, ela realmente deve estar. 

Em 1 Coríntios é dito que: "Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." (1 Coríntios 13:7), Deus diz para que você espere, pois esperar já uma das grandes provas de amor que você fará, você deve esperar por amor, o seu coração deve entender essa ação, deve partir dele, e não deve ser uma obrigação.  

Colhemos aquilo que plantamos e hoje eu planto amor. Eu oro e amo alguém que eu não seu quem é ou está, mas eu confio, sei que Deus o trará para mim, sei que serei honrada. Amar & ser amada, quando for da vontade do Senhor!




Beijos, minhas Princesas *-* 

Amar & Agir!

Ei, Princesas. Como vocês estão? Espero que bem. *-*

Hoje, fui a escola dominical e o professor dos jovens falou sobre Amor e Atitude, não o amor carnal, mas sim o amor que sentimos pelo Senhor e o que Ele sente por nós.
O pastor pediu que refletíssemos sobre o amor que sentimos por Deus e como poderíamos descrevê-lo.
E chegamos a conclusão que não existe descrição melhor do que esta: "Porque Deus tanto amou o mundo que deu seu Filho Unigênito, para todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3:16).
Se você analisar esse versículo, encontrará dois verbos muito importantes, Amar e Dar, duas ações que devemos praticar, pois não adianta apenas amar e não demonstrar através de seus atos que verdadeiramente ama o seu Deus. Palavras o vento é capaz de levar, porém ações são para sempre, atitudes marcam as pessoas.
Se vivermos só de sentimentalismo, apenas frisando "Eu amo Deus", "Deus é meu tudo", "Eu sou louca por Jesus", mas não fizermos por onde, não mostrarmos através de nossos atos que O amamos mesmo, não estaremos nos levando a lugar algum.
A maior prova de amor que Deus nos deu foi dar seu Filho para nos salvar. Agora imagina se Deus vivesse apenas de sentimentos, hoje Ele poderia nos amar, amanha nos odiar, e simplesmente poderia nos destruir, mas não, Deus nos ama através de atitudes, e tudo o que Ele promete, Ele cumpre.
Nossas palavras, nossos sentimentos, devem vir acompanhados de ações. Você ama Deus? Então mostre isso levando amor ao próximo. Dedique mais do que um post no facebook para Deus, dedique sua vida. Mude sua história, eu sei que você gosta mais de ações do que palavras, quem não gosta? Pois é, Deus ama ver você levando o brilho Dele para outras pessoas, não tenha medo, nós sempre encontramos algo que somos capazes de fazer e quando nos deparamos com algo que parece ser mais complicado Deus nos capacita. Não tenha medo de tomar atitudes que mostrem que você ama Deus, não se esconda, não importa quantos te ouçam, o importante é o que eles irão ouvir.

Um bom domingo, minhas Princesas! 
Deus as abençoe *-*

Milhões de beijos, 
Thaís Oliveira, Princesas Adoradoras. 

Confiar





Prefácio
Sentada de frente para o mar num lindo dia de céu azul, enquanto observa o oceano refletindo aquele azul vibrante, Sophia não consegue deixar de agradecer à Deus por tudo que Ele fez por Ela.
Palavras lhe faltam, a única coisa que ela consegue fazer é entregar seu coração à Ele, de uma forma tão intensa que a moça não consegue esconder o sorriso formado em seus lábios. Enquanto agradece silenciosamente, Sophia sente uma leve brisa tocar-lhe o rosto.
Sophia era uma garota muito diferente há um ano atrás. Sempre quieta, era quase impossível lhe arrancar um sorriso, gargalhadas já estavam extintas na vida da jovem. Ela havia sofrido uma decepção muito grande, que havia a mudado e ela imaginava que essa mudança seria eterna, até alguém aparecer e mudar sua vida novamente.

Capítulo 1
Março de 2011.

Sophia era do tipo de garota que amava estrelas, era viciada em brigadeiro, apaixonada por livros e louca por filmes.
Sabe aquela garota que é sempre referência? Ela fazia parte desse grupo, fosse na Igreja, escola, entre a família ou amigos... Ela simplesmente brilhava, era chamada de Estrela, pois diziam que Deus cuidadosamente a trouxe a terra.
O problema é que meninas como Sophia, só parecem ser fortes, mas na verdade elas são delicadas e frágeis, conseguem trazer solução para os problemas de qualquer um, mas fogem dos seus.
Por ter coração puro e bobo, garotas assim acabam caindo nos braços dos falsos cordeiros e tendo seus corações machucados. Porém, elas nunca esperam que isso aconteça e só acreditam quando a história se torna real.
Foi no dia 19 de março de 2011, que Sophia o viu pela primeira vez. Ela estava na praia, curtindo um sábado de sol com as amigas.
– Ei, meninas! – Exclamou Pedro.
Sophia não conhecia o charmoso rapaz, enquanto as suas amigas Carol, Paula e Bella já o conheciam.
Pedro cumprimentou cada uma delas, com um beijo na bochecha e um abraço, demorando um pouquinho mais em Sophia. Ele se apresentou, enquanto Sophia corava pelo beijo.
Ela não conseguiu resistir aqueles belos olhos azuis, aquele cabelo loiro desgrenhado e ao modo quase angelical como ele sorria.
Pedro disse que ele adicionaria ela no Facebook e que era para eles manterem contato. Sem muitas palavras ele se foi, mas já havia sido o suficiente para o coração bobo de Sophia atraí-la para um mar de pensamentos com o rapaz.
– Parece até que a Sophia viu um passarinho verde... – disse Paula em meio a risadinhas. Todas as amigas acompanharam as risadinhas maldosas da garota, menos Sophia que teve as bochechas coradas naquele instante.
– O que ela viu foi um gatinho loiro e de olhos azuis! – Exclamou Carol, para o delírio da turma.
– ‘Ih’, podem parar com esse show! Não tem graça.
– Então por que você corou? – Perguntou Bella.
– Porque está quente aqui, acho que vou pedir minha mãe pra vir me buscar... – Disse Sophia toda atrapalhada.
– Mas a gente tá na praia, garota. – Carol disse não se aguentando. –Fique tranquila ai, e não esquenta, acho que ele ficou afim de você e na frente dele você nem pagou mico, então tudo em cima!
Aquelas palavras foram o suficiente para esperanças vindas de sei lá onde, fixarem no coração da nossa querida Sophia.


Na manha seguinte Sophia não estava nem um pouquinho a fim de acordar para ir a Igreja, queria curtir o domingo na cama, mas a mãe não deixou.
Durante toda a manha a turma em que a Sophia estava na Igreja estudou sobre a importância de esperar em Deus, contudo os pensamentos da mocinha estavam longe, naquele belo Pedro que havia não apenas a adicionado no facebook como também deixou um lindo recadinho.
– Esperar no Senhor é importante, pois Ele sempre tem o melhor para nós, Ele vai escolher pra vocês alguém que os amará de verdade, que estará disposto a caminhar lado a lado para todo o sempre... – Enquanto a Pastora ensinava, Sophia estava olhando para o relógio para que pudesse ir para casa logo.
Há quem pense que aquela manha teria sido feita exatamente para Sophia, um cuidado vindo de Deus para sua Estrela, mas ela não aproveitou nada, queria mesmo ir para casa, porque Carol tinha conversado com Pedro na noite anterior e tinha notícias para a amiga. Você e eu já podemos imaginar quais notícias eram, certo? Não precisa ser um gênio para imaginar.


Um mês depois Pedro e Sophia já estavam conversando todos os dias, trocavam sms, recadinhos nas redes sociais e sempre se viam. O Pedro era o melhor amigo do namorado da Carol, então eles encontraram facilidade para se encontrar, fosse na saída da escola, na casa da Carol, no shopping...
Numa tarde de abril Sophia foi para a casa da Carol com a desculpa de estudar, mas Lucas (o namorado de Carol) e Pedro chegariam logo depois para uma sessão cinema.
 – Amiga, você e o Pedro ainda não ficaram né?
– Ainda não, Carol. Acho que está muito cedo ainda...
– Cedo? – Perguntou Carol, embasbacada. – Cedo nada, já passou da hora de vocês ficarem. Tipo, ele sempre conversa contigo, vocês já estão ligados, não há ninguém que não veja que vocês já estão apaixonados um pelo outro.
– Sério, amiga? – Perguntou Sophia, era isso que as amigas diziam desde há segunda semana em que eles estavam conversando, sua mente dizia para esperar, ela tinha que esperar o momento certo, era isso que sua mãe tinha ensinado, era isso que ela tinha aprendido na Igreja, só que não era isso que o seu coração dizia.  – Ok, acho que pode ser hoje...


E naquela tarde, Sophia deixou de ser ‘BV’, mas não foi nada tão especial assim, a magia que ela criara para aquele momento não surgiu, eles apenas ficaram... Até que ele disse isso para ela:
– Você é única, Sophia, única... Eu...Amo...Você. – Sussurrou apaixonadamente Pedro.
Aquela frase foi o suficiente para Sophia esquecer que não houve magia para o seu primeiro beijo, que não foi nada que ela imaginava. Ela decretou naquele instante que ele era o Príncipe dela e pronto.


Naquela semana Sophia foi ao encontro de Teatro que tinha na Igreja, ela sempre amara teatro, e foi ela que insistiu para que o grupo ganhasse vida novamente. Desde os 5 anos, ela participava de teatros e hoje, aos 15 não podia ser diferente.
A melhor amiga que Sophia tinha na Igreja se chamava Júlia, elas cresceram juntas, mas Júlia teve que se mudar e elas acabaram se afastando um pouco, passaram a se ver apenas na Igreja e depois que Sophia fez amizade com a Carol, a Bella e a Paula, Júlia perdeu seu lugar de melhor amiga, mas mesmo assim ela sempre estava preocupada com a amiga e naquele dia resolveu por as novidades em dia.
– Ei, Estrela! – ela exclamou para a velha amiga, que há tempos não era chamada por aquele apelido carinhoso.
 Ouvir Júlia chamando-a assim a fez sentir saudade da amizade que havia existido entre elas.
– Oi, Jú! Como você está?
– Estou bem, muito bem, graças a Deus! E você? – Disse Júlia enquanto enrolava Sophia em abraço apertado, daqueles em as pessoas fecham os olhos, para guardar aquele momento na memória e para não deixar que as lembranças do passado fujam.  
– Ah, que bom! Estou bem também. – Sophia disse, finalmente saindo daquele abraço nostálgico.
– Estou sabendo das novidades...
– Quais? – Perguntou Sophia incrédula.
– Bom, acho que é fácil perceber... Seus olhos brilham, você acabou de corar, mensagens românticas chegam ao seu facebook o tempo todo... Se você não já está namorando, está quase. – Sophia sentia saudade daquele jeito que só a Júlia tinha de falar, ela fazia um assunto sério ou constrangedor se transformar em uma simples história. Em meio a risinhos fofos e sinceros, em que as covinhas de Júlia vinham à tona, Sophia sabia que não haveria escapatória, ela iria contar tudo a amiga.
E assim ela fez, contou todo seu envolvimento com Pedro.
– Me deixa ver se entendi. Você está feliz por estar com ela, mas fica triste por saber que está mentindo para a sua mãe, certo?
– Isso...
– Essa é uma questão muito simples de resolver, Estrela, basta conversar com a sua mãe, se eu bem me lembro, ela e você eram unha e carne, você não conseguia esconder nada dela, acho que ela vai entender... – Sophia já havia pensado nisso, muitas e muitas noites seguidas, mas sabia que não seria fácil e que a mãe não entenderia.
– Não dá, ela não vai entender muito menos meu pai. – Sophia disse, e quando levantou os olhos que antes estavam fitando as mãos sobre o colo, ela viu surgiu uma séria confusão no rosto de Júlia.
– Por quê? – Júlia perguntou, sem conseguir esconder toda a confusão que encontrou no momento. Ela conhecia a Sophia, conhecia os pais dela e acreditava que eles não eram do tipo que impediriam um namoro, não se a filha já tivesse idade suficiente e se o rapaz fosse aprovado...
– Porque ele não é cristão, Júlia... – Sussurrou Sophia.
– Ixi. Então acho que eles não vão concordar mesmo. Só que independente do que eles vão pensar você tem que contar, para essa angústia sair do coração. Você nunca mentiu pra sua mãe, e não pode começar a fazer isso só porque está afim de um garoto. Você conta pra ela ou termina com ele. – Nesse instante o coordenador do grupo de teatro as chamou, porque o ensaio começaria. As palavras sinceras e inteligentes de Júlia haviam encontrado um lugarzinho no coração de Sophia, e naquela noite ela custou pegar no sono, pensando no que Júlia havia dito.  

Por Thaís Oliveira/Princesas Adoradoras. 

Está ai o primeiro capítulo do livro, Princesas. Espero que vocês gostem :))
Comentem se vocês gostaram, ou o que acharam da história.. Gostaria muito do apoio de vocês, escrever é um sonho meu e eu preciso que vocês leiam, kkk

Muito obrigada por todo apoio que vocês sempre dão a página, de coração eu amo vocês! *-*
Deus as abençoe. 



Pra quê ouro? Se ela tem Brilho Próprio? *-*

“Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada. 
~ Provérbios 31:30.

Não é a roupa que você veste, ou a marca que você carrega na cintura da sua calça, muito menos a tamanho do salto que você usa, que define quem você é, Princesa. Na verdade, muitos hoje estão classificando as pessoas pelo o que elas vestem, mas não é isso o que faz uma pessoa, não é isso que define o que ela é.
A sua essência não pode estar contida nos seus acessórios ou na sua maquiagem, uma Princesa de verdade, é Princesa por ser Filha do Rei, é Princesa por aquilo que ela carrega no coração. 
A beleza passa, mas o brilho que existe nos olhos de uma Princesa jamais. As roupas rasgam, contudo o caráter só tende a crescer e melhorar. As pessoas podem ter criado suas castas, mas Deus não olha para você só porque estás bem vestida, Ele olha para você, porque te ama e quer ter orgulho de você. 
Assim como a Bíblia diz, 'A mulher que teme ao Senhor, essa será louvada', e é exatamente desta forma. Não são seus brincos de ouro, ou seu vestido de marca que te levará para o céu, mas a forma como você colocou Deus na sua vida. Ele é o centro de tudo? É por Ele que você tem vivido? Você tem O amado e levado este amor a outras pessoas?
A juventude vai, e com ela a força, a graciosidade, o seu corpinho de boneca... O que fica são suas memórias, são as lembranças daquilo que você fez. E é isso que Deus tem visto. Ele admira quando você olha com amor para o próximo, mas se envergonha quando você abre a boca para criticar a irmãzinha, só porque você acha que ela não está bem vestida. Deixe de se preocupar com a aparência, e foque em viver para Cristo, de verdade. 
Seja uma Princesa, não por aquilo que tens vestido, mas por aquilo que você tem no coração. Deus te coroou Princesa, coroou a todas nós! 


Ei, Princesas.
Bom, a página Princesas Adoradoras, criada no Facebook no dia 19 de abril de 2012, agora ganha um Blog. Feito especialmente para a honra e glória do nosso Senhor! *-*
Aqui, assim como na página, estaremos evangelizando, trocando informações, conversando, e principalmente aprendendo mais e mais do nosso Pai.

Juntas aqui estarão todas as Princesas Adoradoras, filhas do Rei!

Conto com a participação de vocês! :))

"Protege-me como à menina dos teus olhos; esconde-me à sombra das tuas asas."
~ Salmos 17:8.

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