"Em dias frios..."

Olá Meninas *-* 
Hoje vou fazer um mega post, com dicas de filmes e livros, que tal? 
Aqui na minha cidade está friozinho, tempinho típico para se enrolar nas cobertas e aproveitar para por em dia aquela leitura ou aquele filme que você ainda não conseguiu ver.  

Filmes -



Minha primeira dica é o filme "Os Corajosos". Esse filme mexeu mesmo comigo, eu sou uma pessoa chorona - confesso, mas não sou daquelas que choram com filmes - porém minha resistência às lágrimas foram rompidas pelas lindas histórias deste longa.

Os policias Adam, Nathan, Shane e David enfrentam diariamente nas ruas enormes desafios e por serem bons profissionais são sempre reconhecidos por seus chefes. Mas se no profissional eles enfrentam os monstros das ruas, em casa eles deixam os problemas acumularem e não são tão heroicos para trazerem solução. Falhos com as esposas e os filhos, eles não conseguem se relacionar com as pessoas que deveriam ser tudo para eles, infelizmente eles vão ter que aprender do
modo mais difícil.

Um evento inesperado acontece com a pequena filhinha de Adam, o transformando para sempre. Os outros amigos também passam por seus próprios pesadelos, e através de Deus os quatro policiais e mais amigo que eles fazem durante a trama, encontram o verdadeiro significado de família. 

Talvez seja essa parte que tanto me emocionou, a forma com esses homens aprendem a amar suas esposas e filhos, como se comprometem com eles se tornando verdadeiros pais, é incrível ver um desejo de Deus se tornando real. O conceito celestial de família está presente neste filme e se você ama emoção como eu, não vai perder esta linda obra que é dos mesmos criadores de A Prova de Fogo. 


Minha segunda dica é A Filha do Pastor, filme que possivelmente muitas de vocês já viram e podem dizer que vale a pena ver de novo, certo?! 

Com certeza Sophia - minha personagem de Confiar - se identificaria muito com Angie King, assim como Sophia, ela era uma "estrela" para sua família, trabalhava na casa do Senhor, era uma boa filha, uma excelente garota, mas deixou se infectar pelas escolhas do mundo. 

Como gostava muito de cantar, Angie começou a sonhar com fama, felicidade, vida agitada, após fazer um teste ela foi convidada para participar de um grupo de teatro musical gospel que viajava pelos Estados Unidos "evangelizando". Acontece que o grupo não tinha nada de gospel, eles eram um bando de atores que só estavam ali pelo sucesso, eles levavam uma vida de pecados, regada a drogas, sexo e felicidade passeira. Angie, mocinha do interior ficou encantada com todas as novidades e caiu no pecado antes mesmo de identificá-lo.

Apaixonada por um belo ator com quem contracenava, Angie caiu nos dos seu maiores erros, entregou para ele o que uma moça cristã tanto tenta guardar, caindo em pecado e ruína, sem romance se torna pesadelo. 

A busca por vida extraordinária, cheia de novidades, amor e música, não se torna real, trazendo a verdadeira face de uma história longe do Senhor. Ela tomou atitudes erradas, caminhou por um vale obscuro, será que Angie terá coragem de voltar para casa? Terá coragem de olhar para seu pai e para o seu Deus? Embarque na história da filha do pastor e entenda os sentimentos de uma garota que escolheu escrever sua própria história. 

Desde que eu era uma garotinha, o meu pai sempre me falou o quanto ele me amava, do quanto eu era bonita. E porquê ele dizia que eu era, eu era. Porquê o meu pai nunca mentiu pra mim. Mas aí eu conheci você e pela primeira vez eu me senti… um nada! Mas Devlin é mentiroso! Então agora eu sei que eu não sou o que você diz que eu sou, mas o que o meu pai me diz que eu sou: A FILHA DE UM REI! (Trecho de A Filha do Pastor)


LIVROS -


Agora vou deixar de lado os filmes e partir para um dos meus assuntos preferidos: LIVROS! Amo, amo, amo mesmo *o* Se viessem a minha casa veriam que em cada canto tem um livrinho esperando, meu passa-tempo preferido. Começo então com um livro que ainda não terminei de ler, mas já estou amando. 

Embora a escrita seja um pouquinho infantil, a história de Lucy encanta qualquer um, de um jeitinho cativante Nancy Rue conquista suas leitoras - com certeza já se tornou uma das minhas escritoras preferidas - em "Lucy detesta cor-de-rosa". Nome intrigante né? 

Lucy detesta mesmo dor de rosa, ela ama andar de bicicletas, jogar futebol e não ter que se preocupar com o cabelo e a roupa que irá vestir do dia seguinte, mas a vida de Lucy não é resumida em ser fora do padrão, nossa pequena anfitriã é mais corajosa do que você imagina, ela perdeu a mãe muito cedo e o seu pai é cego, a responsabilidade de cuidar do pai é dela e a casa também, atividades que a fazem feliz, menos a tia Karen que deseja mudar tudo em sua vida. 
Lucy é diferente, sua vida é diferente da de outras garotas de 11 anos, ela tem sonhos e medos, conflitos e segredos assim como você e eu, e ela aprenderá com o Mestre - nosso Rei >.< - a mudar sua história. como eu disse ainda não terminei de ler o livro, então não posso falar muito, até onde estou posso garantir que o livro é bom, leitura gostosa, mas você terá que ler para ter a sua própria opinião. 
O legal é que a história de Lucy não termina aqui, vários títulos de Nancy foram dedicados a essa pequena guerreira, você poderá passar muitas emoções que a Lucy. 


Não tem como falar em livros evangélicos e não se lembrar do autor William P. Young, autor de "A Cabana" e "A Travessia" ele conquistou pessoas pelo mundo. De um jeito fictício ele nos apresenta Deus, Jesus e Espírito Santo de maneiras que jamais imaginamos, vale a pena conferir os livros do William e deixar Deus falar com você através deles.


A Cabana -

A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip, Melissa é raptada enquanto estava de férias com a família e encontrada brutalmente assassinada em uma cabana. Mack  não era um filho muito achegado a Deus e depois da morte da filha se afastou vagarosamente do Senhor, mas quatro anos depois do triste acontecimento, ele recebe uma intrigante carta dizendo o seguinte:

Mackenzie Já faz um tempo, Senti sua falta.Estarei na cabana no fim de semana que vem, se você quiser me encontrar.                                                                                                              Papai

Mack duvidou desta carta, Papai, quem era esse tal de papai? E então ele se recordou que a esposa chamava Deus desta maneira, mas uma dúvida maior parou sobre sua cabeça, Deus mandaria uma carta e justo para ele? Talvez fosse o homem que matou sua filho, talvez, talvez... Acontece que ele foi até a cabana e sua vida sofreu um impacto imenso naquele fim de semana. 

Em A Cabana eu aprendi que às vezes nós só aprendemos com a dor, através de pesadelos reais e que Deus não é culpado por eles. Às vezes a única maneira de aprendermos e voltarmos para os braços do Papai é levando um grande susto, os fortes na fé saberão passar pela prova dando glória ao Rei. 

Mackenzie teve o encontro dele com Papai e você estará afim de ter o seu? 

  



A Travessia -

Um derrame cerebral deixa Anthony Spencer, um multimilionário egocêntrico, em coma. Quando "acorda", ele se vê em um mundo surreal habitado por um estranho, que descobre ser Jesus, e por uma idosa que é o Espírito Santo. 

À sua frente se descortina uma paisagem que lhe revela toda a mágoa e a tristeza de sua vida terrena. Jamais poderia ter imaginado tamanho horror. Debatendo-se contra um sofrimento emocional insuportável, ele implora por uma segunda chance.

Sua prece é ouvida e ele é enviado de volta à Terra, onde viverá uma experiência de profunda comunhão com uma série de pessoas e terá a oportunidade de reexaminar a própria vida. Nessa jornada, precisará “enxergar” através dos olhos dos outros e conhecer suas visões de mundo, suas esperanças, seus medos e seus desafios.
Na busca de redenção, Tony deverá usar um poder que lhe foi concedido: o de curar uma pessoa. Será que ele terá coragem de fazer a escolha certa?  

A oportunidade de poder se conhecer por dentro, de saber no que é você é constituído espiritualmente é  incrível, Tony tomou imensos sustos com a pessoa  cruel que havia se tornado, aproveite para através desta história se avaliar também, talvez você encontre algumas dores que precisam ser curadas e ao invés de pedregulhos e montes secos você encontre vales férteis já cultivados por Jesus. Tomara que a leitura desta livro toque seu coração e transforme sua vida! 



Portanto, vou chegando ao fim do post de hoje meninas. Espero que tenham gostado e que no próximo dia frio de folga vocês possam aproveitar para estar ainda mais próximas do Papai. Ele sempre quer falar conosco, seja através de um livro, filme ou música, deixe Ele falar! :))
Que Deus as abençoe!
Fiquem sempre conectadas ao blog e a nossa página, amamos cada uma de vocês. 

Beijinhos, Thaís Oliveira.


Confiar - Capítulo 13

Olá meninas *-* 
Depois de alguns longos dias consegui finalmente postar um novo capítulo de Confiar. Espero que vocês gostem e sejam abençoadas. Deixem suas opiniões sobre Sophia, ela está chegando em uma fase muito importante da história! ;]
Beijinhos & fiquem com Papai do Céu :**




Sophia estava deitada com as pernas para o alto balançando-as freneticamente, enquanto levantava hipóteses sobre a ligação de Pedro, não conseguia entender como ele havia tido coragem para ligar, se ela fosse ele, com certeza não teria ligado. Mas nem havia tanto problema assim, já que ele havia pedido um conselho, certo? Talvez, calculava Sophia.

O celular começou a tocar tirando Sophia de seu mar de dúvidas, era Jú, como ela havia se esquecido de ligar para a Júlia? Estava agora brava com si mesma.

- Oi, Jú!

- Ei, moça. Você está bem? - Perguntou Jú.

- Uhun, estou bem, intrigada, mas bem. E você?

- Estou levando e por que você está intrigada?

- Você nem imagina quem acabou de ligar pra mim. - Sophia disse deixando Jú curiosa.

- Quem? 

- O Pedro! 

- Como? Por que? - Jú abandonou seu tom de voz curioso dando lugar a raiva.

- Como eu não sei, o pouco que eu sei é que ele está internado em um hospital e por falar nisso, ele está paraplégico... - Ouve uma pausa na linha, um peso de pena, até que Sophia voltou a falar. - Mas, então, eu fiquei tão surpresa com a ligação que não consegui perguntar muitas coisas, embora agora essas perguntas estejam furando o meu crânio. 

- Entendo perfeitamente. O que ele queria?

- Queria um conselho. 

- Ele te ligou para pedir um conselho? Quem liga para uma pessoa pedindo conselho depois de tentar matá-la? É um imenso absurdo, você não acho? - Jú indignada.

- É, eu acho um absurdo, mas não é tão ruim, melhor do que se ele estivesse me ameaçando de novo... E dar um conselho não mata, né? 

- Literalmente espero que não. 

Sophia sorriu. 

- Também espero.

- Ele queria conselho sobre o que? - Júlia deixou sua raiva de lado, optando pelo caminho da curiosidade. 

- Oh, Pandora! Agorinha estava brava, agora já está curiosa! - Estrela disse rindo. 

- Pandora? Eu não sou curiosa como ela, acho que você é muito mais! - Jú parou para rir. - Para de me enrolar e responde!

- Okay. Bom, ele queria saber se deveria dizer a verdade sobre o que aconteceu, ele disse que tinha um advogado na frente dele e que esse cara queria inventar um desculpa sobre os acontecidos... E eu disse que ele deveria dizer a verdade, é o melhor para seguir em frente. 

- Dizer a verdade... - Jú repetiu, pensativa. - Estou com muita, muita, muita raiva dele, tipo no nível 10. 

- Deixa eu ver, esta é a sua verdade? - Perguntou Estrela.

- Exato, e eu passei a metade da noite odiando o que ele fez, tendo mais raiva dele a cada segundo. 

- Você sabe que não pode ter raiva, né? Tem que entregar nas mãos de Deus e deixar que Ele leve essa dor de você. - Estrela disse calmamente, com amor e paciência. 

- Eu sei, mas ainda não dá para assimilar as coisas, preciso de mais tempo... 

- Só não perca tanto tempo fazendo isso, promete? 

- Prometo. E você está com raiva? 

- Raiva? Não, mas estou curiosa, de fato. Preciso saber de alguma forma o porque disso tudo, tenho que saber a versão dele... 

- E você vai dar um jeito para descobrir isso? 

- Vou sim. 

- Estranho.

- O que? 

- Você deveria estar triste e desolada com isso.

- Quem disse que eu não estou? Eu gostei daquele cara, Jú, abandonei tudo o que eu era por ele, me perdi e pequei, mas graças à Deus consegui me recompor, mas dói sabe, dói saber o que ele fez, e mais ainda o que poderia ter sido de mim se tivesse ao lado dele. Eu não gosto dele como gostava antes, mas ele é uma parte do meu passado, uma parte da minha história e estou triste pelo que ele fez e pelo o que ele teve como resposta aos seus atos. 

Houve uma longa pausa na linha, enquanto uma lágrima rolava pela face de Sophia. 

- Entendo, e você ainda pensa em querer saber a história toda? 

- Eu não posso seguir em frente tendo como único pensamento que o garoto por quem eu me apaixonei era um monstro, todos possuem um segunda chance e quero ver se ele está disposto pela dele. Você lutou por mim, mamãe e papai lutaram por mim, alguma coisa aqui dentro está me dizendo que devo lutar mesmo que um pouquinho por ele, sabe? 

- A Estrela que eu conheci pequenininha está voltando. Só não se fere no meio disso tudo, ? Toma cuidado. 

- Pode deixar. 

- Tenho que ir agora. Beijinhos, fica com Deus e muito juízo, hein menina!? 

- Isso é o que eu mais tenho. Fica com Ele também, beijos. 

Sophia continuou deitada, mergulhando eu seu mundo, queria soluções, queria escrever, queria muitas coisas ao mesmo tempo, só não queria levantar para fazer. Ela se virou ouvindo uma batida na porta, seguindo de uma de suas vozes preferidas. 

- Querida, posso entrar? - Perguntou Ana. 

- Claro que sim, mamãe. 

Ana disse sorrindo, entrou e se jogou sobre a cama, agarrando a filha em um abraço de urso.

- Você está bem? 

- Cheia de pensamentos e com um pedido um pouquinho diferente. 

- Cheia de pensamentos é normal, mas um pedido diferente? O que exatamente? 

- Deixe eu te contar um acontecimento recente primeiro. 

Sophia contou a mãe sobre a ligação de Pedro, sobre a sua curiosidade sobre tudo o que aconteceu e sobre querer respostas dele. Disse do seu desejo de ajudá-lo, deixando a mãe curiosa e preocupada.

- Eu sei que agora sim você está voltando a ser a Sophia de antes, que se preocupa ao extremo com as pessoas, que deseja ajudar e se auto ajuda muito rápido, estou vendo que a sua vontade de fazer perguntas está aumentando e que em breve verei você escrever muito. 

- Verá eu escrever muito? Eu nunca parei de escrever. 

- Escrever apenas no seu diário não vale, cadê seus manuscritos? Suas histórias, seus textos? É disso que estou falando, mas enfim... 

- Ei, espera, Anne Frank ficou conhecida pelo seu brilhante diário! 

- E eu posso publicar seu diário? Ele também é brilhante? - Ana disse sorrindo. 

- Não, não pode, porque ele não é tão brilhante assim. 

- Então trate de voltar a escrever mocinha, preciso publicar você. 

- Eu vou voltar. 

- Mas, enfim, sem que você me interrompa novamente, eu não sei se é uma boa você ir conversar com o Pedro, primeiro ele tentou matar você, pode estar arrependido, mas ainda sim não deixa de ser perigoso. Sabe, meu lado mãe racional não permite uma coisa dessas? 

- Mãe, e o seu lado escritora? Você é uma jornalista curiosa e vive das respostas que consegue para as suas perguntas, a senhorita precisa de histórias para viver, eu sei disso. E eu também preciso das minhas respostas. 

- Você precisa logo dessas? Nós podíamos tirar uns dias de folga e você encontraria muitas respostas interessantes em cidades históricas? Que tal Petrópolis ou Ouro Preto? Você ama história, coisas antigas e tudo mais, poderia fazer muitas perguntas e ter muitas respostas. 

- Eu gostaria muito disso, muito mesmo e não vou deixar essa sugestão se apagar da minha memória, mas primeiro eu preciso ouvir as respostas do Pedro. 

- Sophia...   


Ana não deu uma resposta imediata a Sophia, primeiro teria que conversar com Gustavo e juntos chegar a uma conclusão, e depois ver com a advogada deles se isso seria possível, o desejo de Sophia não deveria ser comum, não nessas circunstâncias, mas a moça nunca havia sido comum, assim como Ana sabia que jovens escritores são cheios de perguntas. 

Você teria a coragem de Sophia? Talvez sim, talvez não. Ela não estava apenas sendo motivada por suas perguntas, por sua curiosidade, dentro dela havia uma chama dizendo que Pedro iria mudar e ela queria ajudar. Não era uma obrigação dela, mas ela estava disposta a ajudar na missão. 

Em algumas análises Pedro seria considerado um inimigo, pelos desejos humanos deveria ser banido, rejeitado, odiado, mas por um filho de Deus deve ser respeitado, querido e amado. Jesus disse que não se deve odiar o inimigo, pelo contrário, deve-se amá-lo, deve-se interceder pela vida dele (Mateus 5:43). É tão fácil para Sophia amar Júlia, amar os pais, amar a Tiago, mas será que é tão fácil assim amar as antigas amigas, Carol, Paula e Bella? É fácil olhar para Pedro e não sentir ódio, depois de tudo o que ele fez? 

Te garanto que não é nada fácil, e na mente de Sophia há um desejo de odiá-los e nunca mais olhar para eles, mas ela sabe que deve perdoá-los, que deve orar, ela aprendeu que ser uma princesa, ser filha do Rei significa perdoar e amar aqueles que se podem ver, para que assim se possa amar Aquele que não vos é visível aos olhos. 



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Naquele domingo Sophia foi com a família à igreja. 

- Precisamos agradecer a Deus por você e seus amigos estarem bem, e qual maneira melhor do que ir a casa Dele e adorá-Lo?!

O culto realmente foi maravilhoso, mesmo a mente de Sophia querendo arrastá-la para pensamentos da noite anterior, e desejando pela resposta de sua mãe ao pedido que ela fez, conseguiu se desligar de tudo e agradecer a Deus a cada segundo daquela noite. 

Ao término do culto, enquanto saía pelo corredor da igreja, ela encontrou Tiago. Ele estava sorrindo para ela e tinha um embrulho nas mãos. 

- Olá. - Disse ele sorrindo. 

- Ei, sr. Você está bem? 

- É, eu estou  e a senhorita? 

- Bem também. 

- Eu trouxe isso para você. - Tiago com seu sorriso entre covinhas entregou para Sophia o pacote que segurava. 

- Um presente? - Curiosa foi logo abrindo. Ele não respondeu mais nada, apenas continuou sorrindo. Sophia abriu o presente e se deparou com um lindo diário, ele tinha uma capa antiga, como se tivesse sido extraído de um velho livro. De cor marrom, ele possuía um coração dourado com uma pequena fechadura vinda de uma aba que o mantinha fechado. Peculiar e perfeito, Sophia não poderia estar mais contente, ela ficou pasma durante alguns instantes. 

- Não vai falar nada? Nem um mísero obrigada? - Tiago perguntou. 

- Palavras me faltam neste momento, onde você achou isso? É perfeito, Tiago! - Sophia disse pulando de alegria. 

- É antiquado, há alguns dias me recordei do quanto você gostava de coisas antigas, acabei encontrando um livro bem antigo e resolvi fazer um trabalhinho nele, com as minhas mãos mágicas o transformei no seu novo diário. - Ele parou de falar enquanto Sophia o abraçava. Ele ficou encantado com a felicidade da amiga. - Eu pensei que o seu diário deve estar recheado das últimas histórias tristes que aconteceram e sei que você deseja virar estas páginas, e já que está começando uma história nova é necessário um novo diário.

- Muito, muito, muito obrigada! Eu realmente precisava de um diário novo. 

- Acho que este será um bom amigo para você, ele sempre estará disposto a te ouvir, assim como eu. 

- Ah, que gracinha. - Estrela disse sorrindo. 

Segurando a mão dela, ele a conduziu até o carro onde Ana e Gustavo a esperavam. 

- Boa noite, Sr. Gustavo e Sra... - Tiago foi interrompido por Ana. 

- Não ouse me chamar de senhora, Tiago. - Ana disse Sorrindo. 

- Ah, não farei novamente. - Tiago disse corando. 

- Está na hora de ir. - Gustavo disse.

- Até mais! E muito obrigada de novo.

- Nada.

O carro se foi enquanto Sophia sonhava com seu novo diário. 

Enquanto o mundo dorme o coração de Sophia desperta, desejando a presença do Mestre, em meio a madrugada, ao luz do luar que penetrava a sua janela, ela se pôs de joelhos e orou ao Senhor.

- Mesmo que eu ande pelo vale da sombra da morte o Senhor continua comigo, mesmo que eu peque, seja infiel, não desistes de mim, ah Senhor, eu não tenho palavras para agradecer todo esse amor, só peço que me ajude a não me afastar dele. Todos esses acontecimentos foram resultados de escolhas ruins, escolhas que eu procurei tomar sozinha, hoje sei que não posso sozinha, que meu julgamento é falho e o mundo só quer me afastar da Tua presença, hoje eu sei que só o Senhor tem o melhor para a minha vida. 

"Te entrego a minha vida, entrego os meus sonhos e objetivos, cuida da sua filha, Pai, faça  a Tua vontade sobre mim... Eu sei que devo perdoar e seguir em frente, realmente estou destinada a isso, mas o Senhor sabe o quanto um coração é falho, o quanto a carne quer odiar certas pessoas, por favor Pai não me deixe odiá-los, me ensine a amá-los e ajuda-los. Eu quer ser melhor, eu desejo ser a filha que o Senhor merece. Muito obrigada por todo o Seu amor, muito obrigada por tudo. Em nome de Jesus, amém!" 

Sophia voltou até sua cama e abraçou o velho ursinho que havia sido dela quando criança, ela não sabia, mas naquele instante Jesus sentou em sua cabeceira e alisou seus cabelos até que ela pegasse no sono. Olhando carinhosamente para a filha de seu Pai, Jesus sorriu e sussurrou:

"Nós estamos aqui..."

Sophia despertou toda animada, sem ter que ir a escola, ela acordou disposta a cantar, a orar e até mesmo a pregar. Um novo alvorecer surgiu permitindo a ela começar um novo capítulo da sua história.

- Sophia! - a voz de Ana ecoou pela casa. 

- Já vou, mãe. -  descendo as escadas Sophia seguiu até a cozinha, cantarolando. 

- Hoje alguém acordou tão animada... - Ana disse sorrindo. 

- É acho que sim. 

- Excelente! 

- Você não tinha que ir trabalhar hoje? - Sophia perguntou curiosa. 

- E a senhorita se esqueceu que hoje provavelmente tem um encontro importante? 

- Encontro importante? 

- A policia virá aqui hoje conversar conosco. 

- Ah, sim. tinha me esquecido dessa parte. - pensativa, Sophia ficou alguma segundos sem falar. - Mãe, o que eu vou falar? Não tem muita coisa para ser dita.

- O policial fará algumas perguntas querida e você apenas irá responder. Fique tranquila, tudo irá dar certo. - Ana deu uma piscadela para a filha. 




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Sentada no balanço que havia no jardim de sua casa, Sophia anotava versos em seu novo diário, imersa em pensamentos criativos não percebeu quando a campainha foi tocada, só voltou para a terra quando Ana se aproximou e a chamou.

- Filha, eles chegaram. 

Sophia assentiu, levantando-se, caminhando ao lado da mãe cruzou o pequeno jardim que a fez trasbordar de paz tantas vezes. 

- Olá, Sophia. - Disse um policial, com um rosto simpático.

- Oi. - ela disse cumprimentando-o.

- Então... Eu tenho algumas perguntas para fazer à você relacionadas ao acontecimento de sábado.

- Ok.

- Sophia, com quem você estava naquela noite? 

- Com os meus amigos, Tiago e Júlia. 

- E vocês estava lá fora, certo? 

- Isso.

- E o que aconteceu? - Ele perguntou atentamente. 

- Eu tinha entrado para pegar sorvete, minha mãe pediu que entrássemos, quando fui chamá-los acabamos emendando em uma nova conversa e de repente o Pedro apareceu. 

- E quando ele chegou perto de vocês disse alguma coisa? Ou vocês disseram alguma coisa a ele? 

- Ele chegou e não disse nada, então o Tiago perguntou o que ele queria, com uma voz sombria ele disse: "O que eu quero?" e de repente apontou a arma em nossa direção. - Sophia terminou de falar e firmemente segurou a mão da mãe.

- E como ele estava? Depois de apontar a arma o que ele fez exatamente? 

- Ele não tomou nenhuma atitude, apenas ficou ali apontando ela para nós. Tremia muito e suava também, ele demonstrava em sua face fúria, mas também carregava uma certa ironia como se estivesse tendo o controle de toda a situação, o que ele realmente tinha até aquela outra pessoa aparecer... 

O policial assentiu.

- Você conseguiu ver a outra pessoa? 

- Não, ele estava na parte escura da rua, só dava para ver a sua mão segurando uma arma. 

- E logo que ele chegou a arma foi apontada para quem? 

- Para a minha direção e o Pedro estava tão ocupado tentando se manter de pé, que não percebeu a pessoa chegando. 

A conversa foi longa, o policial pediu a Sophia todos os detalhes, buscando entender o angulo dela da situação, ao terminarem a conversa Sophia ansiava por ouvir a resposta ao pedido que havia feito a mãe. 

- Sua mãe me informou do seu pedido, você quer ver o Pedro, certo? 

- Certo. 

- É uma situação inusitada, mas adolescentes são sempre surpreendentes... 

- Então? - Sophia perguntou apressada.

- Então, ele está sendo vigiado e se você seguir algumas regras não haverá  problemas. 

- Claro, quais regras? 

- Ele ainda não falou nada a polícia, não a história toda, parece que ouve um problema com advogado e enfim, nós gostaríamos que você conversasse com ele e talvez obtivesse algumas respostas.

Sophia olhou para a mãe, ela balançou a cabeça para o lado, demonstrando dúvida e deixando a Sophia a oportunidade de tomar a decisão. 

- Ok, eu aceito as regras. 











A Doce Menina Cresceu

Quando menina ela queria crescer, queria ser dona do próprio nariz e começar a viver aventuras que iam além de seus livros infantis. Ela queria ir pra faculdade, queria atravessar o continente e ser importante. Ah, aquela doce menina, ingênua, mal imaginava que a vida poderia ser tão complicada. Ela jamais ousou pensar que melhores amigos traíam ou que o amor seria tão difícil de se encontrar, ela amava sonhar e nunca pensou que haveria pessoas que detestariam sonhos.

Aquela menina que amava ficar grudada com a mãe durante os dias frios, teve seu coração congelado algumas vezes, e sonhos paralisados. Mas ela não deixou que os homens maus levassem seus sonhos, com os anos entendeu que não poderia ser como a Bela Adormecida esperando inconsciente pelo seu final feliz, ela mesma deveria ir atrás dele. Ela aprendeu que não deveria ser tão ingênua como a Branca de Neve, pessoas enganam e maçãs envenenadas são entregues a você todos os dias. Ela descobriu que não havia fada madrinha, sozinha deveria aproveitar as oportunidades que a vida traz. Com Peter Pan ela aprendeu a ser uma eterna criança, a vida a levaria ao crescimento, as responsabilidades chegariam, mas a criança que ela foi um dia deveria estar para sempre com ela.

A vida é dura, não é um conto de fadas, não existem bruxas ou madrastas más, porém há pessoas cruéis dispostas a aniquilar os sonhos alheios, há fome e miséria... Em meio aos sombrosos seres humanos essa menina-mulher conheceu um Rei que a fez uma Princesa, não foi com ouro, com sapatinhos de cristal, ou através de sangue real, esse Rei deu a ela vida, deu uma Coroa que um dia ela encontrará lá no céu.

As histórias de princesas foram sendo deixadas de lado e ela escolheu um livro que retratava a verdadeira vida, a Bíblia. Suas Princesas favoritas passaram a ser Ester, Rute, Ana, Sara e o seu Príncipe Jesus Cristo, o seu sonho não é apenas um final feliz, é uma vida inteira feliz ao lado do Rei. A vida passou a ser menos complicada assim que passou a olhar as circunstâncias com o coração, a fé fez com que enxergasse além e acreditasse no impossível.

A faculdade, as viagens pelos continentes, ser importante, ainda são sonhos dela e agora ela sabe que pode ir muito além deles, através da fé, através do Rei.



Confiar - Capítulo 12


Ei, Princesas *-*
Dois posts hoje :D
Bom, aí está mais um capítulo de Confiar, espero que sejam abençoadas!
Boa Leitura!

Thaís Oliveira ;**

Capítulo 12



Acordar e não ter a mínima ideia do que havia acontecido não fazia parte dos planos de Pedro, ele queria saber o que havia feito na última noite, o que teria aprontado, como havia se sentido o rei das situações, mas nada passava pela sua cabeça, já deveria estar acostumado esse era um dos efeitos de um usuário de drogas, não se lembrar de nada que fez enquanto “viajava”.

Ele olhou a sua volta e viu um quarto de hospital, não havia ninguém com ele ali, olhou para a porta e viu um policial cercando a entrada, a lembrança de ter ameaçado Sophia e seus amigos de morte não estava nem um pouquinho próxima de seu consciente, assim como também não imaginava o que o seu melhor amigo havia aprontado.

Pedro tentou mexer o corpo, para descobrir onde doía e talvez assim lembrar-se de tudo o que aconteceu, mas quando ele tentou mexer as pernas nada aconteceu. Assustado tentou mais uma vez, novamente nada se mexeu, desesperadamente ele começou a chorar, chamando a atenção dos seus pais que estavam fora do quarto.

Ouvir que você está paraplégico não é bom, nada bom. O médico disse que o tiro havia lesionada sua coluna vertebral, deixando assim ele sem o poder de andar, ou se quer sentir as pernas, também disse que ele iria se adaptar a nova vida, que seria capaz de levar uma vida quase normal, mas Pedro não queria saber como ele sobreviveria, queria mesmo era ter suas pernas de volta. Segurou a mão da mãe procurando por ajuda, e notou no fundo dos olhos dela uma tristeza profunda, que ia além do motivo dele ter se tornado paraplégico.

O médico saiu do quarto e o Pedro ficou sozinho com os pais, ele estava desesperado,  porém não tinha tempo para reagir como criança, precisava saber o que tinha acontecido, necessitava de saber, só poderia chorar por não andar mais se fosse digno de choro.

- Mãe, o que foi que eu fiz? – Indagou Pedro, com o um medo martelando seu coração. Temia a resposta.

– Parece que você estava drogado, não estava em si...  – Sem coragem para continuar, Lídia foi interrompida pelo marido.

– Você ameaçou atirar na Sophia e nos amigos dela ontem à noite, mas algum anjo os livrou desse terrível fim e quem acabou baleado foi você. – Renato disse asperamente.

– Eu tentei matar a Sophia? Impossível! – Pedro disse sorrindo, realmente não conseguia se lembrar do que havia acontecido.
– Não ouse sorrir, Pedro! – Disse Renato em tom severo. – Você realmente tentou matar aquelas crianças, você pode não se lembrar agora, mas eles se lembram de tudo e com certeza vão querer acabar com você.

– Renato... – A mãe de Pedro tentou acalmar o temperamento de Renato, mas falhou. Após um longo olhar em direção ao marido, ele se retirou deixando mãe e filho a sós.

– Mãe, eu juro que não consigo lembrar de nada. – Pedro disse com lágrimas descendo pelos olhos.

– Filho, infelizmente você tem que se lembrar... Se lembrar para se desculpar com aquelas pessoas e para descobrir quem atirou em você!

Pedro fechou os olhos com toda força, tentando voltar ao passado. Será que seria possível se lembrar? Era necessário.

O quarto ficou em silêncio por um longo tempo, até que abruptamente Pedro abriu os olhos e gritou:

– Não!

– O que foi, querido? Você se lembrou? – Perguntou Lídia assustada.

– O Lucas mãe, foi ele quem atirou em mim. Eu achei que ele ia me ajudar, mas ele foi lá para me impedir...

– Meu Deus! – Lídia ficou paralisada. Ela saiu do quarto para chamar o marido.

Enquanto Pedro esperava pela mãe, ouviu seus pais brigando.

– Não pense que desta vez eu vou permitir que você passe a mão na cabeça dele. Seu filho tentou matar pessoas e você fica apavorada porque o melhor amigo dele atirou nele? Sinceramente, eu não conheço o Pedro e muito menos você! De onde vocês são?

– Você não pode por a culpa em mim...

– Não posso? Quem cuidou dele? Era obrigação de quem educar os filhos? Sua! – Ele esbravejou. – Mas até nisso você falhou, você educou um drogado assassino!

Pedro começou a chorar incessantemente, as palavras de seu pai perfuraram seu coração, causando um estrago imensurável.

Depois da última frase do pai, ele não conseguiu mais ouvir a voz dele, também não viu sua mãe. Se reconfortou com o silêncio, precisava de paz.

Após algum tempo em silêncio ele pensou em Sophia, se lembrou do quão linda ela estava ontem e do ciúme que sentiu ao ver ela do lado daquele garoto. O seu ódio havia levado ele a quase matar a única garota que ele gostou de verdade, não era justo com ela.

“Como ela estaria?” Ele começou a pensar, queria vê-la e pedir perdão, melhor queria voltar no tempo e não ter feito nada de mal para ela. Mas não havia uma máquina do tempo, não tinha como ele apagar todas as lembranças ruins que ela carregaria dele para sempre, seria impossível fazer com que ela gostasse dele novamente.

“Sophia, me perdoe!” – Pedro pensou.



S2


Sophia acordou e ficou intrigada quando eu seus pensamentos ela disse:

“Eu perdoo você...”.

Sem jeito ela se levantou, jogando os cabelos para trás se lembrou dos últimos acontecimentos. Viu que tinha dormido na cama dos pais, mas não se lembrava nem como havia pegado no sono.

Ela se ajoelhou próxima a cama e começou um oração.

– Senhor, muito obrigada por aquele grande livramento, eu clamei e o Senhor me ouviu... Sei que o que aconteceu foi resultado das escolhas erradas que fiz, e mais uma vez peço perdão por isso, mas hoje não quero ficar remoendo o passado ou angústias, quero agradecer, pois se hoje estou de pé foi porque o Senhor me deu mais uma oportunidade. – Sophia parou, limpando as lágrimas que escorriam por sua face. – Ontem me tirastes o medo, enquanto Pedro apontava para nós aquela arma eu não temi, pelo contrário senti o Senhor ali e de alguma forma sabia que tudo acabaria da melhor maneira possível. Pai, não deixe que aquela fé se vá, não deixe que os acontecimentos futuros me afastem de Ti. – Sophia parou novamente.

– Ah, Paizinho, eu sei que devo perdoar o Pedro, e me ajude a fazer isso, me ajude a olhar para ele e não sentir raiva ou ódio. Senhor, não permita que ele morra, que ele possa ter a chance de escolher o Senhor, que ele possa ter uma segunda oportunidade.  Senhor guarda a vida dele... Em nome de Jesus, amém.

Sophia foi até o banheiro de seu quarto, escovou os dentes e logo depois desceu, encontrou os pais na cozinha.

– Bom dia, querida. – Ana disse puxando a filha para um abraço.

– Oi, mãe. Oi pai! – Gustavo também se aproximou amaçando a filha.

– Você conseguiu dormir? – Perguntou Gustavo.

– Acho que é impossível não conseguir dormir entre os pais. – Sophia disse sorrindo. – Eu dormi bem pai.

– É bom ver você sorrindo. – Ana disse feliz.

– Vocês sabem alguma coisa sobre o Pedro? – Estrela perguntou.

– Sabemos sim, ele chegou a tempo no hospital e foi atendido, mas o tiro atingiu a coluna vertebral e acabou causando lesões, parece que ele ficou paraplégico... – Gustavo parou, esperando a reação da filha.

Sophia não soube o que sentir, estar feliz por ele não ter morrido ou ficar triste porque mesmo ele estando bem, acabou perdendo a capacidade de andar.

– Filha, não precisa ficar lutando para definir o que você está sentindo. Você pode ficar triste por ele ter perdido a capacidade de andar ou estar feliz por ele estar vivo e ter uma nova oportunidade. O que o Pedro fez ontem é culpa dele e ele precisará aprender que consequências vem de todas as nossas decisões. – Disse Ana.

– Eu sei mãe...

– O Tiago já ligou para saber como você está. – Disse Gustavo.

– Nossa! – Sophia disse levando as mãos à cabeça. – Eu me esqueci completamente dele e da Jú, como é que eles estão?

– Parece que o Tiago está bem, na medida do possível. Ele é muito corajoso, não é a primeira vez que defende você.

– Não, não é a primeira vez. – Disse estrela.

– Já a Júlia, bom ela está muito abalada. Ela se faz de durona, e de uma grande jovem, mas ainda é uma menina medrosa, palavras da Luciana. – Disse Ana. – Ela também disse que a Jú vai ficar bem.

– Espero que sim. – Sophia disse apresentando um sorriso fraco.

– Vocês terão que ir depor contra o Pedro...

– Não estou preparada ainda para isso, pai.

– Eu sei, o delegado virá até aqui amanha fazer umas perguntas. É necessário querida.



Depois do café, Sophia se sentou com a mãe para conversar.

– Mãe, eu já tenho que perdoar o Pedro?

– Querida, ficar guardando raiva não é nada bom... Não digo que é possível perdoar alguém no mesmo momento, mas é necessário o perdão, não demore a tomar essa decisão, sua vida pode mudar por ter tantos ressentimentos ruins por uma pessoa.

– O pior é que eu não tenho quase nenhum sentimento ruim, eu não sou apaixonada por ele ou nada desse tipo, é só que o meu coração sabe que deve perdoá-lo e é isso.

– Eu sei, mas você deve tomar cuidado para não manter a raiva escondida em você, às vezes isso acontece, você a esconde por muito tempo e depois ela explode causando sérios danos, se você tiver com raiva deixe-a sair e você irá superá-la ao nosso lado e com o Senhor.

– O.K. mãe, se ela estiver aqui vou encontra-la.

– Promete pra mim?

– Eu prometo.

– Sophia, telefone para você. – Disse Gustavo apontando para a sala.

– Quem é? – Perguntou Sophia.

– É o Tiago.

Sophia se levantou e foi até ao telefone, sentou-se no braço do sofá.

– Oi.

– Olá, moça.

– Você está bem? – Sophia mudou seu tom de voz para um ar preocupado.

– É, estou. Nunca pensei que você pudesse ter namorado com um cara tão louco.

– Isso eu também não sou capaz de imaginar. Nunca pensei que isso aconteceria com a gente...

– O delegado já foi na sua casa?

– Ainda não, papai disse que ele virá amanha.

– Hum, sim. Ele já veio aqui na minha casa e fez muitas perguntas. Mas eu fiquei tipo, sem o que dizer, em momentos assim você não raciocina direito.

– Sei bem como é, não tenho a mínima ideia do que dizer. Uma hora eu o vi chegando, na outra ele já tinha uma arma apontada para nós, e depois apareceu aquele outro homem, que nos salvou... É tudo tão confuso! – Sophia disse frustrada.

Houve um silêncio na linha, apenas o som da respiração de ambos.

– Você já falou com a Jú? – Perguntou Sophia.

– Ainda não, liguei pra casa dela, mas a tia Luciana disse que ela estava dormindo. Parece que não conseguiu dormir a noite, só agora de manha.  

– É complicado, mas nós estaremos juntos com ela, certo?

– Uhun.

– E fica tranquila, ela é mais forte do que você imagina! – Houve mais um silêncio na linha. Até que Tiago falou novamente. – É... Como é que você está de verdade?

Sophia pensou, queria formar palavras para se definir, mas não sabia como.

– Olha só para constar não estou apaixonada ou odiando ele, estou triste pelo que aconteceu e estou triste por ele ter perdido a capacidade de andar. Espera, você já sabia dessa informação?

– Não, não sabia, obrigada por informar.

– Então, eu não devo estar triste, mas estou e não estou com raiva nem ódio, ah, sei lá estou confusa!

– Percebi. Mas relaxa, as pessoas mais interessantes são as loucas e confusas.

Sophia riu.

– Tirou esta informação de onde?

– Não revelo as minhas fontes, não mesmo. – Tiago sorriu. – Vai ficar tudo bem, eu garanto.

– Eu sei.



S2



– Eu quero ver a Sophia. – Pedro falou.

– Você não pode ver a garota que você quase matou. Ela que tem que querer ver você e isso só poderá acontecer depois que você for à delegacia. – Disse o advogado de Pedro.

– O Lucas já foi preso?

– Não, ele está foragido. Você sabe onde ele pode estar? Você não pode esconder nada agora, o culpado desta história é ele.

– Não, fui que pedi a arma, ele não quis me dar, então eu bati nele e o deixei inconsciente, o que ele fez foi a única forma possível de me impedir de cometer o maior erro da minha vida. 

– Olha, isso tudo está muito confuso. Você precisa de uma boa história para sair disso tudo.

– Sair? Uma boa história? – Pedro disse indignado. – Eu preciso dizer a verdade e pronto! Já fiz mal a muita gente, preciso pagar por isso.

– Você é apenas um você inconsequente, se ousar contar toda a verdade também irá se enrascar. Não andar mais já é uma consequência das boas, seu pai não me enviou aqui para te ajudar a dizer a verdade, ele me enviou para não deixar que você seja preso.

Pedro não acreditou no que estava ouvindo, não queria acreditar no que seu pai estava armando. Ele tinha errado, e o pai deveria estar ali para puni-lo, ensiná-lo, mas havia pulado do barco e mandado alguém para limpar os rastros.  

– Me empresta o seu celular? – Perguntou Pedro.

– Para que? Eu quero falar com o meu pai, por favor.

– Para o seu pai.

Pedro pegou o celular, mas não foi o número do pai que ele discou. Ele esperou ansiosamente que o telefone fosse atendido. E então ouviu a voz inesquecível.

– Alo?

– Oi.

– O que você quer Pedro? – Perguntou Sophia, com a voz estremecida.

– Apenas saber se você está bem?

– Como você quer que eu esteja bem depois de tudo que você fez?

– Eu sinto muito. Muito. Muito mesmo.

– Como você está? Eu soube da perna. Sinto muito.

– Estou bem, mas não é como eu estou que importa. Preciso de um favor.

– Precisa?

– É, preciso. Neste momento um advogado está na minha frente, e quer que eu minta sobre tudo que aconteceu. Eu preciso dizer a verdade, e preciso que você me diga que é isso que eu devo fazer. Você sempre disse que a verdade deve sobrevir.

– Você deve dizer a verdade, não perca seu sono se arrependendo de ter levado a verdade trancada com você. É mais fácil superar livre da mentira.

Carlos o advogado tentou pegar seu celular de Pedro, mas as tentativas foram em vão. Pedro podia estar paraplégico, mas seus braços tinham um gingado incrível.

– Obrigada.

Pedro desligou sem ouvir mais o som da voz de Sophia.

–Você sabia que não podia ter ligado para ela. Ah, eu desisto. – Disse o advogado, indignado.  – Você só dará problemas! Arrume um novo advogado.

Havia muitas vozes naquele quarto, vozes boas e ruins. Como falei antes, o Mestre nos pediu que ajudasse a Pedro tomar a decisão correta, e nós tentamos, fizemos tudo que podíamos, desde falando até impedindo que ele conseguisse a arma, mas a vontade de um homem pode se tornar uma fúria e o que você escolhe nós não podemos mudar.

 Às vezes é necessário um susto para os humanos aprenderem, não que o Mestre queira que seus filhos aprendam com a dor, muito pelo contrário, Ele tenta ensiná-los através do amor, desde pequenos, pela bíblia, pelos mais velhos, pelas situações mais simplórias Ele ensina, o Espírito Santo está presente em cada um, para ajudar a encontrar e distinguir o bem e o mal.

 Pedro ouviu a voz do bem, ouviu os anjos que estavam presentes ali, ele decidiu falar a verdade. Pequenas atitudes, pequenas decisões podem mudar toda uma história.






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