O Conto da Princesa - Quem Eu Sou? | Capítulo 4

segunda-feira, outubro 21, 2013



Ei, Meninas! *-*
Hoje é dia do nosso conto, "O Conto da Princesa - Quem Eu Sou?", essa será nossa pausa e teremos mais uma quarta-feira para o post de moda da My, e sem mais interrupções seguiremos com a nossa semana especial de estudos sobre Princesas! >.<
Espero que gostem e sejam abençoadas! ♥

Fiquem na Paz, 
Cheirinho ;**


Capítulo 4

Após adentrarem a porta de ouro Elise não teve capacidade para desfazer o grande O formado por sua boca. O hall de entrada do castelo era imenso, com grandes colunas brancas e um céu pintado no teto, era preenchida de paz. Com imensas janelas e vitrais, a luz que inundava a cidade também trazia cor para ali. Enquanto admirava cada pedacinho daquele lindo lugar, Elise sentiu a mão de Claire tocar seu ombro.
- É por aqui... - Claire puxou Elise rumo a uma escadaria, que ainda não tinha sido vista pela garota.
- Você disse que todos aqui tinham suas famílias, mas que o Rei é Pai de todas elas... - Claire assentiu, permitindo que Elise continuasse. - Só que você não disse exatamente quem é seu pai. O Rei é seu Pai? - Perguntou enquanto chegavam ao fim da escadaria com corrimão de ouro.
- Ele é meu Pai assim como é de todos os outros, não sou filha biológica dele. E adiantando sua próxima pergunta, não, minha família biológica não é daqui. - Claire mexeu nos cabelos.
- Então você não era daqui? - Perguntou gentilmente.
Elise percebeu que elas andavam por um grande corredor, que possuía janelas imensas no lado esquerdo, e no lado direito portas de um tom escuro e envernizado contrastavam com um azul claro que forrava as paredes.
 Ao chegarem ao fim do corredor havia um nova e grandiosa porta e antes dela um pequeno hall, onde haviam duas cadeiras e uma mesinha de centro. Claire sentou em uma das cadeiras e acenou para que Elise se sentasse na outra.
- Antes de entrarmos eu vou te contar a minha história.
Elise assentiu.
- Há muito tempo eu decidi que era hora de construir minha história sozinha, eu cresci em orfanatos, variando de um lar adotivo para outro com uma tremenda facilidade. Não era fácil meu relacionamento com as pessoas, tinha fama de ser agressiva e difícil, minha assistente social costumava dizer que eu jamais encontraria alguém para amar e cuidar de mim... - Claire assumiu um rosto triste, com olhos distantes, totalmente diferente da garota que minutos atrás sorria sem parar.
- Quando se cresce em lugares com mutias crianças, onde todos se olham como inimigos e concorrentes, não há como não construir um muro em torno de você para que se proteja de tudo e de todos. Eu não era uma garota fácil, reconheço, e a cada novo lar que me levavam as palavras da assistente: "Você jamais vai encontrar alguém." inundavam a minha cabeça. Com isso em mente, eu aprontava, fazia qualquer coisa que pudesse me mandar de volta para um orfanato. Eu não queria que ninguém se achegasse a mim e conhecesse quem eu realmente era, e assim desistisse de mim.
Elise não conseguia dizer nada, em seu vasto conhecimento com as palavras, ela sabia que jamais encontraria uma frase decente para falar numa hora dessas. E parecendo ouvir os pensamentos de Elise, Claire não deixou muito tempo para que a garota pudesse pensar em alguma coisa. Claire não tinha que ouvir, mas sim contar.
- Quando eu fiz 18 anos e fui emancipada, não havia mais nada que me prendesse. Longe do estado e de toda e qualquer lei sobre mim, comecei a minha jornada sozinha, da forma que queria. O mundo era muito belo e provocativo, longe das portas do orfanato, e eu quis conhecer tudo o que diziam que ele tinha de "bom". Sem dinheiro, roupas boas e uma boa instrução eu não consegui nada de bom, morei nas ruas durante um tempo, onde conhecia as drogas, a violência e o furto. Vive em meio a todo esse "paraíso" até dever demais para um fornecedor de drogas, sem dinheiro a única opção que eu tive foi fugir... - Claire parou por um instante, enquanto secava uma lágrima que rolava por sua bochecha.
- Eu corri durante dias, andei durante muitos outros, consegui umas caronas e cheguei numa pequena cidade aqui perto, assim que cheguei as pessoas já começaram a me olhar torto e tratar mal, o que elas geralmente fazem com quem está por baixo. Sem rumo, eu comecei a andar por uma floresta, com fome, com medo e desesperada, eu vi a placa do penhasco e decidi caminhar para lá, mas no meio da trilha, encontrei com um senhor, que ao me ver sorriu gentilmente.
Claire sorriu, aliviando um peso que ela parecia carregar nos ombros enquanto contava sua história.
- Ele sorriu pra mim e perguntou de onde eu era, eu recuei é claro, achando que ele poderia fazer alguma coisa comigo, mas foi gentil e um grupo de pessoas gentis veio logo atrás dele, todos eles foram legais comigo e me trouxeram para cá. Eu me senti estranha aqui, jamais tinha visto pessoas sorrirem tanto e serem tão amigos, eu não conhecia o amor que nasci nesse lugar e fiquei tão impressionada com a beleza quanto você. Naquela época eu não imaginava que me encaixaria aqui, acreditava que na hora certa eu fugiria novamente, mas não foi isso que aconteceu... Eu conhecia meu Pai e Ele fez tudo mudar.
Claire sorria novamente e se virou quando a porta próxima a sua cadeira se abriu. Elise ainda tentava unir as peças da história de Claire, não conseguia compreender como um dia ela não pertenceu ali, ela era a cara daquele lugar, jeitos delicados e graciosos, alegria e o amor que ela citou... Ali era a casa de Claire e Elise desejou que fosse a sua também.
- Olá, Elise! - Disse um senhor, que devia estar na casa dos 60, com um sorriso gentil e olhos que brilhavam. Ao ouvir seu nome sendo pronunciado por ele, Elise sentiu que ele poderia conhece-la a vida inteira.


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