17 de janeiro

quarta-feira, junho 04, 2014


Oi meninas! Que a paz e o amor do Senhor sejam com vocês. O tema do 3° dia do A Poem a Day é Paixão, decidi contar uma história pra vocês, espero que vocês gostem. Não esqueçam de me dizerem o que acharam, okay?


17 de janeiro

Ana saiu correndo de casa no dia 17 de janeiro, precisava chegar à Biblioteca Municipal antes das 18:00 h. Sua professora de literatura pediu que lessem algum livro de Emily Brontë e ela se lembrou do volume que havia pegado emprestado há três anos atrás de O morro dos ventos Uivantes.
Ela saiu às pressas de casa, entrou no primeiro ônibus que viu e torceu para que fosse o certo. Ela não podia acreditar que havia esquecido de pegar o livro antes, como sempre deixou para o último dia e como já era sexta-feira a biblioteca estaria fechada no fim de semana. Até poderia ler no computador, se o mesmo não tivesse pifado pela manha.
“É muita sorte para uma pessoa só” sussurrou enquanto checava a hora no celular. 17:20, se o trânsito permanecesse tranquilo estaria em frente a biblioteca em 15 minutos.
Pés batendo, dedos tocando a tela touch screen do celular a cada instante como se o tempo corresse como um meteoro. Ao olhar a paisagem grotesca da cidade correr ao seu lado, Ana pensou no quanto a vida corria, anos antes estava lendo Brontë por causa de seu amor por Crepúsculo, hoje voltaria aquele universo por uma obrigação da faculdade. “Se pelo menos outras áreas da minha vida tivessem mudado também”
Em sua mão direita não havia um anel de compromisso, em seu celular não havia uma mensagem se quer perguntando como tinha sido o seu dia, em seu coração não havia nenhum dono. Tinha se apaixonado por livros, filmes, palavras, pessoas, mas jamais havia se encontrado com o cara que tanto sonhara. Talvez ela fosse exigente demais, talvez não houvesse chegado o seu tempo ainda.
Desceu em frente à biblioteca e correu para a sessão de clássicos ingleses, enquanto vasculhava à procura do velho exemplar não viu quando um rapaz se aproximou. Assim que encontrou o livro e colocou suas mãos nele sentiu dedos tocarem os seus.
- Ops. – sussurrou um lindo rapaz de olhos castanhos.
- Sério que você também precisa muito desse livro? – Ana disse enquanto olhava dentro daqueles olhos castanhos. Borboletas começaram a voar em sua barriga.
- Eu preciso, mas dá pra esperar até semana que vem. Sou um pouco adiantado. – Ele sorriu deixando duas covinhas a mostra. – Sou o Pedro, aliás. – ele estendeu a mão.
- Ana – sorriu tentando disfarçar o tremor das suas mãos. – Preciso até segunda, então dá tempo de você pegar também.
- Okay. Vou te passar o meu número, você me liga e a gente marca de se encontrar segunda, pode ser? – Ele abriu a mochila e tirou um caderninho lá de dentro.
- Okay.
Ele entregou uma folha de papel reciclado nas mãos de Ana, além do número e do nome dele, havia uma frase de Shakespeare escrita.

“Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.”
William Shakespeare

- Esperarei ansiosamente pelo seu telefonema. – Pedro sorriu e tocou o ombro de Ana, saindo para a noite que avançava sorrateiramente. 
As borboletas continuavam a girar na barriga de Ana. “Se isso não for sintoma de paixão não sei o que seria.”


Paz!


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2 Comments

  1. AAAAHHH VOCÊ ESCREVE TÃÃÃÃO BEM!
    Pooor que nn faz uma fanfic? Seria perfeita!

    "Anos antes estava lendo Brontë por causa de seu amor por Crepúsculo, hoje voltaria aquele universo por uma obrigação da faculdade'.

    "Em sua mão direita não havia um anel de compromisso, em seu celular não havia uma mensagem se quer perguntando como tinha sido o seu dia, em seu coração não havia nenhum dono. Tinha se apaixonado por livros, filmes, palavras, pessoas, mas jamais havia se encontrado com o cara que tanto sonhara. Talvez ela fosse exigente demais, talvez não houvesse chegado o seu tempo ainda".

    Tô achando que a Ana sou eu kkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    Respostas
    1. Ah, paaara kkkk *o*
      Estou pensando em tornar em uma fanfic mesmo, vou começar a trabalhar nisso, tomara que dê certo.
      A Ana é bem eu também kkkk

      Excluir

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