A primeira Páscoa

quinta-feira, abril 02, 2015



Quando nós éramos crianças nos ensinaram que a Páscoa era a morte e a ressurreição de Jesus, e que também era ganhar ovos de Páscoa, e se lambuzar de chocolate... Mas agora que crescemos será que não deveríamos aprender o verdadeiro sentido da Páscoa? E depois de aprendermos levarmos adiante? Ensinarmos a outras pessoas? Você sabia que a Páscoa era comemorada muito antes de Jesus nascer? E você sabe por que ela foi criada? Se sim, ótimo! Vamos apenas lembrar deste significado juntos, agora caso você não sabe ou esqueceu, este é um bom momento para descobrir. Vamos juntos?

Você com certeza se lembra da história de Moisés (aquele garotinho que foi colocado em uma cestinha no rio Nilo para fugir da morte, e que acabou sendo salvo pela princesa egípcia, lembrou?), ele cresceu entre egípcios e hebreus, e descobriu que seu povo, os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó viviam como escravos há mais de quatrocentos anos no Egito. Através de uma sarça ardente Deus falou com Moisés:

“Disse o Senhor: ‘De fato tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito, tenho escutado o seu clamor, por causa dos seus feitores, e sei quanto eles estão sofrendo. Por isso desci para livrá-los das mãos dos egípcios e tirá-los daqui para uma terra boa e vasta, onde há leite e mel com fartura: a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus. Pois agora o clamor dos israelitas chegou a mim, e tenho visto como os egípcios os oprimem. Vá, pois agora; eu o envio ao faraó para tirar do Egito o meu povo, os israelitas.’” (Êxodo 3:7-10) 

Designado por Deus como líder do povo hebreu, Moisés dirigiu-se a Faraó a fim de lhe transmitir a mensagem divina que era deixar o povo de Deus livre, mas como bem sabemos o soberano egípcio não aceitou a ideia com facilidade.

Mediante o poder de Deus, Moisés invocou pragas como julgamentos contra o Egito, mostrando ao povo e ao rei que o Deus de Israel era poderoso. A cada praga o Faraó concordava em libertar o povo, mas logo depois voltava atrás em sua decisão, só após a décima praga foi que tomou sua decisão final. A décima praga foi pesada e não permitiu que o Faraó continuasse mantendo os filhos de Deus em suas mãos, Deus mandou um anjo destruidor que passaria pelas terras do Egito:

“Naquela mesma noite passarei pelo Egito e matarei todos os primogênitos, tanto dos homens como dos animais, e executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor!” (Êxodo 12:12)

A primeira páscoa



Para aquela noite o povo de Deus foi instruído a cada família sacrificar um cordeiro macho, de um ano e sem defeito, que seria servido de acordo com regras específicas que Deus havia ordenado. Um pouco do sangue do animal deveria ser passado nas laterais e nas vigas superiores da porta de cada casa, porque o povo ainda estava no Egito e esta seria uma forma de marcar as casas onde o povo de Deus estava, assim quando o espírito passasse levando os primogênitos aqueles que houvessem obedecido a Deus seriam poupados.

“O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês estiverem; quando eu vir o sangue, passarei adiante. A praga da destruição não os atingirá quando eu ferir o Egito.” (Êxodo 12:13)                         

Assim o termo Páscoa, que deriva do hebreu “pesah”, que significa “pular além da marca”, “passar 
por cima”, ou “poupar” passa a fazer todo sentido.

Pelo sangue do cordeiro morto, todos os israelitas foram protegidos da morte contra os primogênitos egípcios. A ordem do sinal de sangue não foi dada por Deus porque Ele não sabia onde seu povo estava, mas sim para mostrar ao povo que obediência é uma atitude necessária no relacionamento entre filho e Pai, e que há importância na redenção pelo sangue, nós podemos ver esta verdade no futuro, quando Jesus morre numa cruz por amor a mim e a você. Jesus é o “Cordeiro de Deus”, aquele que tira o pecado do mundo! (João 1:29)

Naquela mesma noite houve libertação para o povo de Deus, Faraó permitiu que o povo de Deus deixasse as terras do Egito, encerrando assim séculos de escravidão, e iniciando uma jornada longa que conduziria o povo a terra prometida.

Aquela noite se tornou um marco na caminhada cristã:

“Este dia será um memorial que vocês e todos os seus descendentes celebrarão como festa ao Senhor. Celebrem- no como decreto perpétuo.” (Êxodo 12:14)

Os judeus começaram a celebrar a Páscoa em toda primavera, obedecendo as instruções do Senhor. Portanto, o primeiro significado da Páscoa foi bem parecido com o que comemoramos hoje: Libertação. O povo foi libertado por Deus do Egito, assim como nós fomos libertados por Jesus naquela cruz. Segundo a Bíblia, Jesus também participou de várias celebrações pascoais. Quando fez doze anos José e Maria levaram o nosso Príncipe para comemorar Sua primeira páscoa, e assim Ele fez nos anos seguintes, até a Sua mais conhecida e relatada participação que foi na Última Ceia, onde participou da comunhão do corpo e do sangue.


Durante este final de semana quero falar um pouco mais da libertação de Jesus, vamos comemorar esta Páscoa de um jeitinho diferente, dando valor ao real motivo dela. Conto com a participação de vocês, hein!

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