O dia que peguei carona com a dona mudança



Sempre fui o tipo de garota que preferia ficar acordada do que dormindo, porque a minha parte preferida do dia era aquela em que poderia sonhar acordada. Tinha a mania de deitar um pouquinho mais cedo, só para poder ter um tempo maior para ficar vivendo minhas aventuras. Talvez seja por isso que goste tanto de escrever, mas tal fato não vem ao caso neste momento. A verdade é que durante anos, desenhei, pintei, criei personagens e "des-criei" com relação a meu futuro. Sonhei com a minha vida no ensino médio, com a minha formatura, com o discurso que gostaria de fazer se fosse a oradora, com a faculdade, com as aventuras que iria viver nela. Cara, na minha mente tudo ia mudar quando eu começasse a faculdade! Passei tempo demais pensando no amanhã, mas graças à Deus de alguma forma conseguia manter os pés na terra e viver o presente.

Fui a tal oradora da turma e tinha mais histórias engraçadas pra contar no discurso do que o tempo me permitia, dei tchau ao ensino médio e depois de enfrentar alguns obstáculos entrei na faculdade que fez parte dos meus quadros noturnos, e não é que as coisas mudaram? Não foi apenas trocar de estado e cidade, nem de casa e rotina, uma mudança esquisita aconteceu dentro da Thaís que eu tanto conhecia. 

Na véspera da minha viagem para o Rio de Janeiro, em agosto de 2014, fui dormir chorando. Na verdade, chorei mais do que dormi. Naquela noite a ficha caiu pra mim, a escolha que eu tinha feito - ir estudar em outro estado - iria mudar toda a minha vida. Deixaria meus pais e a minha irmã, não poderia ter o colo da minha mãe quando precisasse nem poderia implicar com a minha irmã enquanto ela estivesse assistindo ao seu seriado da Nicklodeon preferido. Não poderia sentar na varanda lá de casa com meus melhores amigos e comer um lanche tarde da noite enquanto conversávamos bobagens de adolescente. Não seria mais adolescente, tinha começado a minha jornada como adulta! E bem, eu não estava pronta pra tudo isso. Quando toda essa verdade me veio a tona naquela noite, juro que pensei em desistir. Tudo o que eu queria era não ter que entrar no ônibus na manhã seguinte, eu queria ficar em casa! Fui dormir convicta que entraria no ônibus, que chegaria ao Rio, ficaria uns dias e depois ligaria pros meus pais dizendo que não tinha dado certo, que eu não aguentava ficar sem eles. 

Tal atitude não seria uma surpresa, todo mundo sabia que eu era muito agarrada com a minha mãe (pra vocês terem uma ideia, eu não conseguia nem ir a um retiro da igreja, porque não conseguia ficar longe da minha mãe. Muito bebê mesmo rs) e acho que no fundo era o que todo mundo esperava que eu fizesse, não por mal, mas por aquele seu o meu jeito, apegada demais. Uma vez minha melhor amiga me disse: "Você pode voltar pra casa, Thaís. Seus pais vão te aceitar numa boa, eles vão te compreender se você não aguentar." Isso foi muito tempo antes de tudo mudar, foi uma conversa simples enquanto ela fazia o almoço, e sei que ela não disse por maldade, mas no fundo eu sabia que todo mundo esperava que eu não fizesse escolhas tão "radicais" desse tipo. 

Quando penso em como entrei na pequena rodoviária naquela manhã, só lembro do choro. Podia ter dado a meia volta e ido pra casa com meus pais, mas meu pai me lembrou de uma coisa: "Por que você está chorando, Thaís? Não era isso que você queria?" Ele estava certo, ir para aquela faculdade era o que eu queria, e mesmo que não desse certo, tinha que tentar. Entrei no ônibus e chorei horrores, mas antes da metade da viagem o choro passou e quando eu desci na rodoviária Novo Rio, já não tinha mais vontade de chorar. Foi ali que tudo mudou. 

Descobri uma Thaís corajosa e decidida, que soube se adaptar as novas pessoas, com o novo ambiente, com a cidade mais agitada. Sentia saudades de casa sim, é o que estou sentindo agora aliás, mas podia muito bem sobreviver com a saudade. Me dediquei a faculdade, ocupei o meu tempo e não dei oportunidades para aquela ideia de desânimo me pegar de jeito. Colori meus dias com fé e sorrisos e bem, já estou terminando o terceiro período da faculdade! 

A coragem que descobri em mim depois de descer naquela estação rodoviária não foi embora, pude ter a prova disso recentemente, no início deste mês de outubro, tive que ir sozinha para São José dos Campos (SP), para começar a divulgação do meu livro com a Editora UPbooks. Se eu estivesse no Espírito Santo ainda, não teria feito isso nunca! Eu cogitaria vários problemas, não teria coragem de viajar sozinha, ainda mais para encontrar pessoas que ainda não tinha visto na vida, não saberia chegar numa cidade que não conheço e mais mil problemas. Mas a atual Thaís não liga muito pra isso, ela sabe que pode se virar com um bom GPS e desde que esteja indo para o encontro de pessoas que ela já conversa a muito tempo e tem segurança de quem são, não tem problema. 

A minha versão adulta aprendeu que é maravilhoso se desafiar, mesmo quando acho que é impossível fazer algo, acabo fazendo. A independência que obtive, e falo apenas das coisas simples, como ir no banco e abrir minha própria conta ou como viajar sozinha, se tornaram grandes feitos pra mim. Se amanha tiver que mudar pro outro lado do mundo por causa do trabalho, sei que tenho capacidade pra ir. Toda a mudança que vivi me ensinou que a minha maior rival sou eu mesma, enquanto não acreditar em mim e não ousar não serei capaz de transformar todos aqueles sonhos que sonhei acordada em realidade. Melhor do que deitar mais cedo pra sonhar, é se descobrir vivendo um sonho num dia qualquer. 

As pessoas comentam com a minha mãe sobre como temos sobrevivido distantes, me elogiam pelo blog e pelo livro que vem vindo, me parabenizam pela faculdade e algumas me perguntam se tenho certeza do curso que escolhi... E no fundo, o que mais importa é saber que estou feliz comigo mesma, que as minhas escolhas tem me feito crescer e ser feliz, e claro tenho honrado meus pais com as escolhas que faço, sejam meus pais terrenos ou meu Pai Celestial. A minha versão pequena colocou um princípio fundamental pra mim que não pretendo esquecer nunca: "Quero olhar para trás e ver que tudo valeu a pena." Então é só isso, só quero continuar crescendo, por dentro, porque pra cima já tem mais de cinco que não funciona, e ir cada dia me tornando mais um pouquinho da garota corajosa que eu sempre sonhei que seria.

***

Este post faz parte do Projeto Me amo assim, que tem a intenção de juntar blogueiras e leitoras que passam ou já tenham passado problemas com baixa auto-estima, que tiveram dificuldade de se aceitarem e já viveram um ódio consigo mesmas. Nossa intenção é compartilhar experiências e ajudar, afinal viver um romance consigo mesmo é importante pra todo mundo!

Caso tenha sentido vontade de fazer parte do projeto, aqui está o nosso grupo no facebook:





3 dicas para derrotar as preocupações



Você se lembra de um comercial da Danone em que uma moça é constantemente perturbada pelo "Chatonildo"? Ele é um monstrinho que está sempre a lembrando que ele tem fome, que está na hora de comer algo de novo. As preocupações para mim se parecem muito com o chatonildo! Parece que tem um monstrinho que fita meus olhos e diz: "Ei, Thaís! Lembra das três provas que você tem na semana que vem? E você também tem que se virar pra pagar aquela conta, tem um trabalho daquele professor insuportável para apresentar, tem que resolver um negócio que a sua mãe pediu..." e pronto, o monstrinho consegue acabar com o dia de qualquer um! Pois é, só que os dias desse monstrinho estão contados! Descobri três segredinhos que podem mandar suas preocupações embora já, já!   

Aprendi com Max Lucado (já deu pra ver que amo, né? :D) três eliminadores de preocupação, e que funcionam de verdade viu?!

1. Ore mais

Quando estamos preocupados não temos muita cabeça para orar, porque não paramos de pensar em como resolver aquele problema, ou dedicamos todo nosso tempo tentando resolvê-lo. Tenho uma mania estranha que talvez você também tenha, fico imaginando mil cenas em que o meu problema está resolvido, depois mais mil em que não consigo solucionar nada (choro livre)! A verdade é que enquanto você se preocupa orar se torna algo quase impossível, porque você não consegue, simplesmente, parar de pensar por um instante e orar. Segundo Lucado, orar e se preocupar não são duas coisas que combinam, ou você se preocupa ou ora. Então escolha orar mais! Por mais preocupada que você esteja, feche os olhos e clame pelo Senhor, mesmo que seja para orar sobre o problema, você pode contar com Deus, Ele é o nosso melhor amigo, lembra?

Outra coisa, Jesus foi tão carne quanto você! Nós quase sempre nos esquecemos que Ele viveu nesta terra, que Ele conhece os sentimentos que passam em nosso coração. Ele sabe o que é ser tentado, como é se sentir desanimado, como nossa mente é confusa e nos faz desejar mil coisas ao mesmo tempo. Jesus foi menino, rapaz e homem. Talvez tenha tido sonhos, provavelmente teve desejos, teve vontades. Cresceu em um lar humilde, talvez em alguns dias desejou coisas que seus pais terrenos não podiam lhe dar, viu o sofrimento das pessoas a sua volta, soube por experiência própria como era viver nesse mundo. Você acha que quando você O chama em sua oração e conta para Ele tudo o que está acontecendo na sua vida, Ele não entende? Ele entende melhor do que ninguém e Ele é tocado pelo o que vivemos. Lembre que Ele venceu e ao lado dEle, você também vencerá!  

"Tu, Senhor, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em ti confia." (Is 26:3)

2. Queira menos 

"Deixa eu vê... Quero um tablet, preciso de um celular novo e de novos sapatos! Meu atual emprego não paga todas essas despesas... Preciso de um emprego novo! É isso! Deus, me dá um emprego novo!"
Então, nem sempre nossas preocupações são movidas por coisas que realmente precisamos, muitas vezes ficamos ansiosas por aquilo que queremos, e que nem sempre são essenciais. Analise bem as suas atuais preocupações, o que realmente é importante ai? Será que você não está perdendo noites de sono, só por que quer fazer mais dívidas do que você tem condições de pagar? Coloque Deus em primeiro lugar e as demais coisas serão acrescentadas. "Se Deus for suficiente para você, então você sempre terá o suficiente, porque você sempre terá Deus." (Max Lucado)

"Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se!" (Fp; 4:4) 

3. Viva o hoje

Nós perdemos muito tempo de nossa vida nos sacrificando no altar da ansiedade. Nos preocupamos demais com o amanha. Lembro do meu último ano na escola, há pouco menos de dois meses do ano letivo acabar, eu estava escrita para fazer um vestibular em uma faculdade particular do meu estado. Só que a faculdade ficava há mais de duas horas da minha casa, e eu teria que convencer o meu pai a me levar até lá ou me dar o dinheiro para a passagem. Só que eu não conhecia a cidade onde seria a prova, então zero chances de ir sozinha! E justamente no fim de semana da minha prova, meu pai teve que fazer uma cirurgia, assim nem ele nem a minha mãe puderam me levar pra fazer o vestibular. 

No domingo em que seria a prova, fui dormir chorando. Meu pai não precisava saber que eu estava triste, afinal ele não tinha culpa de nada, então chorei baixinho, mas minha mãe ouviu. Ela ficou conversando comigo por um bom tempo. Ali no meu quarto escuro minha mãe me acalmou, disse que tudo ficaria bem, que nós daríamos outro jeito, haviam outros vestibulares para serem feitos e ela acreditava que eu passaria em qualquer um (coisa de mãe, não sei porque elas sempre acreditam tanto na gente). Embora eu tenha compreendido, ainda levei um tempo para entender que não tinha que surtar tanto com o meu futuro, Deus estaria no controle. Desde bem pequenininha minha mãe tinha me ensinado a orar da seguinte forma: "Que não seja feita a minha vontade, mas sim a Tua, Senhor." E não é que no tempo certo Ele fez o que Ele sabia que era melhor pra mim? 

Lá em Mateus 6, no versículo 34, Jesus diz: "Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal." Temos que parar de ficar com os olhos presos no futuro, e olhar para agora, para hoje, claro que não é pra você surtar com o presente (rs), mas estar aqui te ajudará a encontrar as respostas para os seus atuais problemas. E tenha a certeza de que você não está sozinha para resolvê-los. Nesse mesmo capítulo de Mateus, Jesus nos lembra que Deus veste as flores do campo e dá de comer aos pássaros, o mesmo Deus que provê para a natureza, é quem provê para a sua vida, você é a mais importante das obras que Ele criou. 

Não se esqueça disso: "Você não tem sabedoria para os problemas de amanhã. Mas terá amanha. Você não tem recursos para as necessidades de amanhã. Mas terá amanhã. Você não tem coragem suficiente para os desafios de amanhã. Mas você terá quando o amanhã chegar." (Max Lucado)

"Quando você se preocupa, está dizendo: 'Eu não confio em ti, Deus.' Então, ore em vez de se preocupar." 
Thelma Wells.

[+QP] Mas era pra gente estar junto nessa



O campus fica bem vazio nas sextas-feiras, todos os graduandos montam suas grades pensando em folgar na sexta ou na segunda, e esse ano não foi diferente. O sol desce pelas árvores e o calor da primavera carioca me faz desejar estar com qualquer outra roupa menos calça, mas não dá pra reclamar muito, vestir calças e camisas sociais fazem parte do curso que escolhi, não dá pra ir desarrumada para o estágio que consegui na área de Administração de Empresas. Checo o relógio no meu pulso pela centésima vez, faltam três minutos para às 17 hrs. 3 minutos para Lucas deixar uma das suas aulas de Direito e me encontrar na pátio de aulas teóricas, onde estou sentada esperando há meia hora. 

Chego minha bolsa à procura do que preciso mostrar a Lucas. Ele está na sua caixa, intacto, como se ainda não tivesse sido usado, mas é só olhar com mais atenção para ver uma das extremidades da pequena caixa está aberta. Ainda não parece real. Não pode ser real. 

Às 17 em ponto vejo Lucas descer as escadas acompanhado de alguns colegas de turma. Aceno para ele. Ele acena de volta. Não sabe porque estou aqui, acha que só quero vê-lo, dar um beijo ou algo do tipo. Não sei qual será a reação dele quando souber a verdade. 

- Oi, amor. - ele se aproxima e me rouba um beijo rápido.

- Oi! - me aconchego em seus braços e desejo que o conteúdo da minha bolsa não seja real. Mas é. - A gente precisa conversar, Lucas. 

- Tá, claro! 

Entramos no carro de um dos amigos dele e pegamos uma carona até o centro da cidadezinha onde moramos, a mais próxima da faculdade que é basicamente composta por repúblicas. Nós não moramos juntos, embora Lucas more na mesma rua que eu. Nos conhecemos em uma festa na minha república e depois disso não paramos mais de nos ver. Lembro da minha mãe não concordar em me deixar em morar em uma república, na verdade ela não queria que eu viesse para uma faculdade tão longe de casa, "Pra que ir pra tão longe se tem o seu curso aqui, Carol?", ainda sou capaz de ouvir sua voz. "Porque o curso lá é bem mais renomado do que o da faculdade daqui, mãe.", eu respondia, sempre destacando o drama de morar em cidade pequena. Os cursos não eram mesmo bons. Então depois que passei, a convenci em me deixar vir e a dividir uma casa com outras garotas. Não tinha outro jeito, onde eu poderia morar? 

Assim como ela eu também não queria participar de festas e outros elementos boêmios de uma vida acadêmica, mas se privar dessas coisas é muito mais fácil quando você está longe, agora quando se está perto é quase impossível... Quando as festas não aconteciam na nossa casa, elas rolavam na das vizinhas ou há duas casa a frente, ou na casa do fim da rua, a que Lucas morava. Acabei me adaptando a ir às festas, não era mais tão ruim quanto no início, principalmente depois que conheci o Lucas, enquanto todo mundo ficava bêbado nós conversamos e nos mantínhamos sóbrios. Não demorou para que nos apaixonássemos e logo meu plano de não me envolver com ninguém durante a faculdade foi por água a baixo. 

Entramos na pequena cozinha do apartamento que divido com mais duas garotas, elas não estão. Tem um bilhete na geladeira me lembrando que elas foram pra casa nesse fim de semana. Lucas e eu estamos sozinhos, e assim que ele percebe que ninguém vai chegar me abraça por trás enquanto eu tiro uma jarra de suco da geladeira. Ele beija meu pescoço. 

- Lucas, agora não. Preciso ter uma conversa séria com você. - falo séria, se não for assim ele não vai me escutar.

- Não pode ser depois? - ele me vira e tenta me beijar. 

- Não, não pode. Precisamos mesmo conversar. 

Ele faz um barulho esquisito com os lábios, me mostrando que está exasperado. 

- O que é então? - ele pergunta enquanto puxa uma das cadeiras de madeira para sentar.

Embora tenha desejado por esse momento o dia todo, agora não sei por onde começar, na verdade não há um jeito fácil para fazer isso.

- Tenho me sentido mal há alguns dias... - me viro para a pia fugindo de seus olhos, usando a jarra de suco e os copos como desculpa. 

- O que você tem? - ele soa preocupado. 

- Tenho me sentido enjoada, tanta às vezes e muito cansada. Hoje quase dormi no trabalho. 

- Sério? O que será que pode ser? - sua voz soa temerosa e desconfiada.

Caminho até a mesa e coloco um copo de suco de laranja na frente dele, pego minha bolsa que havia deixado no chão, e me sento de frente para ele. Tiro a caixinha de lá. A coloco em cima da mesa e ele a puxa para ele. 

- Você já usou? - sua voz saí amedrontada e vejo gotas de suor surgirem na sua testa.

- Já. - respondo e sinto meu próprio suor surgindo, estou com tanto medo quanto ele.

Ele abre a caixa com o teste de gravidez e fica olhando para o resultado. Longos minutos de silêncio nos cercam. Espero que ele se levante, que caminhe até mim, que me abrace e diga que vá ficar tudo bem. Não era esperado, mas podemos lidar com isso, não podemos? Um filho não é o fim do mundo. Ele pode chorar e ficar com medo, também estou com medo e quero chorar agora, mas não é isso que ele faz. De tudo o que eu esperava desde que comecei a desconfiar que estava grávida, ele faz exatamente o contrário.

- Você só pode estar brincando com a minha cara, Carol! - ele joga o exame em cima da mesa e se levanta, bruto, enraivecido. Não é o Lucas que conheço.

- Lucas, calma... - falo baixinho, com o coração na mão. Não é só culpa minha.

- Calma? Olha o que foi que você fez! - ele leva as mãos ao cabelos, os bagunçando sem parar. - Quantas vezes eu te disse que a faculdade é minha prioridade? É tudo o que importa pra mim! 

Suas palavras soam frias e fortes, tem mais poder que um soco em meu estômago.

- A culpa não é só minha, eu não fiz essa criança sozinha. - falo antes que as lágrimas quentes ganhem vida. 

- Não importa. - ele esfrega as mãos nas calças agora. - Você vai tirar. Nós não precisamos de uma criança agora! 

- O que? - pergunto exasperada. Tirar não era e nem é uma opção pra mim. Não posso fazer isso, não posso. - Não vou matar um bebê, Lucas! - falo determinada, consumida por raiva.

- Ele ainda não é um bebê... É só uma bola estranha dentro de você. - ele me dá nojo. - Não quero esse bebê, Carol. Não quero. - ele está chorando agora, como um garotinho de cinco anos.

- Você tem certeza? - espero pela resposta dele. 

- Tenho. - ele não olha pra mim. Volta a se sentar na cadeira e esfrega a testa sem parar. - A gente pode tirar não pode? - agora ele olha pra mim, seu desespero é claro, mas o que ele me pede é impossível.

- Não Lucas, a gente não pode. Era pra gente estar junto nessa pra cuidar dessa criança e não pra não desfazermos dele... - junto uma força de onde não tenho. - Se não é isso o que você quer, então pode ir embora agora. 

Ele olha pra mim em pânico, tudo em mim pede que ele volte atrás, que decida encarar esse desafio comigo. Ele se levanta de novo e caminha até mim. Estou começando a ficar aliviada. Nós vamos resolver isso, mas tudo o que ele fez é beijar a minha testa.

- Me desculpa. - ele sussurra, logo depois me dá as costas, pega a mochila que estava jogada ao lado da cadeira e saí. Pela janela da cozinha posso vê-lo caminhar até o fim da rua, os ombros caídos, as mãos ainda bagunçando os cabelos.

Naquela noite esperei que ele ligasse ou que voltasse, que tomasse uma decisão diferente, mas ele não tomou, até agora não tomou. A faculdade ficou para trás, as calças sociais estão guardadas em uma mala debaixo da minha cama, preciso demais espaço no guarda-roupa para as coisas da bebê. Minha mãe me recebeu em casa e embora esteja me ajudando me tudo, posso ver no fundo dos seus olhos o quanto ela está triste. Embora minha filha seja vida, seja alegria, eu falhei com meus próprios planos.             

***

Essa história não é real, mas quando vi o tema deste mês do projeto "Mais que Palavras", logo pensei em escrever algo do tipo. Quantos casos de gravidez indesejada não vemos por aí? Seja entre adolescentes, jovens e adultos. Não acho que o nascimento de uma criança seja ruim, pelo contrário, como encerrei essa história, uma criança é vida, é um projeto de Deus e é por isso que tenho a concepção de que deva viver em um momento certo. Uma criança merece crescer em um lar estabilizado e ter a presença dos pais da melhor maneira possível. Só que às vezes a nossa pressa faz com que as coisas acontecem antes, tomamos decisões tão importantes de forma tão precipitada.

A história da Carol e do Lucas é só uma forma de te mostrar que você e o seu namorado não precisam correr com as coisas, deixem os momentos fluírem devagar, curtam a paisagem da viagem que iniciaram quando começaram este relacionamento. Quando Deus nos pede para vivermos em santidade e esperarmos a hora certa, é porque Ele deseja que vivamos todos os momentos da melhor maneira possível, para que seja mágico e inesquecível, e não corrido e dolorido. Lembre-se: tudo o que se planta, se colhe. 

Tema: "Mas era pra gente estar nessa."

Este texto faz parte do Projeto Mais que Palavras, um grupo que se reúne no Facebook e traz propostas mensais para textos, contos, crônicas, etc., com a missão de tirar nós, (jovens que sonham em ser escritores), de sua zona de conforto e por em prática a atividade que tanto amam. Para saber mais sobre o projeto basta clicar na imagem abaixo, você será redirecionado para o grupo do projeto. 

À procura de Audrey



Instagram e suas maravilhas em me apresentar livros novos! Há algumas semanas conheci a história de Audrey em "À procura de Audrey", escrita por Sophie Kinsella, e não resisti, me deixei levar por uma história leve e escrita doce, para esquecer todos os textos pesados da faculdade. Kinsella é uma autora muito conhecida, você provavelmente já deve ter ouvido falar, a série Becky Blomm, "Fiquei com o seu número" e "Menina de Vinte" são de sua autoria. Já conhecia alguns desses títulos, embora não tenha lido nenhum deles antes do resenhado hoje, mas a autora me deixou com gostinho de quero mais! Sem mais delongas, vamos a resenha!

Audrey tem 14 anos, sempre foi uma garota mais reservada, mais quietinha, sabe? O que ela não esperava é que sua vida na escola fosse se tornar um pesadelo e após alguns acontecimentos envolvendo bullying (que não vou revelar para não dar spoilers), a garota é diagnosticada com Transtorno de Ansiedade Social, Transtorno de Ansiedade Generalizada e Episódios Depressivos. 

"O problema é que a depressão não vem com sintomas práticos como pintinhas pelo corpo e febre, portanto não se percebe de primeira. Continua-se dizendo 'estou bem' para as outras pessoas, ainda que não esteja. Você pensa que deveria estar bem. Segue repetindo para si mesmo: 'por que não estou bem?'."

Audrey simplesmente não consegue mais sair de casa, o escritório do pai foi transformado em seu refúgio e ela passa seus dias e noites de óculos escuro. Não é fácil para ela manter contato com outras pessoas, o máximo que consegue é conviver com a família e ir semanalmente em suas consultas com a dr. Sarah. 

"Não é o mundo lá fora em si. Não são as árvores, ou o ar, ou o céu. São as pessoas. Quer dizer, nem todas as pessoas. Você não seria um problema, provavelmente; eu não teria nada contra você. Algumas pessoas são um porta seguro para mim - pessoas com quem posso falar e rir e me sentir relaxada. Mas formam um grupo pequeno. Mínimo, pode-se dizer, comparado à população mundial. Ou mesmo ao número de pessoas em um ônibus." 

Sua casa deixa de ser um refúgio seguro quando Frank, seu irmão, começa a trazer para casa Linus, um amigo da escola, para poderem passar as tardes treinando Land of Conquerors. Embora Frank tenha contado para Linus que sua irmã está passando por alguns problemas, Linus insiste em conhecê-la e no primeiro momento não dá muita certo. Audrey apenas saí correndo e tem um dos seus ataques. Mas Linus não desiste e eles descobrem juntos que conversar através de bilhetes ajuda bastante. Assim, entre uma folha de A4 e outra, Audrey vai se sentindo confortável e Linus vai se tornando um daqueles portos seguros que a fazem rir e relaxar. 

"Falam de 'linguagem corporal', como se fosse igual para todo mundo. Contudo, cada um tem seu dialeto próprio. Para mim, neste instante, por exemplo, girar o corpo para o outro lado e encarar rigidamente um cantinho da sala é o mesmo que dizer 'gosto de você'. Pois não fugi nem me tranquei no banheiro." 

Com a ajuda dos exercícios passados pela dr Sarah, Audrey começa a avançar a passos curtos, e mesmo ficando insatisfeita às vezes, ela começa a se ver saindo daquela zona depressiva. Coisas simples como ir ao Starbucks ou ao mercado, que haviam se tornado impossíveis para ela, começam a se tornar desafios  possíveis de vencer. 

"Não vai ser para sempre. Vai ficar no escuro pelo temo que precisar, então vai sair." 



Outra coisa interessante nesta história é que Frank é viciado neste jogo de computador, Land of Conquerors, e isso incomoda e muito a mãe deles, que lê o Daily Mail (jornal) todos os dias e acredita em tudo o que lê. Após ler o artigo "Os oitos sinais de que seu filho está viciados em jogos de computador", ela não para de perseguir o filho e insistir que ele deva parar de jogar. O caso do Frank é bem grave, mas a mãe também não bate muito bem das bolas, o que faz as cenas e os diálogos serem bem divertidos. A casa de Audrey não é bem um refúgio, não é um lugar de silêncio e calmaria, na verdade, como em qualquer outra família há momentos de discussão, cenas embaraçosas e ilarias. Há problemas a serem resolvidos, mas todos se amam e querem o bem um do outro. 

Como disse, a leitura é bem leve, o livro é marcado por muitos diálogos, estes são divertidos e a narrativa da personagem é tão gostosa que parece que você foi convidada a fazer parte de todos os acontecimentos. Linus é um fofo também (ah, eu gostaria de conhecer um Linus *-*) e todos os personagens são cativantes de alguma forma.

Além de toda a parte agradável, os transtornos vivenciados por Audrey são reais e me fizeram pensar em quantas meninas estão sofrendo com eles neste exato momento. Leituras assim são importantes para entender essas doenças que tem sufocado a alma de tanta gente e as impedido de viver com liberdade. Não é apenas uma leitura para se divertir, ela traz reflexão também. Kinsella conseguiu deixar claro o quanto é importante reconhecer quando não se está bem, a família deve ser um apoio e o adolescente ou adulto merece toda ajuda possível. Ir ao médico certo, fazer uso dos remédios, conversar com alguém são atitudes que uma pessoa que sofre com doenças psicológicas deve tomar, mesmo sem ver a luz imediatamente, como diz Linus na hora certa ela vai chegar.  

"Tenho um crédito enorme de risadas que me são devidas. Às vezes espero que esteja acumulando uma pilha de risadas não dadas, que vão entrar em erupção e explodir em uma crise de riso gigante com duração de 24 horas quando me recuperar."  

Alguma amante das escritas de Kinsella por aqui? 
A resenha deixou boas impressões? Ficaram com vontade de ler?
Não saíam daqui sem falar comigo, okay? rs 

Beijos, 

Garotas comuns também são legais



Era uma manhã de sábado de céu azul, as nuvens pareciam ter tirado férias e o sol fazia um bom trabalho lá fora. Estava bonito demais para ficar mais um dia em casa. Vesti um short jeans, uma camiseta e calcei um par de tênis. Coloquei na mochila um velho romance, duas maças, água, duas barrinhas de cereal e uma toalha de mesa xadrez. Caminhei até a estação de trem e esperei pelos vagões barulhentos. O trem para a Central do Brasil estava vazio e me arrependi por não ter trago uma blusa de frio, seria bem útil agora. De fones de ouvido e atenta ao meu livro quase perdi a estação do Maracanã. Desci no último instante e fui agraciada com o calor carioca. 

Enquanto caminhava pela estação à procura da saída mais próxima ao Parque Quinta da Boa Vista uma frase em um dos muros me chamou a atenção: "Garotas comuns também são legais". Até que a frase fazia sentido. Não sei porque, mas nós garotas comuns precisamos constantemente ser lembradas de que somos legais. E ainda assim não acreditamos.

Veja aqueles típicos filmes de sessão da tarde, as melhores garotas são as populares! As Patricinhas de Beverlly Hills são um ótimo exemplo, e quando o filme nos apresenta uma garota comum, ela acaba sendo transformada em popular também... Parece que as melhores garotas são aquelas que usam as melhores roupas, que tem os cabelos e sorrisos mais incríveis, aquelas que tem mais likes no Facebook. As garotas legais são as namoradas dos garotos mais legais, aquelas que tem histórias engraçadas sobre shows, sobre "a primeira vez", sobre coisas de tudo que elas fizeram antes mesmo do vestibular. 

E as garotas comuns estão longe de serem tão legais assim. Ninguém quer saber da menina que tira 9 ou 10 em todas as matérias, as pessoas não acham graça no que elas falam. Parece que livros e filmes não são tão radicais assim. Parece que é melhor viver um castelo de cartas do que uma vida autêntica. Deixo meus devaneios quando percebo que estou a tempo demais parada em frente ao muro com a tal frase, e de repente sou surpreendida por um cara que se aproxima de mim. Ele não parece ter más intenções, seu sorriso é gentil e gosto o seu jeito tranquilo de andar. Ouço a voz da minha mãe dizendo que não devo falar com estranhos, mas isso não foi uma coisa que aprendi de verdade.

- Oi. - ele diz há um metro de mim.

- Oi. - sorrio, mas ele olha para a frase no muro. 

- Você gostou da frase? - agora sim ele olha para mim e antes que eu responda ele já está falando de novo. - Você passou bastante tempo olhando para ela, então fiquei pensando se você concorda ou estava refutando ai na sua cabeça...

- Bem, ela me fez pensar bastante. Posso garantir. 

- Ah, espero que bons pensamentos moça. Sabe, vocês garotas acabam se esquecendo do quanto extraordinárias já são, ficando mais preocupadas em fazer coisas que as transformem em pessoas extraordinárias. Se eu pudesse gritar para todas as garotas alguma coisa seria isso. Essa verdade que está escondida de vocês.

Sua mente é tão bonita quanto seu jeito de andar. Esse rapaz tem tudo pra ser alguém bom de se conversar, mas ele não tem muito tempo agora, outro trem vem distante e ele me diz que tem que entrar nele. Só quando se vira para entrar no trem é que vejo latas de tinta spray saindo pelos bolsos da mochila e reparo que sua calça jeans surrada está manchada de tinta também. Acabei de conhecer o autor da frase e melhor ainda, sua teoria.

Enquanto descia as escadas da estação assimilei as falas daquele garoto desconhecido. Quantas vezes não fiz coisas só para que me notassem? E muitas das vezes elas nem eram extraordinárias, tipo sentar na cadeira em frente a da professora para que ela me notasse ou me arrumar um pouquinho melhor para aquele garota que trocou olhares comigo durante uma aula inteira na faculdade...

O rapaz tinha razão, as garotas simples e comuns são tão legais quanto as extraordinárias. Nós não precisamos tocar piano, cantar super bem ou escrever melhor do que poetas clássicos, há uma "extraordinariedade" (acho que essa palavra nem existe!) que já nasce em nós. Tocar um instrumento exótico, ler histórias densas ou saber tudo sobre beleza e bem estar físico, não fazem uma garota melhor do que outra.

Me diz se tirar forças de onde se parece impossível para se levantar depois de um tombo, não é algo grande? Quantas garotas por aí lutam com momentos depressivos, com bulimia, anorexia e tantas outras doenças que sugam seu corpo e alma? Enquanto essas garotas lutam para ficar de pé ninguém as vê, ninguém sabe, mas isso só as faz crescer ainda mais por dentro (ou não, infelizmente às vezes elas não conseguem chegar lá). Meninas e mulheres que tem que lidar com o desprezo dos pais ou com da sociedade em geral, muitas delas conseguem se descobrir mesmo em meio a tanta dificuldade e lutar por si mesmas. Meninas que nunca receberam nada de mão beijada na vida e após tantas lutas vão alcançando seus sonhos... Essas garotas afagam meu coração!

Não precisamos que filmes, livros ou textos nos digam o quanto somos extraordinárias, precisamos ter essa verdade semeada em nosso coração e regá-las todos os dias, para que sejamos capazes de tornarmos mulheres fortes e decididas, mulheres que inspiram outras mulheres. Queremos mover o mundo, queremos lutar para sermos aceitas, queremos ter tanto direito na sociedade quanto os homens, mas não lutamos primeiro para reconhecermos o quanto nós mesmas somos tão importantes e grandiosas (mesmo que ninguém mais perceba isso, nós somos!). Precisamos acabar com as hierarquias que existem dentro da nossa "classe", somos mulheres, somos - deveríamos - ser todas iguais.

Garotas "comuns" não se esqueça, vocês são extraordinárias! E acredito que Deus veja vocês, o tempo todo!

Até que sair naquela sábado de manhã foi bem melhor do que imaginei que seria. A primavera e suas peripécias.

***

Este texto é apenas um conto, não foi nada de extraordinário, foi apenas fruto de uma sexta-feira pensante, mas ele está carregado de uma verdade que acredito e gostaria que ela te ajudasse um pouquinho também. 

Quando a sua cabeça é cheia de vozes...



Não tenho certeza se você já passou por isso, mas acredito que há uma grande possibilidade de ter acontecido sim. Sabe quando tudo está silencioso? Talvez numa madrugada de sexta para sábado, seu computador está desligado, sua playlist pausada e as luzas estão todas apagadas. Todo mundo dorme na sua casa, menos você. Por que? Porque diferente de tudo a sua volta, na sua cabeça há um milhão de vozes falando ao mesmo tempo! Você não é maluca por isso, fique tranquila! Mas essas vozes podem fazer um mal danado. Vou ressaltar que não estou falando de vozes espirituais, não tenho conhecimento no assunto para falar sobre, mas sim das vozes produzidas por sua própria mente e pelas pessoas a sua volta. Tudo que você ouviu ou pensou durante o dia começa a ganhar vida durante a noite, não é? 

No meu devocional de hoje, Max Lucado me lembrou dessas vozes e da diferença que há entre elas, algumas são positivas enquanto outras são terrivelmente negativas. Já ficou sem dormir depois de lembrar que o Enem está chegando? Da última vez que fiz a prova, passei as noites de sexta e sábado, do fim de semana do exame, praticamente em claro. Já surtou com a escolha de curso que você fez? Não é raro perder o sono ao pensar na vida após a faculdade ou ao refletir sobre seu atual relacionamento amoroso...

Além de lidar com nossas próprias dúvidas temos sempre que reservar um tempo para aquilo que ouvimos dos outros. Por exemplo, há alguns dias, em uma aula que faço com outros alunos de licenciatura, além de História, ouvi um garoto de Matemática dizer: "Ah, História não exige muito, o cara só precisa saber ler e interpretar." Cara, isso é só? Não falei nada com o garoto, não costumo me estressar com facilidade e nem gosto na verdade, mas isso foi horrível de ouvir. A opinião dele me deixou triste, não pela escolha de curso que fiz, mas por ele não ter respeito pela profissão dos outros. E se me virasse para ele e dissesse: "Ei cara, e você que só decora fórmulas? Você sabe que nem um terço das suas turmas vão dar atenção para a sua aula, né?" (Espera que o veneno está escorrendo aqui rsrs Perdão Senhor!) Mas enfim, só contei tudo isso para ilustrar o meu ponto.

O que o garoto disse não me deixou triste em relação ao meu curso, mas o pessimismo de certas pessoas sobre as escolhas que nós fizemos sobre as nossas vidas são dolorosos de se ouvir. E por mais que você diga: "Eu não ligo para o que fulano diz!", você acaba ligando em certo nível. 

Essas vozes são muito sérias, elas podem determinar o seu dia. Como Max Lucado diz: "As negativas enchem sua mente de dúvida, amargura e medo. As positivas fornecem esperança e força." Se dermos atenção a tudo, tudinho mesmo, que ouvimos podemos ser levados a fazer coisas que vão contra nossa própria vontade só para agradar alguém. Ressaltando que tem gente que fala coisas por bondade, que conversa com a gente buscando ajudar, mas tem aqueles que infelizmente só querer atrapalhar. 

Mas então, o que podemos fazer em relação a isso? Não dá pra ir no mercado e comprar um filtro de vozes. Ainda não inventaram isso. Também não funciona só se dizer: "Maria, não escute mais essas vozes! Não dê mais atenção a elas, entendeu?" Não é tão simples assim. Mas Max me ensinou uma coisa hoje que tenho que compartilhar com você! 

Em II Coríntios 10:5, na parte b do versículo, Paulo diz: "[...] e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo." Se você ler os versículos anteriores, entenderá que Paulo está dizendo que nós cristãos devemos lutar contra todos os argumentos e pretensões que se põe contra o conhecimento de Deus, ou seja, você pega todas essas opiniões que te cercam e não as deposita em seu coração, mas sim as coloca diante de Deus. Você faz do pensamento prisioneiro e o coloca diante de Deus para que o pensamento se torne obediente a Deus. 

Com isso aprendi que posso pegar todas essas vozes que rodam a minha cabeça e entregá-las nas mãos de Deus. Antes de acreditar, de me colocar em dúvida ou deixar que os meus princípios simplesmente caíam, posso chamar meu Melhor Amigo e contar tudo a Ele. Você pode contar a Deus sobre a confusão que está acontecendo dentro de você desde aquele preconceito que sofreu, pode falar sobre as dúvidas da vida profissional e as da vida espiritual. Pode falar do quanto fica triste pelo pessimismo que tem batido à sua porta e pedir força para superá-los. Deus está com você. Você sabe disso, não sabe? E por mais que Ele já saiba tudo o que tem acontecido, Ele deseja que vocês conversem, como Pai e filha, como grandes amigos. Conversar ajuda. 

Dar permissão para um pensamento negativo pode te impedir de fazer coisas extraordinárias, independente de qual área da vida estejamos falando. Talvez a opinião de alguém seja capaz de por para baixo aquele sonho maravilhoso que você tem! Talvez você mesma fure a vida ministerial que Deus tem para você por causa das dúvidas que surgem em sua cabeça e que você não tem coragem de obter respostas. Você pode se tornar alguém doente por causa da sua própria opinião ou as de outras pessoas sobre a sua aparência... Nós não percebemos o quanto as palavras tem poder e acabamos deixando entrar em nosso coração qualquer frase com um sujeito. 

Pense no seu coração como uma casa, você deixa qualquer um entrar nela? Você deixa que as visitas façam o que elas querem? Seu coração é um lugar tão importante quanto seu lar e merece ser guardado. Não deixe que qualquer pensamento entre, não deixe que seu interior seja bombardeado com ideias pessimistas. Se um pensamento novo bater a porta apresente-o a Deus e conversem sobre ele. Pensamentos negativos só tem poder para te deixar ainda mais para baixo. Já viu alguém dispersar com congestionamento com uma série de lamúrias? Não precisamos murmurar o tempo todo nem nos prender as lamúrias dos outros! 

"Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida." 
(Provérbios 4:23)

Saudades do lar




Há algumas semanas as pessoas deixaram de dormir mais cedo ou de fazer as suas atividades rotineiras de um domingo à noite para assistir o eclipse e a lua ficar vermelha. Antes, durante e depois do fenômeno natural cristãos usaram a internet para falar sobre a volta de Jesus, enquanto outras pessoas diziam o quanto somos neuróticos e não sabemos assistir a um evento qualquer da natureza sem dizer que o fim do mundo está próximo... Mas tudo isso não é o objetivo do texto, na verdade esses acontecimentos me levaram por outros caminhos e me fizeram perceber que devo sentir saudades de casa.

Não estou falando do meu lar terreno, é claro que sinto saudades da minha casa, gostaria muito de poder ter tomado o café da tarde com minha mãe e minha irmã hoje, mas a saudade - que é motivo deste texto - é a do nosso lar celestial. O céu é casa, sabia?

Quando olhamos para o céu o que sentimos? É apenas uma imensidão azul com nuvens de algodão? Ou o playground dos passarinhos e as rotas invisíveis dos aviões? Para mim sempre foi uma forma de olhar para o Senhor. Olho para as nuvens e O imagino lá em cima, olhando de volta para mim. O céu sempre foi um portal de comunicação pra mim, meio louco eu sei. O que percebo em mim é que quase nunca estou pensando e sonhando com o céu, sabe? Talvez você perceba isso em si também. Nós sabemos que iremos para lá um dia (eu creio, você também, amém?), sabemos que além da imensidão azul está o trono do Rei dos reis, mas será que temos pensado, sonhado e falado sobre o céu o suficiente? 

Marcela Taís, em uma das suas canções traz uma frase que retrata muito sobre a essência deste texto, "Por que pararam de falar do céu? Estamos amando muito essa vida daqui." E é verdade. Analise sua vida, analisarei a minha também. Enquanto crescemos aprendemos que é importante ir para a escola, ter boas notas, passar numa boa faculdade, ir bem nela, conseguir bons empregos, conseguir uma pessoa legal para casar e formar uma família... E entre tudo isso começamos a amar tudo o que nos envolve, uns amam os estudos, a vida acadêmica, outros amam carros, fotografias, livros, flores. E nós nos apegamos tanto a essa vida daqui que quando pensamos na volta de Jesus ficamos tipo assim: "Mas Jesus eu ainda não terminei a faculdade, nem conheci meu namorado! Jesus eu quero casar e ter filhos primeiro!" e mais uma lista enorme de coisas. Como se Ele tivesse que esperar o nosso tempo certo... Olha, não estou falando que essas coisas são ruins, ter metas na vida é maravilhoso e é o que nos faz avançar, mas precisamos colocar o Reino de Deus acima de tudo isso. Me pergunto: se Jesus voltasse agora eu estaria pronta para ir? Abro mão com facilidade de tudo o que tenho, que almejo e que sonho em ter para ir para o céu? A minha resposta é sim, quero que seja sim, vou lutar para que seja sim. 

Não devemos olhar para o céu como o escape dos lagos de fogo e da dor eterna, não devemos aceitar Jesus só para escaparmos, acho que nem funciona amigo. Devemos olhar para o céu como a nossa casa, a volta para casa. É como a história do filho pródigo, sabe? Ele retorna para o lar, volta para os braços do seu pai. Subir aos céus com Jesus será viver com Deus sem necessidade de mais nada, sem dor e sem lágrimas, será o amor puro. Será viver lado a lado dos nossos irmãos, será viver o Reino de Deus. É o encontro da obra com o Criador e é realizar eternamente o nosso maior chamado: adorar ao Senhor. 

Infelizmente nos apegamos demais a este mundo e nos esquecemos que estamos aqui apenas de passagem. Jesus mesmo disse em João 17:14 "pois eles não são do mundo, como Eu também não sou." Nos acomodamos tanto que o céu não passa de um lugar azul, que fica quente ou frio demais, nos esquecemos da nossa identidade celestial, que não nos foi dada por mérito próprio, mas pela grandiosa graça de Deus. Ainda em João, só que no capítulo 14, Jesus fortalece seus discípulos mostrando que eles não precisam ficar temerosos quanto ao futuro, "Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu teria dito a vocês. Vou preparar lugar para vocês. E, quando eu for e preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver. Vocês conhecem o caminho para onde vou." (vs. 1-4)    

Jesus é o caminho, o guia para a nossa volta para casa. Um dia, as portas do céu se abrirão para nós e poderemos finalmente conhecer pessoalmente, cara a cara, Aqueles que sentimos, cremos e por quem vivemos. Minha mãe costumava imaginar comigo, quando eu era criança, como as coisas poderiam ser lá em cima, nós imaginávamos ruas de ouro, um lugar tão claro, tão luminoso que os olhos humanos não suportariam, pensávamos em pessoas andando para lá e para cá, rindo, inteiramente felizes e completas ali. Tentava imaginar os momentos de adoração e o que mais poderíamos fazer lá em cima... Bom, acho que preciso de uma dose diária desta saudade, para não deixar que ela se perca com o dia a dia, sabe? Preciso manter o desejo de voltar para casa vivo! Espero que esse desejo seja imenso em você e que ele ganhe vida todos os dias. 

"Em breve você estará em casa também. Talvez você não tenha notado, mas está mais perto de casa do que já esteve antes. Cada momento é um passo dado. Cada suspiro é uma página virada. Cada dia é um quilômetro caminhado, uma montanha escalada. Você está mais perto de casa do que jamais esteve. 
Antes de notar, a hora da sua chegada terá chegado. Você descerá a rampa e entrará na cidade. 
Você verá rostos que esperam por você. Ouvirá seu nome falado por aqueles que amam você. E, talvez, apenas talvez - lá atrás, por trás das multidões - aquele que preferiu morrer a ficar sem você removerá as mãos perfuradas de dentro de suas vestes e aplaudirá." (Max Lucado)


Eu amo bacon - Um tapa na cara dos falsos amores

Hoje em dia, ama-se tudo. 
Amamos o céu estrelado, ou um dia de Sol quando vamos a praia. Amamos sorrisos, cabelos, ou ainda nossa própria vaidade. Amamos músicas e os solos que os caras fazem nelas. Amamos lugares, países, culturas, e trejeitos peculiares de pessoas. Amamos letras, perfumes, textos, olhares escritos, palavras não ditas, aromas imaginados.  Amamos sorvete e batata frita. Amamos o mistério ou ainda a ousadia. Amamos cachorros, gatos, programas de TV e filmes. Amamos hamburguer e bacon. Nossa geração ama essas coisas e outras ainda não citadas. Hoje em dia muitas pessoas falam de amor ou melhor, dizem que amam. Parece que vale tudo em nome do amor no século XXI. Mas, será? Não questiono se vale tudo em nome do amor, minha pergunta é se o que dizemos que é amor de fato assim o é. 


Num dia dizemos "Eu amo bacon", no mesmo dia encontramos nossa mãe ou namorada e dizemos " Eu te amo!" Uaoo, comparei minha namorada ao bacon. (hahahaha, em outras palavras a igualei). Você garota conhece um rapaz hoje, conversam um pouco no whatsapp e pumba! Está amando em menos de 24hrs.

O mundo pode definir e defender o amor nestes termos, mas fato é, que a Bíblia oferece uma perspectiva diferente sobre o amor. A verdade é que esse tipo de amor pelas coisas, ou esse amor fastfood/vapit vupit -só revela um amor caído que pensa em si mesmo e fora de controle, já nas definições de Deus o amor pode ser tão surpreendente quanto um tapa na cara. Gosto de usar o termo, amor de microondas. Temos preguiça as vezes de ligar a chama do fogão, e esperar aquecer. Então ligamos o microondas e pronto, em 2 minutos está quente. Mas, do mesmo jeito que esquentou rápido, esfria rápido também.

O mundo nos leva a uma tela prateada passando imagens de paixão, sexo e romance, com trilha sonora melancólica, e enquanto assistimos, a mensagem subliminar é: - Isto é amor.

Deus nos leva ao pé de um tronco em que um homem nu e sangrando está pendurado e diz: - Isto é amor.

Deus sempre define o amor apontando para o Seu Filho, A Palavra tornou-se carne e viveu entre nós para nos dar um ponto de referência, um exemplo vivo e revolucionário do amor verdadeiro. E o antídoto de Cristo para o veneno do amor centrado em si mesmo é a cruz. “Se alguém quiser vir após mim,” disse Jesus, “negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Mateus 16:24)

Cristo ensinou que amor não é para a realização de si mesmo, mas para o bem dos outros e para a glória de Deus. O verdadeiro amor é abnegado. Ele dá; ele sacrifica; ele morre para as suas próprias necessidades. “Ninguém tem maior amor” disse Jesus, “do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. “ (Jo 15:13) Ele sustentou as suas palavras com as suas ações - Ele deu a sua vida primeiro por todos nós.

Vejo isso em minha mãe todos os dias, e há muitos anos sou surpreendido por esse tipo de cuidado. Quando perdi meu pai aos 5 anos de idade, minha mãe jamais nos deixou ter necessidade de nada, e em tudo que podia, dentro das suas possibilidades ela sempre nos priorizou. Muitas deixando de comer um pedaço de carne para nos dar, ou ainda deixando de comprar para si, para dar aos filhos. O amor passa pela peneira do sacrifício. 

Cristo também mostrou que o amor verdadeiro não é medido ou regido por sentimentos. Ele foi para a cruz quando todas as suas emoções e instintos em seu corpo diziam para ele se afastar. Você já leu o relato de Jesus orando no Jardim do Getsêmani? Ele claramente não teve sentimentos que o incentivaram a enfrentar os espancamentos, ser pendurado na cruz e entregar a sua vida. Mas Ele colocou os seus sentimentos diante do Pai, se entregando à vontade do Pai. Os sentimentos de Jesus não foram o teste do Seu amor e nem foram o Seu senhor.

Cristo quer que tenhamos a mesma atitude nos nossos relacionamentos. Ele não disse: “Se vocês me amam, vocês sentirão uma gostosa e continua emoção religiosa.” Ao invés disso Ele nos diz: “Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos.” (Jo 14: 15) O amor verdadeiro sempre se expressa em obediência à Deus e em serviço aos outros.

O exemplo de Jesus também nos mostra que o amor está sob o nosso controle. Ele escolheu nos amar. Ele escolheu entregar a sua vida por nós, tendo todos os motivos para desistir e pular fora do barco. O perigo de acreditar que você é tomado por uma paixão é que da mesma forma, inesperadamente, você pode perder todo o amor. Vipit Vapit. Do mesmo jeito que vem, vai. Num dia você "ama" e no outro não ama mais. Você não fica contente pelo fato do amor de Deus não ser assim tão imprevisível? Não é bom saber que o amor de Deus está sob o Seu controle e não é baseado em caprichos do momento?

Já pensou se nas vezes em que eu falhei com ele, Deus virasse para mim e dissesse "Não te amo mais, fique aí só!". Eu nem estaria mais aqui, tenha a certeza disso.

Precisamos descartar esse conceito errôneo de que o amor é uma “força” estranha que nos joga de um lado para o outro como folhas ao vento contra a nossa vontade. Não podemos justificar fazermos aquilo que sabemos estar errado dizendo que o “amor” nos pegou e “fez” com que nos comportássemos irresponsavelmente. Isto não é amor. O amor é responsável. Ao invés disso, é o que a Bíblia, em l Ts 4:5, chama de paixão de desejo desenfreado. Nós expressamos o amor verdadeiro em obediência a Deus e no serviço aos outros - não com um comportamento descuidado e egoísta - nós escolhemos estes comportamentos.

Vejo muitas princesas por aí, que se submetem a namorar caras que não dão a mínima para elas. Ficam apaixonadas por meninos que só querem momentos de curtição. Caras sem perspectiva de vida, sem esforço pelo trabalho, com corações vagos e omissos nas responsabilidades do relacionamento. Homens que usam essas meninas para o seu próprio prazer e no momento em que elas mais precisam - como em uma gravidez - eles caem fora. Se você não quer ser mais uma na vida de alguém, espere em Deus. Guarde seu coração com todas as suas forças e só abra quando de fato você perceber que Deus lhe trouxe um filho dele que te fará ser unica no planeta.

Guarde isso no seu coração. O amor verdadeiro passa pelo crivo da renúncia e do sacrifício. Quem ama luta por você, investe na tua vida e procura sempre o seu bem. 
Termino esse texto com a citação do apóstolo Paulo em Efésios 5:25

"Maridos, cada um de vós amai a vossa esposa, assim como Cristo amou a sua Igreja e sacrificou-se por ela..."



Você gosta de bacon. Amor mesmo... você só tem por aqueles das quais você entregaria sua vida sem olhar para trás. Deus tem para você uma pessoa com esse nível de amor. 

Um grande abraço,
Andy

Sobre a Expo Cristã e Concurso de Capas do Livro



Preciso folhear um dicionário à procura de palavras que estejam à altura deste fim de semana, talvez algo como inenarrável ajude... Como disse semana passada, a UPbooks me convidou para ir à Expo Vale Cristã para começarmos a divulgação do "Princesas Adoradoras: Um chamado a para a Realeza", que será lançado até dezembro. E por mais simples que pareça ser não é! Pense no seu maior sonho, naquele que só você e Deus conhecem. Ele é meio impossível né? Você não vê meios para fazê-lo se tornar realidade e sua única opção é compartilhá-lo com Deus, e sonhar juntinho dEle... Pois bem, esta é a melhor decisão que você poderia fazer. 

O meu sonho de lançar um livro era um segredinho meu, da minha mãe e de Deus, e não foi que Ele fez? Num dia triste, que eu tinha perdido algo que era muito importante pra mim Ele me apresentou ao Pastor Eneas (Editor da UPbooks) e cinco meses depois o pastor me perguntou se eu não queria lançar um livro. Deus não é demais, gente? Ele cuida tanto da gente que está de olho nos mínimos detalhes! Por isso esse fim de semana é tão indescritível pra mim, porque finalmente tudo começa a ganhar vida num quadro que Deus vem trabalhando incessantemente. Tudo começa a se tornar real, palpável, sabe?  



Além de toda parte divertida, ficar num hotel sozinha, pular naquela cama branca e macia (só faltou uma boa música para o momento!), conhecer um novo estado e fazer novos amigos, tive a oportunidade de levar o nosso trabalho a outras meninas. Apresentá-las ao universo do Princesas Adoradoras foi maravilhoso e contagiante, e me deu uma certeza: o que eu quero fazer da vida é semear a fé e ajudar outras pessoas a se achegarem cada vez mais ao jardim de Deus! 

Enquanto entregava panfletos apresentando o blog e o livro para as meninas que compareceram aos três dias de evento em que estive presente, vi pessoas se encantarem com a ideia do blog, meninas que nunca me viram na vida me deram o maior apoio e tantas outras ficaram muito interessadas! Soube que na quinta-feira (eu não estava lá nesse dia), que após uma família chegar ao estande da nossa editora a filha do casal depois de ver o banner do blog virou pra mãe e falou: "Mãe, eu sigo esse blog!" Ah garota, você não sabe o quanto isso me faz feliz! É incrível saber que algo que eu produzo aqui no meu quarto, no meu velho notebook, tem alcançado vidas que estão tão distantes de mim e que de alguma forma tem as impactado também. Obrigada pelo carinho, moça desconhecida! Você tem um lugar especial no meu coração! 

Como também disse semana passada, traria novidades a partir da feira e uma delas é a participação de vocês na escolha da capa! Nós selecionamos três modelos - que confesso não sei qual eu escolheria se a decisão fosse apenas minha - e vocês vão poder escolher uma dentre elas para ser a capa oficial. O concurso das capas acontecerá em nossa Fanpage, até o dia 10 de Novembro, e conto muito com a participação de vocês! 

Estes são os três modelos concorrentes:




A nossa ideia para o livro era justamente juntar a essência do blog em um lugar só, em que você pudesse recorrer com mais facilidade e sentir o delicioso cheirinho das páginas amarelas. Como não canso de dizer por aqui, nós somos filhos de Deus, consequentemente se o seu Pai é um Rei, você faz parte da realeza, certo? Talvez em teoria, mas nem sempre no coração. Minha ideia é justamente te fazer um convite para fazer parte dessa realeza celestial, quero apresentar pra você sua identidade de princesa e te ajudar com algumas decisões e atitudes importantes do dia a dia. O livro seguiu a temática descontraída do blog e tem até um capítulo bônus pra quem gosta de ler contos (ops! era segredo). 

Espero muito, oro muito, para que esse não seja um livro qualquer, mas que ao entrar na sua casa ele cause uma boa mudança. Que através dele o Espírito Santo aja em sua vida e você se torna cada vez mais uma princesa do Senhor! Amém?

Então recapitulando, o concurso acontecerá lá na página e você poderá votar até o dia 10 de novembro! Gostou de uma capa e quer muito que ela ganhe? Apresente o blog para suas amigas e coloquem elas pra votar também! O livro foi feito para o coraçãozinho de vocês, nada disso estaria acontecendo se vocês não estivessem sempre por aqui, então gostaria de verdade que vocês fizessem parte de mais este passo na minha vida! Muito obrigada por tudo, meninas!

Paizinho, o Senhor sabe o quanto estou grata né? Não vou parar de rir nunca mais :D

Ah meu Deus!! É verdade tudo isso mesmo? o.O 

Princesas Adoradoras na Expo Vale Cristã



Hello Outubro! O ano está correndo tanto que nem consegui me despedir de setembro, mas ainda bem que tem muita coisa boa pra acontecer até o dia 31 de dezembro! E o décimo mês já começa com coisa boa, hoje tem início lá em São José dos Campos a Expo Vale Cristã, é uma feira que reúne cantores, pastores, estandes de editoras cristãs, produtoras musicais e de filmes, e muito mais... E o mais legal de tudo (pra mim pelo menos rs) é que estarei na feira nesta edição!

Há alguns dias fiz um post anunciando o lançamento do meu livro e hoje quero convidar você que é de São José dos Campos e região para dar uma passadinha na feira e quem sabe esbarrar em mim? A Editora UPbooks, me convidou para estar na feira, precisamente sábado e domingo, para começarmos a divulgação do livro, então as novidades vão começar a sair do forno!

Já de malas prontas e coração louco para pegar a estrada, vou compartilhar com vocês o que descobri que tem feira até agora!

1. Shows e Seminário


De quinta à sábado os shows começam às 19 horas e no domingo tem seminário do Eu Escolhi Esperar a partir das 09 da manhã. O seminário é gratuito, basta pagar os 5,00 de entrada da feira.

2. Estandes



Você gosta de livros, cds, camisas e toda aquela infinidade de coisas fofas que geralmente adoramos comprar? Uma parte da feira é totalmente dedicada a esses artigos, além dos estandes da editoras terem seus autores - pelo menos a UPbooks vai levar alguns dos seus :D. Na foto você pode conferir alguns dos expositores. 

3. Workshops e Seminários

Haverão várias palestras com homens e mulheres de Deus que vão compartilhar o que o Criador tem feito em Suas vidas e ministérios. Sempre é bom aprender um pouquinho, né?

Por enquanto, o que eu sei que tem são apenas essas poucas coisinhas (que não tem nada de pouco, né?), mas sinto que serei surpreendida rs Assim que voltar conto mais detalhes sobre a feira! E você pode acompanhar tudo pelo Instagram do nosso blog, @princesasadoradorasoficial. Lembrando que informações sobre o lançamento do livro sairão neste fim de semana, você não pode perder! 




Beijos, 

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Bom dia, princesa

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