Pequenas alegrias

sábado, novembro 21, 2015




No início deste mês rolou um desafio no grupo Irmandade de Blogueiras, em que nós aceitávamos o desafio de alguém e criávamos um desafio para ser aceito por outra pessoa... Aceitei os desafio do blog Profano Feminino, que propôs que eu escrevesse sobre "Pequenas Alegrias". A ideia da brincadeira era postar naquela primeira semana de novembro, só que como contei na última segunda-feira passei por alguns dias tendo dificuldade para escrever, e só me dediquei a este pequeno desafio quando realmente estava pronta para escrevê-lo, aí acabou saindo isso daí, oh!  

Pequenas Alegrias

Acordar com a chuva batendo no telhado. Trocar o fiel café por uma xícara de chocolate quente e uma porção de biscoitos amanteigados. Poder passar a tarde chuvosa vendo uma série ou um daqueles velhos filmes românticos, que apesar de clichês ainda fazem com que ela sonhe com o amor. Trocar o velho par de All Star por pés descalços em um chão gelado, e ao invés de passar a noite estudando, ler aquele livro que está na cabeceira há semanas, gritando por ela.

Ganhar um bom dia simpático do cobrador do ônibus, ver crianças sendo simplesmente crianças, enquanto fazem de um pneu um balanço ou quando elas passam na janela de um ônibus fazendo careta pra você ou rindo do que viram... Lembrar de quando ela própria podia sentar em um balanço no parque, as mãos da sua mãe tocando suavemente as suas costas, enquanto ela pedia pra ir cada vez mais rápido, porque queria tocar o céu...

Lembrar do pai a ensinando a por o braço para fora da janela durante uma viagem de carro, para sentir a pressão do vento, e da mãe brigando ao dizer que os dois perderiam seus braços. Começar a rir do nada ao recordar de como sua irmãzinha aos três anos foi malévola ao acordá-la jogando uma embalagem de desodorante na testa dela. Contar os dias no calendário para a chegada das férias e finalmente poder voltar para casa. 

Receber um elogio de alguém que a ama. Ganhar um abraço e um beijo na testa sem motivo algum. Passar o dia de pijama e lavar os cabelos num dia quente. Acordar cedo para ir para a praia, correr pela areia e mergulhar nas águas cristalinas. Enquanto está submersa ver os raios de sol infiltrando o mar provocando pequenas linhas cristalinas na água. Submergir ao chamado da luz. 

Deixar que o balanço das ondas a faça lembrar de alguns dias de verão do passado: o dia em que ela e os amigos alugaram várias boias gigantescas durante todo o dia, cada um juntando as moedas e pagando por uma boia de cada vez, durante uma excussão ao litoral; a primeira viagem que fez com as melhores amigas para uma cidade litorânea, em que ficavam até tarde da noite sentadas na areia fria conversando, tomando sorvete e ouvindo música.

Passar alguns minutos há mais acordada só para admirar a lua cheia. Ficar na varanda da casa da avó no interior, cercada por pés de café e mata, bem no meio do nada, e poder assistir ao espetáculo do céu estrelado sem as luzes da cidade para atrapalhar. Não poder ver as montanhas em volta da cidade por causa das nuvens baixas, da chuva fina e da neblina. 

Comer bolo de fubá feito pela vovó, explicar os seus filmes favoritos para o avô e ouvi-lo difamar Crepúsculo: "isso não é coisa para ver menina! Um vampiro? Cruzes, menina." Lembrar do seu amor bobo e sem lógica por vampiros, ah como a adolescência foi intrigante! 

Ir dormir todas as noites agradecendo a Deus por mais um dia, adormecer enquanto conversa com Ele... Ver o cuidado dEle nas pequenas coisas do dia, seja abençoando a saída dela de casa, realizando sonhos que apenas Ele e ela sabem ou quando Ele a usa para a Sua obra. 

E essa, hoje jovem mulher, descobriu desde menina, enquanto caminhava entre árvores e flores, se imaginando uma Indiana Jones feminina ou soltava sua imaginação em cartolinas com giz de cera, que a maior alegria é aquela que surge do nada, nas coisas e momentos mais simples. O melhor sorriso não é aquele dado para a câmera, as fotos mais divertidas e cheias de história são as tiradas de surpresa, lembra daquela foto que a sua mãe tirou de você com seus melhores amigos sem ninguém esperar? Então! As gargalhadas mais marcantes são aquelas que fizeram a barriga doer e lágrimas brotarem do nada. E uma das melhores alegrias para essa moça são os sorrisos que surgem, Deus sabe de onde, após momentos difíceis...

As pequenas alegrias colorem a vida.   



***

E pra vocês, quais são suas pequenas e adoráveis alegrias? 
Me conta antes de sair, já é mais uma alegria simples (mas importante) pra minha lista!

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2 Comments

  1. Pior que é bem o que tu disse, as pequenas alegrias estão nas pequenas coisas que muitas vezes nem ligamos, mas que nos marcam para sempre.
    Abraços!
    http://umaleituraqualquer.blogspot.com.br/

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  2. Gostei do projeto e do seu texto, as vezes passa despercebido as pequenas alegrias do nosso dia a dia!

    Beijos


    http://orangelily.com.br/

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