[+QP] A garota do cinema



Há uma semana estava sentado diante de um computador, uma caixa de dinheiro e um vidro que me separava do resto do mundo. Preso em uma sala minúscula, que só era habitável por causa do ar condicionado que vinha se arrastando da cantina do cinema, o tempo só corria quando o horário das sessões se aproximava e a fila se formava, me obrigando a contar trocos e imprimir ingressos corretos, o mais rápido possível. O cheiro da manteiga, o barulho do milho se transformando em pipoca e o reflexo da máquina de refrigerante na tela do meu computador faziam meu estômago dar nó e a vontade de ir para casa aumentar, mas sem aquele emprego não teria dinheiro o suficiente para a faculdade tão cedo e continuaria a ouvir o meu pai dizendo que todos os meus irmãos cresceram, exceto eu.

Estava entediado, chutando o piso com o bico do tênis e relendo pela milésima vez as sinopses dos filmes em cartaz, quando uma voz simpática chamou minha atenção com um simples “boa noite”. Fitei seus olhos castanhos, redondos como bolas de gude, com cílios grandes também, que exalavam expectativa e curiosidade.

– Ainda tem ingresso para “Antes da Meia-Noite”?

– Todos os ingressos são para antes da meia-noite. – sorri para ela. E ela sorriu de volta. Milagre, minhas piadas são sempre detestáveis.

– Não é isso. – ela ainda sorria –, ainda tem?

– Tem sim! – ela suspirou de alívio e fiquei curioso em por que aquele filme era tão especial para ela. – Quantos vai querer?

– Um só! – ela cantarolou enquanto me entregou o dinheiro e sua carteirinha de estudante.

Luara. Este era o nome dela. Como a fila crescia não pude fazer uma piada idiota se quer. Ela agradeceu e se foi. Parecia uma garota tímida e decidida, mas o que adiantava continuar imaginando características para ela? Éramos estranhos e assim continuaria.

Desde criança rostos parecem ímãs para mim, alguns simplesmente se destacam na multidão e sobrevoam minha cabeça de tempos em tempos, por isso quando a garota dos olhos grandes e castanhos voltou no mês seguinte não precisei de muito para reconhecê-la. E o mesmo aconteceu nos meses seguintes, algumas vezes mais, outras menos. Sozinha ou acompanhada. Animada ou tristonha, até mesmo apaixonada. Com o tempo, mesmo trocando frases curtas e obvias entre um bilheteiro e uma cliente, seu sorriso conseguia fazer o meu estômago ter seus rotineiros nós desfeitos e feitos de novo, de um jeito bem mais agradável. Seu rosto invadia minha mente enquanto tomava café em uma cafeteria que ficava em um corredor menos movimentado do shopping. Seus desejos de que minha tarde ou noite fossem boas soavam tão sinceros que defini-la como simpática não era difícil.

Quando vinha acompanhada, ela e os amigos chegavam mais cedo e passavam um bom tempo conversando. Ela parecia ter sempre uma história para contar, fazia os amigos rirem e ela gargalhava junto até ter lágrimas nos olhos. Sozinha, ela se entretinha com música e livros. E foi observando-a passar as páginas dos seus livros tão rapidamente, tão concentrada na história e desligada do mundo, enquanto arrumava a franja sem parar e tomava sempre o mesmo sabor de Milk-shake que descobri que segurar as mãos dela enquanto caminhávamos pelo shopping era tudo que queria!

Os meses foram passando, consegui o suficiente para as mensalidades dos dois primeiros  semestres, poderia procurar um novo emprego e começar a estudar a noite, mas agora a manteiga não mexia com meu estômago nem o barulho da pipoca incomodava, queria continuar naquela salinha, controlando ingressos pelo computador e vendo a diversão das pessoas pelo vidro. Além da morena de olhos grandes claro, a melhor estreia do mês! Só que três anos correram e enquanto minha imaginação criava centenas de cenas em que eu a convidava para tomar um café, ela me via apenas como o bilheteiro, o cara atrás do computador que lhe daria os ingressos para a sua diversão.

Ficar assistindo a vida passar não dava, talvez estivesse certo desde o início: não passaríamos de estranhos! Acabei encontrando um estágio pela faculdade e começaria dali duas semanas. Iria trabalhar apenas mais uma semana e pronto, adeus cinema!

Sem nada a perder digitei o nome completo dela – que ainda sabia de cor – no Facebook e passando por uma foto e outra, uma acabou se destacando, havia sido publicada há pouco mais de três semanas. A morena do sorriso simpático estava ladeada por outras duas mulheres, e as três usavam uma blusa vermelha, com o nome de uma loja de sapatos em dourado no cantinho da blusa.

– Ainda babando nessa garota, Gu? – Carlos, aproveitando que a cantina estava vazia enfiou a cara na porta e bisbilhotou o computador.

– Que tal ir checar se as suas pipocas não estão queimando? – falei fingindo mau humor. 

– As suas pipocas que vão sair do ponto se você não tomar uma iniciativa logo! – Carlos disse enquanto voltava para a cantina. 

Ele tinha razão. Quando foi a última vez que convidei uma garota para sair? Levar Gabi ao cinema ou a pizzaria não contava, nós éramos amigos desde que usávamos fraldas. Então, minha resposta permanece como nunca. Não ia perder muita coisa se convidasse alguém pela primeira vez.

Minimizei o sistema do cinema no computador, torcendo para que a gerente não aparecesse naquele momento e adiantasse minha saída do trabalho com justa causa ainda por cima, e abri o Google. Digitei o nome da loja e esperei pelos resultados. Havia dois endereços, duas lojas iguais na mesma cidade. Tinha 50% de chance de acertar a loja. Durante meu intervalo, bem no meio da tarde, desci ao primeiro andar do shopping e entrei em uma floricultura, mais difícil do que decidir enviar um convite, foi escolher as flores. Indeciso, segui o conselho “certeiro” da vendedora e comprei um buquê de rosas vermelhas. Era tudo ou nada.

Escrevi em um cartão:
Que tal um café?
Antes da meia-noite, claro!
Estarei no mesmo lugar de sempre.
- Do bilheteiro acompanhado das piadas idiotas.

Juro que passei as horas seguintes ansioso, sempre fui o cara quieto, que sem tomar iniciativa não tinha histórias amorosas para contar. Esse seria o primeiro e grande toco da minha vida! Daqui alguns meses, antes de uma prova de cálculo ou enquanto roubava as batatas do lanche da Gabi, contaria o quanto gastei com as rosas e como estava apaixonado por uma garota que não tinha conversado por mais que dois minutos em um único dia. Gargalharíamos do quanto fui um garoto idiota!

– Boa noite! – fui surpreendido pela voz simpática de novo e senti um nó se formando, desta vez no coração. Será que ela seria tão cruel e me daria um toco pessoalmente?

Tirei os olhos do computador e encontrei bem encostados ao vidro os grandes olhos castanhos, eles sorriam tanto quanto os lábios.

– Um café antes da meia-noite, por favor? – ela disse enquanto erguia o buquê de rosas até o nariz e aspirava o perfume.

Desta vez foi do meu peito que veio a inspirada e expirada profunda.

– Claro, senhorita! Espere só um minutinho.

Só precisei de uma nota de 50,00 para convencer Carlos a ficar no meu lugar, dobrando seu turno. Joguei o avental sei lá aonde, peguei minha mochila e deixei o cinema. Ela estava sentada em um das mesinhas da praça de alimentação, os olhos que até então pareciam enxergar algo de mágico nas rosas encontrou os meus e tive certeza do quanto, às vezes, valia a pena se arriscar.

– Luara, que prazer vê-la aqui! – apertei a mão dela e beijei sua bochecha.

– Fui surpreendida pelas rosas, Gustavo! – ela novamente as cheirou. Gustavo? Espera aí! Como ela sabia meu nome? – O crachá, sempre esteve aí! – ela respondeu notando a confusão que acontecia internamente, mas que meu rosto fez questão de revelar.

O crachá sempre esteve ali, menos agora! Ela tinha me visto! Nem o vidro, o computador ou as conversas curtas por causa da fila enorme tinham a impedido de me ver.

Entrelaçamos os dedos e caminhamos em direção a cafeteria. 

***

Tema: "Era só um trabalho. Três anos a assistindo por aquela máquina. E talvez uma parte de mim tenha se apaixonado por ela, porque eu queria que ela soubesse quem eu era. Até que ela soube."

Confira textos de outras participantes:


Este texto faz parte do Projeto Mais que Palavras, um grupo que se reúne no Facebook e traz propostas mensais para textos, contos, crônicas, etc., com a missão de tirar nós, (jovens que sonham em ser escritores), de sua zona de conforto e por em prática a atividade que tanto amamos. Para saber mais sobre o projeto basta clicar na imagem abaixo, você será redirecionado para o grupo do projeto.

[Escrita Coletiva] Uma carta para o meu último dia de 2016




Querida Thaís,

Na manhã do dia 1° de janeiro você foi surpreendida com um convite para passar o fim de semana na praia. Com o carro cheio de pessoas que você tanto ama e com o rádio ligado vocês curtiram a paisagem até chegar ao litoral. A praia, que ainda te encanta pela imensidão, corria ao seu lado. O vento, acompanhado pelo sal e pela brisa gelada, levou o seu pai a desligar o ar condicionado e a abaixar os vidros do carro, assim seus cabelos começaram a dançar por seu rosto como um espírito livre. Tomada pela sensação de liberdade, você desejou ser como um daqueles pássaros brancos que sobrevoam a praia ou já poder sentir a areia fina e gelada, encontrando seus pés rapidamente enquanto corria contra o vento. Tudo o que você queria naquele momento era que 2016 continuasse sendo surpreendente e que seu espírito fosse livre.

Livre da opinião alheia. Livre da pressão que as demais pessoas colocam em você para que seja sempre perfeita, para que não cometa erro algum. Livre da sua cruel mania de pensar tanto nos outros a ponto de esquecer-se de si mesma. Ah menina, você é tão importante quanto qualquer um deles, e deve cuidar do seu coração antes do dos outros. Espero que durante este ano você tenha se preocupado mais com você mesma, do que com o que os outros pensam de você. Espero que tenha sorrido mais vezes, e que tenha se reapaixonado por si mesma. 

Sei que após os momentos difíceis você notou que as coisas foram bem mais simples do que imaginava, e se no dia 31, hoje, as coisas estiverem apertadas, tenha calma, olhe para o céu, para o seu Pai que está lá em cima e respire fundo, todo nó pode ser desfeito, basta crer! 

Combinamos que não criaríamos metas para este ano, então quero que tire um tempinho e pense em todas as surpresas que foram reservadas para nós neste ano. Você alcançou degraus novos na escada da vida? Viajou por lugares novos e experimentou outros tipos de comida, café e sorvete? Foi mais leve e descontraída, e só foi azeda naqueles dias em que a cólica foi forte demais? Espero que sim, porque assim você desperdiçou apenas alguns dias. Leu muitos livros? Se apaixonou por outras músicas? Jogou muita conversa fora com seus melhores amigos? É melhor que tenha feito tudo isso, mocinha!

Só espero, de verdade, que tenhamos sido surpreendidas. Que gargalhadas profundas tenham saído do nada e que não tenhamos sido paralisadas pelo medo. Espero que você tenha visto mais o mar e que tenha mergulhado mais vezes, e que ao mergulhar tenha amado mais uma vez como a luz consegue atravessar a água, como se estivesse te buscando, te chamando para a superfície. Tomou seu chá de erva-doce e camomila mais por prazer do que para conter a ansiedade, né? Espero que não tenha se corroído por aquelas coisas tão pequenas que costumam nos incomodar tanto!

Várias outras coisas legais podem ter acontecido, se sim, parabéns para nós! Se este ano não foi "o ano", não tem problema. Você sempre valorizou os detalhes mais pequenos e no fim, esses são os mais importantes. Então, enquanto você lê estas palavras e faz sua própria retrospectiva do ano - com aquelas músicas internacionais de trilha sonora -, sorria ainda mais e seja feliz por estar concluindo mais uma etapa da sua vida. Como mamãe costuma dizer: jamais viveremos o dia de hoje outra vez, o que passou, passou, então aproveite o dia 31 de dezembro de 2016 enquanto ainda há tempo!  

Mantenha o bom humor, triplique a fé e continue buscando comunhão com Aquele que está sempre dedicando tempo a você. Termine este ano ao lado dEle e das pessoas que ama, e continue buscando se conhecer e a ser melhor, seja sua melhor amiga! E que em 2017, ah, deixa que o próximo ano nos surpreenda de novo!
***

Este texto é resultado da ideia elaborada para a postagem coletiva do grupo "Projeto Escrita Criativa", que tem como missão reunir blogueiros (as) que gostem de escrever. O tema deste mês era "Uma carta para o meu último dia de 2016". Você pode conhecer o projeto, acessando o grupo no Facebook, aqui

Ser lembrado por alguém



Ser lembrado é algo incrível. 
Temos aquela epifania de sensação: Uao, ela não me esqueceu! 

Por algum motivo você conseguiu, meus parabéns!
Pessoas não esquecidas alcançaram a alma do outro.
Foi um sorriso, um olhar, um chocolate sobre a mesa um convite para jantar. 
Foi a ajuda precisa quando todos viraram as costas,
o mantimento para o faminto quando muitos passaram de largo.
Ainda um pouco de atenção quando todos desviaram o olhar. 

Pensar que por algum momento fui lembrado, 
é como beber uma água de coco geladinha num dia de calor infernal.
É saber que em algum momento da vida você plantou boas sementes, 
e hoje você as colhe.

- Viajei e lembrei de você!
Logo desembrulhamos o pacote com aquela camiseta ou chaveiro personalizados - quem nunca?
Pode parecer pouco, mas é muito. É tudo.
Não são com grandes feitos que marcamos a alma do outro, são nos detalhes.

Ser lembrado é ser eternizado.
Alguém que deixou seu legado e sua marca.

Quem lembra foi marcado com ferro escandescente, mas sem a dor, somente a marca.
Ser lembrado anos depois de se formar pelas sua professora não tem preço. 
"...Ainda me lembro do seu sorriso todas as vezes que entrava na sala de aula." 

Existem as marcas ruins, aquelas das quais não conseguimos esquecer.
São difíceis de apagar, carregam a alma de cicatrizes e algumas são feridas abertas.
Mas nada que o amor não consiga. O amor sempre consegue curar.

Ser lembrado contudo, é consolidar raízes, rever tradições, resgatar valores.
Ser lembrado é receber a visita do amor,
é abrir as portas para o sentimento, é o retrô que nunca morre.
Ser lembrado é prova de amizade.
Ser lembrado é reconhecer que existiu história.
Ser lembrado é ver o amor em movimento.
Ser lembrado é adormecer confiante que alguém vai te chamar para não se atrasar ao trabalho.

Ser lembrado é agradecer. 

Ser lembrado no primeiro beijo,
na primeira vez em que amou alguém,
na primeira poesia, e a primeira declaração de amor.

Lembranças não envelhecem.
A primeira paixão,
a primeira bota,
o primeiro não, e o primeiro sim.
A primeira noite de casado, a vergonha, as duvidas, a alegria, a certeza, a amizade, e a eternidade. 
Até que a morte nos separe, quem se lembra nem na morte é esquecido.

Ser lembrado é não esquecer da primeira carta, nem da segunda nem da terceira.
Ser lembrado é reviver as memórias, das noites risonhas pelas ruas como dois apaixonados.


Ser lembrado, só é menor do que nunca ser esquecido.
Ainda assim, é fundamental.


Um grande abraço,
Andy

[Poem a week] Só ria, moça



25 de janeiro de 2016  em algum lugar do Brasil.

Menina, cade as covinhas na bochecha? Cade aquele sorriso que faz seus olhos puxadinhos quase desaparecem? Faz tanto tempo que você resolveu trocar teu sorriso por lábios que se unem em um sorriso torto e amarelo, que surge só de vez em quando e com o propósito de satisfazer alguém. O que foi que aconteceu, minha flor? O peito tem formigado e o coração acelerado? As noites tem sido longas por causa da tua falta de sono? E a realidade? Talvez esteja dura o suficiente para frustrar até sua vontade de sonhar. 

Ah, minha menina! Você costumava ser tão mais leve e ter a alma tão florida! Até nos dias mais difíceis costumava trocar a dor por pequenas doses de sorriso.

Era você quem fazia os amigos rirem por qualquer coisinha. Era a senhorita que começava as guerrinhas de água e que fazia todo mundo se recordar da minha "queda" enquanto brincávamos de esconde-esconde na rua. É incrível como a menina tagarela se tornou tão fechada de repente, das grandes respostas aos "tube bem?", ela optou pelo tudo ou só pelo bem, nada muito além. Se tornou vaga e desconfiada. Descrente das boas intenções. Passou a analisar conversas à procura de ambiguidade e começou a se preocupar com a opinião alheia...

Sinto saudades, sabia? Daquela garota que ficou sorrindo feito boba naquela tarde em que a escola nos levou à um planetário e ela tentava decorar os conjuntos estrelares. Estava tão atenta as estrelas que nem percebeu que um dos nosso melhores amigos não parava de olhar para você, com aquele olhar boba que faz o estômago dar voltinhas. Nós tínhamos acabado de ler um romance do Nicholas Sparks em que o casal tinha longos diálogos sobre estrelas. Você toda teimosa queria ter essa peculiaridade também. Acabou decorando apenas dois conjuntos, um que parecia um sorvete e o outro um cruzeiro que apontava para o sul. Você acostumava apontar para eles toda orgulhosa. Uma mania linda essa sua, de fazer qualquer coisa simples virar uma conquista grandiosa. Também lembro da primeira vez que tomou milk-shake de ovomaltine, e que teve que puxar só ar durante um tempão enquanto a bebida era impedida de subir... Você nem ligou para as meninas sem graça que ficaram te olhando torto.

Você costumava ser leve, mas tão leve que eu desconfiava que logo abriria as asas e voaria. Sei que as coisas tem sido difíceis para você, a vida não tem te dado todo o melhor que você merece, mas tudo o que te peço é que não se perca, por favor. Não vale a pena. Não deixe aquela garota sonhadora guardada na gaveta do criado mudo, nem deixe aquela sua mania bonita de conversar sem receios com qualquer pessoa durante horas ficar pegando poeira.Você ajudava muita gente, sabia? Pelo menos por algumas horas por dia dia jogue seus problemas no ralo do banheiro e vá dar um daqueles seus sorriso de parar o trânsito!

Aprendi uma coisa muito interessante esses dias e não podia deixar de contar para você... Sabia que endorfinas são liberadas quando rimos? E que rir relaxa os ossos, diminui a pressão sanguínea e até ajuda a regular o ritmo cardíaco? Rir faz bem para o corpo e para a mente! Acredita que ao sorrir sensações agradáveis podem aliviar ansiedade e nervosismo? Tem até gente que acredita que sorrir pode curar a depressão e aumentar a auto-estima! 

Portanto, moça vá sorrir! Assista ao seu episódio favorito de Friends ou vá ao cinema assistir a uma comédia boba e não se acanhe, dê sua melhor gargalhada! Quando for a praia cometa de novo o erro de tomar sorvete em direção ao vento e gargalhe outra vez ao se descobrir toda lambuzada! Faça aquelas pequenas coisas que faziam cócegas carinhosas em seu coração, como ler um bom livro ou tomar chocolate quente em um dia frio... E quando sentir saudades passe aqui em casa para dividirmos um pote de sorvete!

Seja mais leve, menina. A vida adulta é séria demais e a sua está apenas começando. Não precisa se transformar em uma velha rabugenta agora. Deixe que tua fé em Deus, na vida e em você produza asas e que tu volte a voar de vez em sempre.

Só ria, moça! 
Da tua eterna melhor amiga!

***
Poem a Week  Semana 3  Tema: Ralo (sim, estou atrasada!)

Este texto faz parte do Projeto Poem a Week, ou Um Poema por Semana, filho do Projeto Poem a Day, criado por Vanessa Chanice. Nesta edição comprimida, há um tema por semana que devemos usar como inspiração para escrever um texto/conto/crônica/poesia, enfim o que quiser. Todas as quintas o texto deve ser publicado na internet para que outros participantes e leitores possam ver. Se você quiser conhecer mais o projeto pode visitar o blog da Vanessa aqui, e no nosso blog há vários textos da minha participação no Poem a Day!  

[Dica de Princesa] Orar é conversar com seu melhor amigo




Na Dica de Princesa do último domingo (veja aqui), falei um pouquinho sobre a dificuldade de muitas princesas em realmente se verem como princesas e manterem um relacionamento íntimo com Deus. Além das dicas que trouxe, disse que traria hoje uma dica para manter seu relacionamento com o Rei, na verdade, farei uma série de posts com essas dicas, e no de hoje falarei em particular sobre a oração!

Para que uma pessoa desconhecida ou um colega venha a se transformar em nosso amigo, é preciso de muita conversa, não é mesmo? É preciso gastar (ou ganhar) longas horas ao lado de alguém que antes fora desconhecido, mas que agora anda compartilhando com a gente os momentos mais engraçados e os mais difíceis de sua vida, e vice-versa, além de estarmos construindo novos momentos juntos. Quando temos grandes amigos passamos horas conversando pelo celular, através de bate-papos na internet e pessoalmente e nunca o tempo é suficiente, porque sempre lembramos de uma coisinha que faltou contar e há aquelas risadas que fazem a barriga doer que também nos levam a conversar até mais tarde. E o engraçado é que nós conseguimos conversar com qualquer pessoa, em qualquer lugar, menos com Deus.

Parece que existe uma barreira, um muro, entre nós que nos impede de contar para Aquele que nos criou sobre as coisas que acontecem no nosso dia a dia. Será que não conversamos com Deus por que achamos que Ele é ocupado demais para nos ouvir? Ou por que temos aquela concepção de que Deus é o Senhor, o Rei, muito poderoso, e que devo temê-lo, e por isso não posso perturbar o Rei com toda a minha porção medíocre de vida? Ora, Deus continua sendo grandioso, poderoso, o criador de todos as coisas enquanto você ora e Ele te escuta.  

Desde pequena, durante as aulinhas da Escola Bíblica Dominical, aprendíamos que falar com Deus e ler a Bíblia eram algumas coisas bem difíceis de fazer, não são missões impossíveis, longe disso, mas é porque tanto ler a Palavra Sagrada quanto falar com o Pai exige luta contra a nossa carne e contra o nosso maior adversário. Sabe quando você vai ler a Bíblia e bate aquele soninho? Ou justamente na hora que você ia orar a sua melhor amiga te liga para te contar aquela fofoca?! Nós acabamos sempre optando pela vontade da carne! Contudo, chegou a hora de tomarmos atitudes diferentes, você quer ter um relacionamento com Deus? Quer se sentir como a Filha dEle? A princesa que Ele te chamou para ser? Então, é preciso conversar com Ele, todo dia, de pouquinho a pouquinho. 

Para você que acha que Deus é ocupado, olha o que Ele diz lá em Jeremias 33:2-3:

"Assim diz o Senhor que fez a terra, o Senhor que a formou e a firmou, seu nome é Senhor: Clame a mim e eu responderei e lhe direi coisas grandiosas e insondáveis que você não conhece." 

Deus não se contenta apenas em te ouvir, Ele deseja te responder também, e Ele fará isso de várias formas possíveis, por exemplo, através da Palavra Sagrada, de um sentimento no seu coração ou até mesmo falando literalmente com você! Tudo dependerá da sua disposição em buscá-Lo, do nível de intimidade criado entre vocês.

Já pra você que acha que Deus é importante demais para conversar com um serzinho tão pequenino:

"Aproximem-se de Deus, e ele se aproximará de vocês!" (Tiago 4:8) 

Um Deus distante só será mesmo distante se você quiser deixá-lo assim. Deus está sentadinho no banco da praça te esperando, basta você chegar e sentar.  Deus não é mal educado, Ele não chega chutando a porta, Ele espera que você a abra para Ele, da mesmo forma é com a oração, você precisa convidá-lo para conversar. E é através dos seus diálogos com Deus que você contará a Ele sobre seus dias, suas lutas, dores e alegrias, e ouvirá dEle também, principalmente sobre o que você precisa mudar para ser quem Ele deseja que você seja.

E como devo orar? Tem gente que seleciona as palavras mais sofisticadas do dicionário para falar com Deus! Não precisa disso, embora Deus seja todo poderoso e grandioso, Jesus diz que Ele é nosso Pai, e como você conversa com seu pai?
- Queridíssimo pai, venho a sua excelentíssima presença para reafirmar o nosso vínculo...

Não precisa de nada disso. Deus quer que você seja você mesma. Crie sua própria forma de falar com Deus, claro que sempre com respeito, lembrando que precisamos ter temor a Ele, mas fique à vontade, converse sobre tudo e da forma mais confortável para você! Olhe as dicas de Jesus para uma oração verdadeira:

"Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que está em secreto, o recompensará. E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito repetirem serão ouvidos. Não sejam iguais a eles, porque seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem." (Mateus 6:6-7)

Ou seja, ore em um lugar íntimo, reservado. Ore de forma simples, como em uma conversa com seu melhor amigo. Não faça orações repetidas, elas também são um motivo pelo qual orar se transforma em um tédio, porque é todo dia a mesma coisa, é como ir a praia e sempre ficar apenas onde seus pés podem ser molhados, você nunca consegue mergulhar de verdade. E por que contar a Deus coisas que Ele já sabe? Porque Deus deseja ouvir dos seus lábios, para que o relacionamento de vocês desenvolva e porque é durante a oração que Ele pode cuidar do seu coração, pode limpar as feridas, trazer refrigério, afagar seus ombros cansados.  

Olha este conselho da Joyce Meyer:

"Inclua o Senhor nos seus pensamentos, suas conversas e em todas as suas atividades diárias. Não corra para Ele apenas quando estiver desesperado; fale com ele no supermercado, enquanto dirige seu carro, penteando seu cabelo, levando o cachorro para passear ou preparando o jantar. Aproxime-se Dele como seu companheiro e amigo e simplesmente se recuse a fazer qualquer coisa sem Ele. Ele realmente quer estar envolvido em sua vida! Deixe Deus sair da “caixinha do domingo de manhã” onde tantas pessoas o guardam e deixe que Ele invada a sua segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira, sábado e todos os domingos também. Não tente mantê-lo em um compartimento religioso, porque Ele quer ter livre acesso a cada área da sua vida. Ele quer ser seu amigo."

Semana passada comentei aqui na coluna Dica de Princesa, que para que você comece a se ver como uma princesa é preciso que Deus te fale que você assim é. Se o Criador não puder dar o valor a sua obra prima, então esta obra jamais descobrirá o seu valor e importância. É através da sua oração que você descobrirá seu valor em Cristo e tudo aquilo que Deus deseja fazer com você! 

Para você que tem um relacionamento difícil com Deus, que talvez já esteja meio descrente, não consegue mais ler a Bíblia, orar ou até mesmo cogita já levar uma vida longe de Cristo, te aconselho a não orar neste momento, mas sim ter uma conversa sincera. Experimente contar tudo a Ele, desabafe com Deus, fale o que está ruim, o que anda te incomodando, o que anda fazendo com que você não concordo mais com a Bíblia ou não a aceite como verdade. Se precisar chorar, chore. Se tiver vontade de gritar, grite. Ponha para fora tudo o que está te matando aí dentro. Deus não vai te julgar, Ele vai te ouvir até o fim. 


Lá em I Coríntios 13, o amor é descrito como paciente e bondoso, e que não se ira facilmente. E nós bem sabemos que este amor é Deus, então não espere que Ele saí correndo da conversa de vocês, Ele ouvirá até o final e te ajudará nas escolhas que terão que ser feitas a seguir. 


Pra você que tem dificuldade de orar, comece com poucos minutos, um pouquinho a cada novo dia, conte sobre as coisas simples, não deixe para orar apenas quando as coisas apertarem. Conte sobre o sorvete de morango que você tomou hoje ou sobre como a água do mar estava tão cristalina esta manhã! Vá de mansinho e dê espaço para Deus se achegar ao sue coração. Espero que você comece hoje um novo relacionamento com  o seu Melhor Amigo: o Pai!

"O propósito da oração não é mudar Deus, mas a nós."
Max Lucado.

[Resenha] eleanor & park




Férias super combinam com livros, né não? Principalmente quando a pessoa tem aquela mania de comprar mais livros do que realmente tem tempo para lar... Então, entra e saí ano e a Thaís continua na mesma, sempre tem uma parte da estante que ainda não foi explorada! Aqui na minha cidade a chuva resolveu nos fazer uma visita e ficou uma semana inteirinha com a gente! Ah foi tão emocionante! Não chovia tanto assim há tanto tempo! Então aproveitei a chuva caindo lá fora, deitei na minha cama com uma manta quentinha, coloquei uma playlist internacional para tocar e terminei de ler "Eleanor & Park"!

Eleanor & Park foi escrito por Rainbow Rowell, uma mulher incrível que cria histórias de amor simples, envolvendo personagens comuns, longe daquelas garotas loiras, magérrimas e perfeitas que nós estamos acostumadas, e os garotos também nunca são os velhos clichês. Essa é uma das coisas que mais gosto na autora: sua aposta em gente comum e em coisas, sentimentos e situações comuns! 

Eleanor acaba de voltar para a casa da mãe, onde divide um único quarto com seus irmãos. Sua mãe é casada com um cara nojento, alcoólatra e agressivo que vira e mexe bate na mãe, além de tratar ela e os irmãos super mal. O clima que cerca Eleanor é horrível e se isso não bastasse, a adolescente ainda enfrenta uma série de dificuldades na escola nova. Eleanor é ruiva, seus cabelos são cacheados e indomáveis, e ela se define como grande. Sua família passa por uma série de dificuldades financeiras, então não sobra nada para comprar roupas novas, seu visual é recheado por calças remendadas, blusas masculinas, pingentes e enfeites estranhos no cabelo... Eleanor é julgada por seu exterior como tantas outras meninas são no mundo real.



Já no seu primeiro dia de aula acaba conhecendo Park, um garoto asiático que permite - não de um jeito delicado - que ela se sente ao seu lado no ônibus escolar. Assim como as demais pessoas do ônibus, Park não evitou levantar pensamentos preconceituosos sobre Eleanor, e durante semanas eles não trocaram uma palavra se quer. Park é apaixonada por gibis, roupas pretas e música. Toda manhã ele abria um gibi novo para ler no percurso até a escola, tudo ia bem, ele ignorava Eleanor - a garota estranha - e ela o ignorava de volta, até que ele começou a perceber que a garota não tirava os olhos dos seus gibis. Assim, ele começou a ler mais devagar e depois a emprestar seus gibis para ela e fitas que ele gravava especialmente para ela, até que eles começaram a conversar e se apaixonaram um pelo outro. 

O namoro dos dois é mais do que fofo, mas não é a coisa mais fácil do mundo. Por causa dos seus diversos problemas familiares, Eleanor é insegura e se esconde atrás de uma máscara de garota forte que não é atingida por nada, mas no fundo ela só quer carinho e ser feliz. Por sorte, ela e Park sabem - ou vão aprendendo - a ir lidando com tudo isso e o romance vai se desenvolvendo como um porto seguro para a menina. 

Como disse, a autora retrata gente comum, e os problemas vividos por Eleanor e sua família e até os problemas do Park - ao não ser o filho perfeito que o pai tanto deseja que ele seja -, infelizmente fazem parte da vida de muita gente por aí. A história de Rowell não é encoberta com improbabilidades e fantasia, é na verdade bem possível de ser real e é a simplicidade que a envolve que me fez deverá-lo em tão pouco tempo!

A história se passa em 1986 e tem várias referências musicais, já que os protagonistas estão constantemente colocando aquelas velhas fitas  para tocar. O livro é uma ótima pedida também para aqueles que são apaixonados por conhecer músicas novas. 

O livro é narrado tanto por Eleanor quanto por Park. A escrita de Rowell é simples e rápida, os capítulos voam e te prendem do início ao fim.

A capa do livro é simples e encantadora, outro motivo por ter amado o livro! E procurando no Google acabei encontrando esses desenhos feitos por fãs da Eleanor e do Park e estou tipo assim: Owwn!

Imagens via Google
Quotes:

"Segurar a mão de Eleanor era como segurar uma borboleta. Ou um coração a bater. Como segurar algo completo, e completamente vivo."

***

"— Vou dar um jeito nisso. 
— Não. Deixe pra lá. Não vale a pena. 
— Você vale a pena - ele disse, ferozmente, olhando-a. 
— Você vale a pena."

***

"A gente acha que abraçar uma pessoa com força vai trazê-la mais para perto. Pensamos que, se a abraçarmos com muita força, vamos senti-la, incorporada em nós, quando estivermos longe. Toda vez que Eleanor ficava longe de Park, sentia sua perda."

***

"Não existem príncipes encantados, pensou ela. Não existem finais felizes."

***



Título: Eleanor & Park
Autor: Rainbow Rowell
Páginas: 328
Ano: 2014
Editora: Novo Século







Alguém aí já leu a história da Eleanor? Ou algum outro livro da Rowell? E quem não gostou ficou com vontade? Espero que sim, a leitura não vai ser de se jogar fora! Bom sábado e até mais!






  

Meu bem, me dê a sua mão

Créditos: We Heart It


 Meu bem, me dê a sua mão. Quero te dizer que sei muito bem que a jornada que iniciamos não será a das mais fáceis. Lembra daquela vez que estávamos voltando de um feriado na praia no meio da madrugada e avistamos um daqueles pequenos barcos de pesca bem em alto mar? Ele parecia tão pequeno e frágil em comparação com as trevas que o cercava... Bem, nós estamos entrando em um barquinho parecido agora, a diferença é que ainda estamos durante o dia e o vento está a nossa favor.

O barco está enfeitado com flores e pequenos pisca-piscas amarelos, é como se comprovasse o qaunto o nosso amor ainda está fresco, sem ter sido testado pelo tempo. Mas sei que tempestades virão. O céu ficará escuro, as ondas desejarão cobrir nosso barquinho, os ventos vão nos afastar da nossa rota e não haverá estrela alguma para nos guiar...

Mas bem bem, se nos mantermos de mãos dadas e dobrarmos nossos joelhos com o mesmo propósito então algumas nuvens se abrirão e poderemos ver a estrela que nos levará para casa. A Palavra Sagrada será a bússola que nos afastará das tempestades e a fé, produzida enquanto manejamos as velas, cuidamos da madeira e zelamos por toda a estrutura do barco, nos permitirá não apenas alcançar a calmaria quanto o Autor dela. 

A calmaria virá, sem dúvida. Por isso, não esqueça caneta e papel, escreveremos sobre a nossa rota, sobre as fortes tempestades, sobre os joelhos dobrados e os corações quebrantados. Narraremos as rotas para a calmaria, as paisagens que visitamos e inspiraremos outros a alcançarem também.

Ah, meu bem! Quando as nuvens ficarem carregadas, mesmo que elas estejam entre nós, não será preciso desespero, porque a Luz do Mundo, o Farol, irá nos guiar para casa, para os Seus propósitos.

Me dê a mão, para entramos juntos na embarcação. 

***

Desde que ouvi a canção "Caneta e Papel", dos irmãos Arrais (você pode ver o post sobre o novo CD deles, aqui), fiquei louca para escrever um textinho que fosse sobre a canção. Na verdade, na minha mente já criei livros, filmes, e votos de casamento em cima da música, mas decidi ser menos ousada no mundo real e só postar esse texto aqui rs A música é uma das minhas favoritas deles, sem dúvida! E a vejo de duas formas, tanto cantada entre um casal, quanto entre uma pessoa e Deus, um relacionamento nunca é fácil de manter, e é o trabalho em equipe e o amor que o faz valer a pena! Vou deixar a música para vocês conferirem.


[12meses12coisas] 12 filmes que recomendo



Através do blog Chuva de Jujubas conheci um projeto bem bacana chamado 12meses12coisas, que foi criado pela Rafaela do blog Lemao Doce, e que propõe uma atividade mensal durante este ano, onde teremos que enumerar 12 coisas segundo o tema proposto. O bom desses projetos é que sempre dá pra compartilhar coisas boas com vocês, trocar dicas e saber mais um pouquinho uns sobre os outros. Então todo mês, teremos um post sobre o 12meses12coisas seguindo as atividades de cada mês. Se você quiser saber mais sobre o projeto, basta acessar o Lemao Doce, lembrando que todo mundo pode participar! Vou anexar aqui a listinha dos tópicos de cada mês e já começaremos o tema de janeiro!




Esse tema não é uma delícia? Como a maioria de nós está de féria dá pra curtir alguns filmes ainda, né? Vamos aos 12 que escolhi!




A incrível história de Adaline. Até os 29 anos, Adaline tinha uma vida completamente normal para uma mulher do século XX, até que em uma noite ela sofre um acidente e sua vida nunca mais é a mesma. De uma forma inexplicável o corpo de Adaline para no tempo, ela ganha o que todo mundo já sonhou uma vez na vida: não envelhecer. Ela vê todos a sua volta indo e a sua vida completamente estacada. Até que ela conhece Ellis Jones, um cara charmoso que terá todas as condições necessárias para mudar a decisão de Adaline de ficar sozinha para sempre. É romântico. É bonito. A história foi bem escrita e bem produzida, e tem elenco maravilhoso!

A delicadeza do amor. É francês, o amor já começa por aí. Ah, tem a linda da Audrey Tautou (O fabuloso destino de Amélie Poulain)! O filme é tão delicado quanto promete o título. A personagem de Audrey vivia um romance incrível com o marido e tudo na vida ia bem, até que seu marido falece e toda a alegria da sua vida é sugada de uma vez só. Nathalie, passa a viver apenas para o trabalho não encontrando felicidade em lugar algum. Um belo dia, a mocinha pira e tasca um beijo em Markus, um cara esquisitão do trabalho. Nathalie e Markus acabam se aventurando em um romance não programado que não tinha nada para dar certo. 

O melhor de mim. Baseado no livro de Nicholas Sparks, o filme narra o romance de Amanda e Dawson, o eterno clichê da mocinha bem de vida, que tem a vida toda programada e do garoto que é bom pra caramba, mas vem de família pobre, não tem futuro definido e é odiado pela família da moça. Eles vivem um amor proibido até o dia que são obrigados a se separar. 20 depois, após a morte de um senhor que deu a maior força para os dois, o casal se reencontra e descobrem que a chama do amor deles nunca foi apagada.  

Um porto seguro. Também baseado em um romance do tio Nic! Aqui conhecemos a história de Katie, uma mulher misteriosa que chega a uma cidadezinha litorânea da Carolina do Sul onde Alex vive com os filhos. Katie carrega uma mala de problemas consigo, o que a evita a se aproximar de outras pessoas e a fazer amizades, mas Alex, seus filhos e Jo  vão romper essas barreiras e juntos vencerão os problemas do passado de Katie. Vão acabar descobrindo que não há melhor porto seguro do que o lar.



About time (Questão de tempo). Quando completa 21 anos, Tim descobre que os homens da sua família tem o poder de voltar no tempo e mudar coisas do passado que não foram tão agradáveis assim. Tim poderia escolher mudar qualquer coisa, mas o que ele mais anseia poder viver de verdade é uma história de amor. Assim, Tim volta ao passado para refazer seus maus passos no amor e acertar cada jogada para conquistar a garota da sua vida. Não é apenas um filme de romance, é um filme de vida também, reensinando que o melhor da vida está nas coisas mais simples, mas a gente nunca para para curtir isso, estamos sempre tão ocupados! 

Para sempre Alice. Drama, prepare os lencinhos. Julianne Moore, vive Alice, uma professora universitária de linguística que começa a esquecer as palavras da noite para o dia. Para a surpresa de Alice e de sua família, ela descobre que está com Alzheimer, o que é precoce para a sua idade. A doença gerará uma série de dramas familiares, além da perda da independência de uma mulher super forte que sempre foi apaixonada pelas palavras. É triste, mas também é lindo!  

Leningrado. Também te levará às lágrimas! Ótima indicação para quem gosta de História, especialmente de Segunda Guerra Mundial. Leningrado narra os momentos angustiantes de uma jornalista e a população da cidade de Leningrado quando os nazistas fecharam todas as rotas que levavam a cidade e impediram que produtos básicos essenciais a sobrevivência chegassem a cidade. O plano era dizimar a população e tomar a cidade, para isso optaram por uma morte dolorosa que aparentemente não sujaria as mãos do partido nazista. Além de abordar a dor causada pela guerra, a força de um povo em busca de sobrevivência, o filme traz duas mulheres fortes e decididas, que quebram aquele paradigma de mulher indefesa, verdadeiras heroínas! 

O corajoso coração de Irena Sendler. Também um desses dramas profundos sobre a Segunda Guerra. Quando os judeus são encarcerados no Gueto de Varsóvia, Irena, uma assistente social alemã que trabalha no gueto, monta diversas estratégias para salvar as crianças judias. Ao longo do filme acompanhamos as fugas de Irena com algumas das  2.500 crianças que salvou, o medo que a rodeava, a coragem que a incentivava e o seu amor pelo próximo. A história de Irena é baseada em fatos reais! 



O diário de Anne Frank. Não é possível que você não tenha ouvido falar na Anne pelo menos uma vez na vida? Ela é uma das adolescentes mais corajosas que já conheci na vida! A história da Anne também se passa durante a Segunda Guerra, vou apenas dizer que ela era judia e para sobreviver ela e a família passam a morar em um anexo secreto na empresa do pai. Durante os anos em que passou presa no anexo, ela escreveu um diário onde falou sobre seus dias sem perder a alma florida que só ela tinha, a fé, os sonhos e a vontade de amar alguém. Não vou falar mais para não dar spoiler, só vou dizer que este filme é o primeiro feito sobre ele, em 1959 e é incrível! 

Forrest Gump. Para os amantes de história e aquelas pessoas que falam demais: necessitam conhecer o Forrest! Ele não para de falar nunca e só viveu coisa incrível! O Forrest tem QI baixo, e desde criança foi taxado como alguém que não poderia fazer muita coisa, mas para a surpresa de todo mundo (e não foi para provar a ninguém, o melhor de tudo!), o rapaz tem uma história de dar inveja! Gump participa de vários momentos históricos e conquistas malucas que vão te garantir emoção e boas risadas. Além de ter o fofo do Tom Hanks como o protagonista! (Wilsoooon!)

O turista. Uma pitada de ação, que tal? "Os passos de Elise Clifton-Ward (Angelina Jolie) são acompanhados de perto pela equipe chefiada pelo inspetor John Acheson (Paul Bettany). O motivo é que ela viveu por um ano com Alexander Pearce, procurado pela polícia devido a sonegação de impostos em torno de 700 milhões de libras. Ninguém sabe como é o rosto de Pearce, nem mesmo Elise, já que ele passou por várias operações plásticas para escapar de seus perseguidores. Ele enfim entra em contato com Elise ao lhe enviar um bilhete, onde pede que vá encontrá-lo em Veneza e, no caminho, procure alguém com tipo físico parecido com o seu, para enganar a polícia. Elise segue as ordens à risca e, no trem a caminho da cidade italiana, se aproxima do professor de matemática Frank Tupelo (Johnny Depp), que viaja sozinho. Ele fica atraído por sua beleza e aceita a oferta de ir até o hotel dela, assim que chegam a Veneza. Só que logo Frank se torna alvo de Reginald Shaw (Steven Berkoff), um poderoso gângster que teve mais de US$ 2,5 bilhões roubados por Pearce." (Adoro Cinema)

Divertida Mente. Animações tem lugar especial no coração, sabe como é! "Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle - e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente." (Adoro Cinema)

Bom, estas foram as minhas dicas, e vocês tem filmes novos ou antigos (gosto muito também!) para indicar? Já viram alguns desses? O que acharam? 




[Dica de Princesa] Não me sinto uma princesa, e agora?




Outro dia recebi uma mensagem interessante de uma pessoa que leu o primeiro capítulo do nosso livro (Princesas Adoradoras: Um Chamado para a Realeza) e que embora tenha gostado da forma como eu entendo a ideia de sermos filhas do Senhor e do quanto Ele nos ama, ela não consegue se sentir como essa princesa e nem realmente manter uma relacionamento com o Rei. A confidência dessa moça me fez pensar em quantas meninas podem estar passando por momentos parecidos e nas vezes em que eu também me afastei de Deus e me vi como tudo, menos uma princesa.

É complicado se sentir uma princesa quando tudo diz exatamente o contrário. Não sei com você, mas comigo ouvir a opinião dos outros sempre foi uma mania, e estaria mentindo se dissesse que o que ouço não me influencia, magoa, decepciona, alegra... Quando ouvimos muito a mesma coisa, ela ganha espaço no nosso coração e começa a parecer verdade. Então se você cresceu sendo chamada de “burra”, “vagabunda”, “idiota” e tantos outros adjetivos pejorativos, em algum momento eles começarão a fazer parte de você, não que você realmente seja tudo isso ou venha se tornar a ser, mas você começará a se questionar sobre, a se sentir inferior, se tornar uma pessoa retraída ou carregará  um peso nas costas que estará sempre te impondo a ser alguém melhor, nada disso acontecerá a não ser que você tenha uma mente incrível que não liga para nada do que ouça ou que tenha aprendido desde muito cedo que a verdade sobre a sua vida está em Deus.

Em um dos desenhos animados que a minha irmã assisti, “Princesinha Sofia”, durante um dos episódios a protagonista encontra uma garotinha simples que diz ser de uma terra distante. Essa garotinha estava em uma viagem marítima com os pais, mas uma bruxa roubou um amuleto que os conduzia na direção certa para casa e separou a menina da família. O que nos interessa nessa história é que ela diz ser uma princesa, mas por ser simples, usar roupas modestas que são diferentes dos luxuosos vestidos usados por Sofia e as demais mulheres da sua família, e por não ter os mesmos modos reais que a família da princesa Sofia acredita serem adequados, ninguém crê que aquela menina é mesmo uma princesa de verdade. Apenas no final do episódio, Sofia e sua família descobrem que a garotinha é mesmo uma princesa, e a menina deixa uma linda lição que aprendeu com os pais: não são seus vestidos, joias, “educação de ponta” ou mesmo os modos que a fazem uma princesa, mas sim seu caráter, sua educação moral e a pessoa que ela busca ser.

Ainda não consegue se sentir uma princesa? Ok, vamos a algo mais profundo do que a Disney. Em meu livro esbocei a seguinte ideia:

“Pense comigo: uma pessoa que inventa um produto é quem está apta para determinar seu preço, ou seja, seu valor, certo? Foi Deus quem criou você, Ele é o artista, portanto, é Ele, apenas Ele, quem possui o direito de determinar seu valor.” (Princesas Adoradoras: Um Chamado para a Realeza, p. 14)

Você realmente crê nisso? Acredita que você foi planejada pelo Artista e não é um arquivo que surgiu a partir de uma pane nas tecnologias celestiais? Se sim, vamos partir para o próximo ponto. Talvez eu devesse te dizer para olhar para dentro de si mesma, para encontrar a princesa que está guardada aí, a princesa que não é definida por vestidos, joias, mas sim por caráter e personalidade, assim como a amiguinha da princesa Sofia, contudo, aprendi recentemente que uma invenção não pode ela mesma determinar seu valor e utilidade.

“É provável que você já tenha tentado isso. Você não criou a si mesmo, logo não há jeito de dizer a si mesmo para que foi criado! Se eu lhe entregar uma invenção desconhecida, você não terá como saber sua serventia nem a própria invenção terá a capacidade de lhe dizer. Somente o criador ou o manual do fabricante poderá mostrar sua utilidade.” (Rick Warren)

Se quem está capacitado a nos valorizar é o Senhor, não adiantará ficarmos buscando o nosso valor ou mesmo os propósitos da nossa vida dentro de nós. Por isso, te convido a parar de se auto questionar sobre a sua realeza, não pergunte a si mesma, não fique à procura de vestígios da família real em você, porque tanto você como eu, se nós olharmos bem para nós mesmas vamos acabar descobrindo que não temos merecimento algum em sermos consideradas princesas, em sermos chamadas de filhas, mas mesmo assim somos porque Deus nos amou, porque Ele nos convida a fazer parte da Sua família. Então, o lance não é você, mas sim Deus! Para se descobrir como princesa é preciso estar atenta a opinião daquele que te criou! 

“Pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos sejam soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele.” (Colossense 1:16)

Contudo, não basta apenas sabermos que o nosso valor vem de Deus, é preciso vivenciar esse valor e isso só será possível a partir do momento que você e Deus estiverem entrelaçados em um relacionamento. Não tem como saber a opinião de alguém sobre você a menos que essa pessoa diga, né? Funciona do mesmo jeito com Deus, se você não estiver disposta a ouvi-Lo, aberta a Sua voz, a Sua Palavra Sagrada, não saberá a Sua opinião. Sei muito bem que manter um relacionamento com Deus não é uma das coisas mais fáceis, exige comprometimento e maturidade, e quantas vezes nos envolvemos pelas coisas do mundo e nos distanciamos dEle? São tantas vezes, são tantas falhas! Mas é preciso estar disposta e fazer um pouco a cada novo dia. Recomece sempre que preciso, só não deixe para depois. 

Domingo que vem volto com dicas para seu relacionamento com Deus! E está aberta uma série antiga de posts aqui no blog: “Dica de Princesa”. Todo domingo trarei uma dica sobre a vida de uma Princesa Adoradora! Encontro vocês semana que vem? Se Deus quiser! 

Beijos e uma excelente semana!

[Poem a Week] Talo




Semana 2 - Talo

Toda vez que você grita,
que esbraveja seus xingamentos preferidos
e pisa dura
me entalo
e desejo fazer parte de outro mundo.

Quando você me chama de burra,
diz que não sei fazer nada
ou que não precisava ter nascido
meu peito formiga,
minha mente para,
minhas flores caem
e me torno apenas um talo.

à noite, enquanto me reviro
sem um pingo de sono
lembro do que a senhora me disse
do seu olhar de desdem para o meu cabelo,
da sua ira por causa do meu esmalte preto
e da sua decepção ao ver meus números a mais na balança.

Aos 18 ainda não havia decidido
o que seria quando crescido.
Queria seguir uma vocação
enquanto você queria que um dia
eu fosse digno de ostentação.

Passei anos tentando te agradar,
mas você não parava de me maltratar.
Fantasiado com seu discurso "tenho que educar"
você queria mesmo era brincar de marionete
eu finalmente seria quem você não pôde ser.

Entalada estava
e constantemente me indagava:
- O que tenho de errado?
- Por que não segui o molde esperado?

Custei entender que o problema não era eu,
mas sim seu comportamento abusivo.
Você era frustrado,
também fora maltratado
mas ao invés de ter superado
escolheu ser o próximo na linha de sucessão.

Sou o talo escondido no jardim
aquele que foi regado com cravos,
mas que teima em ser flor.
Me dão migalhas
enquanto desejo amor.

***

Este texto faz parte do Projeto Poem a Week, ou Um Poema por Semana, filho do Projeto Poem a Day, criado por Vanessa Chanice. Nesta edição comprimida, há um tema por semana que devemos usar como inspiração para escrever um texto/conto/crônica/poesia, enfim o que quiser. Todas as quintas o texto deve ser publicado na internet para que outros participantes e leitores possam ver. Se você quiser conhecer mais o projeto pode visitar o blog da Vanessa aqui, e no nosso blog há vários textos da minha participação no Poem a Day!  

[642 coisas] O dia em que Lucy ficou invisível




Era início dos anos 90, Lucy trabalhava costurando sapatos e os vendendo de casa em casa. Tinha acabado de fazer 18 anos, mas havia começado a trabalhar desde cedo, para ajudar o pai que estava muito doente e a mãe que ganhava pouco como empregada doméstica. Além de ajudar em casa, Lucy estava juntando dinheiro para a festa do seu casamento com Victor e com a casinha que construíam juntos.

Naquela manhã Lucy saiu de casa com os olhos pesados, tinha ficado costurando sapatos até de madrugada, e mesmo após beber duas xícaras de café ainda estava embriagada de sono. Ela e a prima, Rosa, costumavam sair para vender juntos, revesando as casas da rua.

Lucy estava pensando na surpresa que Victor havia deixado na porta de sua casa hoje de manhã, uma flor de girassol dentro de uma pequena garrafa de vidro de Coca-Cola, quando subiu as escadas de um prédio familiar. Tão pensativa estava que não percebeu o alerta de uma senhora, que estava em uma casa em frente ao prédio, que a advertiu dizendo que entrar ali seria perigoso.

Quando chegou a porta da primeira casa, no segundo andar do prédio, deixou a bolsa de sapatos no chão buscando descansar por alguns instantes antes de bater à porta. Estava com as mãos nas costas, esticando as costas de olhos fechados, quando ouviu uma respiração pesada à sua frente. Lucy abriu os olhos devagar e fitou o imenso cachorro preto a sua frente. Seus dentes estavam à mostra, ele rosnava e em seus olhos podia se ver o ódio contido neles. Lucy fechou os olhos de novo, respirou fundo e em pensamento pediu por socorro.

Quando abriu os olhos de novo, percebeu que o cachorro não rosnava mais e ao invés do ódio, a moça viu em cada um dos olhos do animal um reflexo de uma luz branca, tão forte e impressionante que fez o cachorro lentamente se sentar.

O impressionante para Lucy era que não havia nada a sua frente, nenhuma luz branco, pelo menos não que ela pudesse ver. Ainda em choque, Lucy se assustou quando uma mulher desceu as escadas do andar seguinte correndo com uma corrente balançando nas mãos. 

 Rox, o que você está fazendo solto?  ela disse enquanto acorrentava o Hot Valley.  Não sei como ele não te mordeu, moça! Ele é bravo e só vive preso! - a voz da mulher saiu maravilhada e espantada ao mesmo tempo. Como se algo impossível tivesse acabado de acontecer. Um pequeno milagre, talvez.

— Não sei...  a voz de Lucy saiu falha.

 Sinto muito por tudo isso... Mas, no que posso e ajudar?

 Ah, nada...  Lucy pegou a bolsa e desceu os degraus atônita. Jamais entenderia por completo o que acontecera naquele prédio, só o que estava claro era que o céu a havia feito invisível por algum tempo, pelo tempo que poderia ter mudado a sua vida. Mudado para sempre.

***

Este texto é um conto desenvolvido para o projeto 642 coisas sobre as quais escrever, o tema escolhido desta vez foi o 295: Um dia em que você ficou invisível. Você pode saber mais detalhes sobre o projeto clicando aqui.

Popular Posts

O blog virou livro!

O blog virou livro!
Compre o nosso livro!

Bom dia, princesa

Bom dia, princesa
Nosso novo livro está em pré-venda, acesse o site da Editora UPbooks e descubra mais sobre esse livro que será benção na sua vida.