Maratona Literária de Inverno – 2017

Oi. Oi Oi. Como vão vocês? As férias de julho finalmente chegaram para alegrar minha vida acadêmica e literária também. Quem me acompanha pelo Instagram (@thaisdoprincesasadoradoras, segue lá vai?) sabe que eu vivo agarradinha com um livro, um fato na minha vida, e sempre que pinta um tempo extra, eu dedico alguns minutos as minhas leituras. O fato é que esse ano eu me propus a ler pelo menos 40 livros, incluindo os acadêmicos e literaturas em geral, mas com a correria em que minha vida se encontrou nesse primeiro semestre, eu não consegui ir muito longe. Portanto, quando eu soube da Maratona Literária de Inverno, não perdi tempo e resolvi me candidatar.

O que é a MLI? É uma maratona de inverno criada pelo YouTuber e escritor Victor Almeida, do canal Geek Freak. A proposta da #MLI é incentivar os leitores a lerem muito mais do que geralmente fazem, durante as duas semanas que compõem a maratona. A maratona deste ano começou hoje, 16, e vai até o dia 30.

A maratona é composta por três níveis de desafio, o principiante, intermediário e o hardcore. Os desafios:

Principiante

  1. Um livro de capa azul.
  2. Um livro com menos de 200 páginas.
  3. Um livro comprado pela capa.

Intermediário

Os três desafios acima, mais:

  1. Um livro escrito por uma mulher.
  2. Um livro comprado às cegas (sem saber a sinopse).
  3. Um livro nacional.

Hardcore

Os seis desafios acima, mais:

  1. Ler um livro que se passe durante um período histórico importante.
  2. Ler um livro com pontuação no título.
  3. Ler um livro que é muito criticado ou que alguém não gostou.

Além destes desafios, durante a maratona os líderes da brincadeira postam desafios para os leitores e você opta por fazê-los ou não.

Apesar de ter uma péssima experiência com maratonas – eu não sou muito boa com prazos -, resolvi me arriscar e entrar na brincadeira. Optei pelo nível intermediário e escolhei seis livros para preencher os desafios propostos. Minhas escolhas foram:

1 – Um livro com a capa azul:

Juntando os pedaços, da Jennifer Niven.

Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

2 – Um livro com menos de 200 páginas:

Fahrenheit 451, do Ray Bradbury.

Imagine uma época em que os livros configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros – profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem “famílias” com as quais se pode dialogar, como se estas fossem de fatos reais.
Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus “parentes televisivos”, enquanto ele trabalha arduamente. Sua vida vazia é transformada quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo. O sumiço misterioso de Clarisse leva Montag a se rebelar contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros em sua própria casa. Denunciado por sua ousadia, é obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória.
Um clássico de Ray Bradbury, “Fahrenheit 451” é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem, sintomática do século XX e que ainda parece não esmorecer.

3 – Um livro comprado pela capa:

Um lugar para o amor, da Sherryl Woods.

Ele vivia na solidão do passado… Mas não tardaria para o presente invadir seus dias!

Abandonado pelos pais e separado dos irmãos, Ryan Devaney jamais deixou que alguém se aproximasse demais. Afinal, as pessoas não ficavam por muito tempo Mas sua sorte muda quando a porta de seu bar irlandês é escancarada por uma ruiva intensa e apaixonada pela vida. Maggie O’Brien decide que chegou a hora de derrubar de uma vez por todas a muralha de gelo em torno do coração de Ryan. Ele insiste em afirmar que não acredita no amor, mas o sorriso radiante e o toque carinhoso de Maggie fazem com que mude de ideia pouco a pouco. Um espírito solitário que encontra conforto… O despertar de sonhos há muito esquecidos… Ryan se dá conta de todo o tempo perdido e agora seu maior desejo é reencontrar os irmãos. Mas ele estaria pronto para aceitar o desafio de Maggie, e reservar dentro dele um lugar destinado ao amor dela – para sempre?

4 – Um livro escrito por uma mulher:

Morte no Nilo, da Agatha Christie.

Bela, rica e inteligente, a jovem herdeira Linnet Ridgeway parece conseguir tudo o que quer. No entanto, quando rouba o noivo de sua melhor amiga e se casa com ele sem pensar duas vezes, talvez Linnet esteja indo longe demais…
Em sua viagem de lua de mel num cruzeiro pelo rio Nilo, no Egito, o casal apaixonado se depara com uma série de antagonistas interessados em sua fortuna e em provocar sua infelicidade. Então Linnet é encontrada morta, com um tiro na cabeça. O detetive Hercule Poirot, que por acaso também estava no navio, entra em ação para tentar montar mais esse quebra-cabeça.

5 – Um livro comprado às cegas:

O sol também é uma estrela, da Nicola Yoon.

Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história.

Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois.

O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?

6 – Um livro nacional:

Minha vida de Menina, da Helena Morley.

Aclamado por escritores como Carlos Drummond de Andrade e João Guimarães Rosa, Minha vida de menina é o diário de uma garota de província do final do século XIX. Publicado pela primeira vez em 1942, antecipa a voga das histórias do cotidiano e dos relatos confessionais de adolescentes ao traçar um retrato vivo e bem-humorado da vida em Diamantina entre 1893 e 1895. A pequena Helena Morley (pseudônimo de Alice Dayrell Caldeira Brant) compõe um painel multicolorido, desabusado e quase sempre inconformista do Brasil. De lambuja, o leitor é apresentado às inquietações típicas de uma adolescente espevitada e esperta às vésperas de um novo século.

Essas são as minhas escolhas, vocês já leram algum deles? Se sim, gostou? E a experiência de vocês com maratonas hein, como é? Conta tudinho, vai *-* Beijão!

 

 

 

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