Resenha | A última chance

quarta-feira, março 27, 2019


Olá, realezas! Tudo bem? Hoje quero reinaugurar uma coluna há tempos guardada aqui no blog que é a de resenhas literárias! Falar sobre livros, compartilhando boas leituras e aprendizados, é bom demais, não é? Por isso, toda quarta-feira teremos um post com dicas de leitura por aqui, viu? Espero que possamos trocar sugestões, opiniões e amores do universo literário! Vocês estão super convidadas para este momento, hein! Vamos ao livro de hoje?

A Última Chance é um livro de ficção cristã escrito pela autora americana Karen Kingsbury, e que estava na minha lista de leitura há muito tempo! Inclusive esse foi um dos 10 livros cristãos disponíveis no Kindle Unlimited que indiquei aqui no blog e em nosso canal. Aliás, foi pelo Kindle Unlimited que fiz a leitura deste livro. 

A Última Chance conta a história de Ellie Tucker e Nolan Cook, adolescentes de 15 anos, que estão sempre juntos, compartilhando as alegrias da adolescência, bem como os dilemas que os cercam. Melhores amigos, há entre Ellie e Nolan um romance sutil, e quando eles estão prestes a ter a oportunidade de dar passos maiores, tudo muda... 



Nolan e Ellie são membros de famílias religiosas, que criaram os seus filhos na casa de Deus. Contudo, o pai de Ellie, Allan Tucker, sempre muito religioso, acaba sendo muito rigoroso no dia a dia com a esposa, Caroline, e com a filha. Allan, por exemplo, recriminava a esposa por usar blusas regatas porque ela estaria tentando outros homens. Como Allan trabalhava em um departamento da Marinha, ele ficava fora toda a semana, voltando para casa apenas aos fins de semana, e enchia a esposa de indagações e repreensões com medo de que ela o traísse. 

À medida que o tempo passa, e Ellie cresce, Caroline fez escolhas que magoaram a sua filha e iraram o seu marido, destruindo o casamento. Decidido a ferir a sua esposa, Allan se muda de uma cidadezinha da Carolina do Norte para o outro lado dos Estados Unidos,  indo para San Diego.

"Ele queria se importar, queria se sentir tão ligada a Deus quanto Nolan e os pais dele. Mas, se Deus a amava, por que sua vida estava se despedaçando?"

Na noite de despedida, Nolan convence Ellie de que eles devem escrever cartas contando o que sentem um pelo outro. As cartas deviam ser enterradas debaixo de um velho carvalho, um lugar que marcou a vida dos amigos, e serem desenterradas após 11 anos. Aquela seria uma última chance caso a vida viesse a separá-los.

"Este é o plano. — Ele estava sem fôlego, provavelmente por estar tão animado com a ideia. Nolan se sentou, desligou a lanterna e colocou o bloco em cima do joelho. — Cada um de nós vai escrever uma carta para o outro e colocar na caixa. — Ele pensou por um instante. — Hoje é dia 1º de junho. Vamos enterrar nossas cartas aqui, ao pé da árvore, e daqui a onze anos... — ele sorriu — ... no dia 1º de junho, vamos nos encontrar aqui e ler o que escrevemos."

Afastada do melhor amigo e da mãe, o coração de Ellie fica cada vez mais machucado, e quanto mais o tempo passa, mais ela se afasta da menina que era antes de tudo mudar. Inúmeros contratempos acabam acontecendo na vida dos adolescentes, e eles não conseguem se encontrar como planejado.

"Quando caiu no sono naquela noite, Ellie não rezou como costumava fazer. Rezar não a tinha levado a lugar nenhum. Não fizera seu pai mudar nem fizera com que Nolan escrevesse para ela. Talvez assim fosse melhor. A nova Ellie exploraria a vida sozinha, sem Deus." 

Passados os 11 anos, Ellie e Nolan encontram-se em situações muito diferentes. Nolan tornou-se um grande jogador de basquete — sonho da sua infância! Conhecido por todos os americanos, uma vez que é um dos melhores jogadores da NBA, Nolan não esconde a fé que tem em Deus, mas em seu coração ainda há um aperto, que nasceu no dia em Ellie foi embora. Mesmo tento passado tanto tempo, Nolan ainda sonha em reencontrá-la.



Enquanto isso, trabalhando em um salão de beleza em San Diego, Ellie multiplica-se para dar conta de casa, do trabalho e da sua filhinha de 6 anos. Em seu coração, sente que por mais que anseie reencontrar Nolan, ele nunca entenderia quem ela se tornou e como não conseguiu realizar seus sonhos de infância, como ser uma grande escritora.

As diferenças entre Nolan e Ellie ficam cada vez mais gritantes enquanto o dia do reencontro se aproxima. Será que eles conseguirão chegar em sua antiga cidade? Será que conseguirão abrir as cartas? E o que as cartas dizem? O amor da adolescência teria espaço na vida dos dois agora, mesmo em meio a tantas diferenças? Existe uma última chance para o amor, o perdão e o recomeço?

"Nunca fora realmente Deus que duvidara dela e a acusara, certo? Esse pensamento não lhe ocorrera até aquele momento. Não era de admirar que ela tivesse parado de acreditar. [...] Se Deus realmente existisse, talvez estivesse operando um milagre na vida dela. Um milagre que estava a meia hora de se tornar realidade."

***

Eu devorei este romance da Kingsbury rapidinho, uma vez que a sua escrita é maravilhosa e viciante. Ao terminar um capítulo, não conseguia ficar sem começar o seguinte. E não é uma mera história de amor que não deu certo, sabe? O livro vai muito além disso. Em meio a trama, Karen trabalha assuntos como o perdão e as consequências de não liberá-lo, o perigo da religiosidade, o amor do Senhor por nós e como vivemos este amor em nosso dia a dia.

Os personagens de Kingsbury são seres humanos falhos e reais, que em meio aos desafios da vida descobrem o quanto Deus os ama e lhes dá uma segunda chance. 


     Autora: Karen Kingsbury  
     Editora: Verus  
     Páginas: 336  
     Nota: 5  







Vocês já conheciam essa história? Gostam de algum livro da Karen? Me indiquem! 
Me contem também qual tem sido sua leitura atual! 

Um beijo!

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