Contato físico no namoro

Lembro que Richard me disse que não havia planejado ficar no primeiro encontro com Bruna. – Richard não fique pensando nisso, e Bruna é uma garota especial, respeite ela. eu disse a ele. Pior que mesmo eu tendo conversado com ele, aconteceu.
Era uma noite de calor, meu amigo Richard levou Bruna para ver um show do Talles que estava acontecendo numa Igreja no centro de São Paulo. Os dois trocavam olhares sempre que se viam, mas estavam se conhecendo. Era a primeira vez que saíam juntos. Na volta do show, decidiram pedir pizza e os dois foram para casa da Bruna. Enquanto comiam, começaram a ver um filme sentados no sofá. Na brincadeira, Richard tirando sarro de Bruna, pois ela havia se melecado de catchup, ela então começou a jogar catchup em Richard, ele revidou com cócegas enquanto melecava ela com o condimento. A brincadeira derrubou os dois no chão, e quando se deram conta estavam olhando um para o outro fixamente e Richard estava sobre Bruna.
Se beijaram.
Parece até cena de filme! 
Pra muitos nos dias de hoje, isso não tem nada a ver. Qual o problema deles terem se beijado? Bom, o problema é que a introdução precoce desse contato físico trouxe confusão. De repente eles estavam tão próximos, mas mal se conheciam. Mesmo não querendo pular a etapa da amizade, à medida que o
relacionamento progredia, eles achavam difícil manter o propósito. Quando
tentavam avaliar as qualidades do relacionamento, eles imediatamente
visualizavam a intimidade e a paixão do seu relacionamento físico. “É tão
óbvio que nós nos amamos”
 – pensou Bruna
Mas será que era verdade?
porque lábios se encontraram não quer dizer que corações se uniram. E só
porque dois corpos são atraídos um ao outro não quer dizer que as duas pessoas foram feitas uma para a outra. 
O relacionamento físico não é igual a
amor. 
Hoje em dia as pessoas confundem amor e sexo, atração física com intimidade sexual. Você pode se sentir atraído por alguém, não é pecado.  
Quando examinamos o progresso da maioria dos relacionamentos, nós
podemos ver claramente como o namoro promove esta substituição. Ao invés de ser um tempo de paquera, conhecimento, amizade, integridade e cortejo, primeiro, o namoro já vai para os finalmente. Isso quando já chamamos de namoro. Pois hoje em dia, “os finalmente” chegam antes de mal começar.  
Por esta razão, muitos namoros
começam com a atração física; a atitude que está por trás disso é que os
valores mais importantes vem da aparência física e da maneira como o
parceiro se comporta.
 O aspecto físico e
sensual do relacionamento assumiu a prioridade. 
 Em seguida, o relacionamento normalmente caminha a passos largos
na direção da intimidade. Os namoros da pós modernidade não requererem muito compromisso, as pessoas são facilmente substituídas ao menor sinal de responsabilidade. O que vale é a diversão ou a satisfação momentânea. Muitos ficam ali num dia, e no outro mal se olham. ” – Passou a graça”, ou ainda, no outro dia intensificam o que começaram. Duas pessoas envolvidas permitem que as necessidades e paixões do momento
ocupem o centro de palco. Dentro do relacionamento o casal precoce não olha um para o outro como possíveis
parceiros para toda a vida e nem avaliam as responsabilidades de um casamento.
Ao invés disso, eles concentram nas exigências do momento. E com esta
disposição mental, o relacionamento físico do casal pode facilmente se tornar
o foco.
E se um rapaz e uma garota pulam o estágio da amizade no
relacionamento, a lascívia frequentemente se torna o interesse comum que
atrai o casal. 
Quantos namoros são avaliados pelo nível de envolvimento físico? Muitos meninos ficam naquela “Azucrinação” com a namorada para que tenham intimidade física. Frases do tipo “Se você me ama, então por que não fazemos?…” Não caia nessa, quem ama, respeita. 
Hoje em dia, se um menino que possivelmente esteja “a fim” de uma garota e ela lhe corresponde de alguma forma, então se os dois saírem pra comer um lanche, ou passear no parque, necessariamente tem que ficar.
Mas, princesas, concentrar no físico é claramente pecaminoso. Deus exige pureza
sexual. I Pedro 1: 16 – “sede santos como eu sou santo” e Paulo na primeira carta aos corintios diz algo interessante.

“Gostaria de vê-los livres de preocupações. O homem que não é casado preocupa-se com as coisas do Senhor, em como agradar ao Senhor.Mas o homem casado preocupa-se com as coisas deste mundo, em como agradar sua mulher, e está dividido. Tanto a mulher não casada como a virgem preocupam-se com as coisas do Senhor, para serem santas no corpo e no espírito. Mas a casada preocupa-se com as coisas deste mundo, em como agradar seu marido. Estou dizendo isso para o próprio bem de vocês; não para lhes impor restrições, mas para que possam viver de maneira correta, em plena consagração ao Senhor. Se alguém acha que está agindo de forma indevida diante da virgem de quem está noivo, que ela está passando da idade, achando que deve se casar, faça como achar melhor. Com isso não peca. Casem-se.” I corintios 7:32 ao 36


 Deus faz isso para o nosso próprio bem. Envolvimento físico pode
distorcer a perspectiva de cada um dos namorados e levá-los a decisões
erradas. Num tempo que você poderia estar se dedicando com o coração livre a Deus, você está com ele ocupado e muitas vezes no tempo errado. Ainda sobre envolvimento físico, Deus também sabe que levaremos as memórias de nosso
envolvimento físico do passado para o casamento. Ele não quer que vivamos
com culpa nem remorso.
O envolvimento físico pode fazer com que duas pessoas se sintam
próximas. Mas se muitas pessoas que estão namorando examinassem o foco
do seu relacionamento, eles provavelmente descobririam que a lascívia é o
que têm em comum e não amor de verdade. 
Não vou entrar aqui no assunto se é certo ou errado você beijar no seu namoro. Um dia trarei essa discussão. A minha proposta nessa coluna é te fazer pensar e avaliar sua caminhada com Deus dentro da área sentimental. Como Paulo disse: ” – Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém…” I corintios 6:12.
Um dia quero poder dar o meu melhor para minha esposa, e acredito que você também pense assim. Então, guarde-se.



2 comentários sobre “Contato físico no namoro”

  1. Olá, Anderson! Que postagem incrível e com uma argumentação maravilhosa. Creio que sempre é importante um casal, antes de se envolverem, ter a amizade entre eles. Não só colegas, mas amigos de verdade, que possam confiar um no outro e conhecer mesmo um ao outro enquanto ainda são amigos. Creio que minha relação com meu futuro namorado, será baseada na amizade antes do relacionamento, pois acredito que conhecemos bastante todas as facetas das pessoas durante a amizade. Claro que depois quando começam a namorar a amizade vai crescendo mais, vai ficando mais íntima no sentido de se expor, expor suas opiniões sobre algumas coisas e já são outras coisas a discutir enquanto se namora. Bom, uma coisa que eu não concordei em seu texto, fora exatamente esta parte: "não quer dizer que as duas pessoas foram feitas uma para a outra." Acredito também que não existem pessoas 'feitas uma para a outra', pois senão seria uma desordem sem tamanho! Imagina você se apaixonando por uma pessoa que é 'feita' para outra? Mas sim, que Deus tem o MELHOR dEle para nossas vidas, que existe uma pessoa que tem os mesmos propósitos que você e tudo mais.
    Parabéns pelo post! E ah, é verdade, contato físico tem que ter limites, se não aguenta nem mesmo segurar na mão – pois temos de saber nossos limites, não adianta eu ficar dizendo que tô edificando o Espírito se estou desafiando a carne toda vez que encontro com o namorado -, então é melhor manter certa distância.
    Fica na paz!
    http://thoughtsandadventuresruhhbelle.blogspot.com.br/

    1. Oie Ruhh! Paz seja contigo.
      Muito obrigado pela visita, espero que apareça aqui mais vezes, todas as terças temos textos na coluna e fico muito feliz com os comentários.

      Realmente, é complicado afirmar que "foram feitos um para o outro", eu também não acredito nisso. A expressão é metafórica. Normalmente quando vemos um casal "Perfeitinho e apaixonado" temos a tendencia a dizer "…Foram feitos um para o outro…". A questão da paixão torna as coisas num certo ponto "mágicas", e daí que surge essa expressão. Parece que tudo se torna tão encantador que as pessoas ou o próprio casal acaba usando essa expressão. ^^
      Me desculpe se pareceu outra coisa. 😀

      Muito Obrigado mesmo pela visita, volte sempre *-*

      Fica na paz,
      abraço.

      Andy
      http://www.andyverissimo.blogspot.com.br
      Blog do Veríssimo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

code