Últimas leituras

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Só eu que estou com essa sensação de que o ano está voando? Os dias estão passando tão depressa! Por causa da faculdade, da minha vida de “escritora” e da procrastinação que surgem em alguns feriados e fins de semana, a minha lista de leitura não está nenhum um pouco glamourosa. Foram poucos os livros escolhidos que consegui sentar para ler — e sempre tem aqueles que embora comece, a história não me amarra e tenho que parar —, tirando os da faculdade e alguns livros cristãos que pretendo fazer um post para cada um deles, separei esses quatro que merecem ser compartilhados com vocês.

Amor amargo, Jennifer Brown

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Alex está no último ano do ensino médio, cada vez mais perto de transformar em realidade a viagem que vem programando com os melhores amigos, Bethany e Zach, há anos. Na verdade, é uma velha promessa, quase um objetivo de vida. O destino é Colorado, local para onde sua mãe estava indo quando morreu em um acidente. Descobrir o que sua mãe queria fazer por lá é um dos maiores mistérios da vida de Alex. Tudo estava funcionando como o planejado até ela conhecer Cole, um aluno novo. Ele é aquele eterno clichê literário, o garoto divertido, misterioso e bad boy que sem motivo aparente se apaixona pela mocinha. Contudo, a história foge totalmente dos clichês quando vamos conhecendo Cole de verdade e as reações que ele irá provacar na vida de Alex.

Amor Amargo está longe de ser uma romance bonitinho. É um desses livros tão reais que te deixam com gosto amargo nos lábios. Jennifer Brown, aborda com realidade a violência física e psicológica que infelizmente estão presentes em muitos relacionamentos por aí, e nos mostra que não é tão fácil quanto pensamos sair deles. É um livro que toda adolescente deveria ler, um guia para te ajudar a não cair na mesma cilada.

O sol é para todos, Harper Lee

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Há anos ouço falar deste clássico, mas ainda não tinha me rendido a leitura. Ao lado de Scout, uma garotinha inteligente, esperta e fora dos padrões, acompanhamos a história de um advogado — Atticus, seu pai — na luta para defender um homem negro que é acusado de estuprar uma mulher branco nos Estados Unidos nos anos 30. Membros de uma comunidade racista, Scout vivencia a realidade dolorosa e injusta criada por aqueles que praticam o racismo. Com a sensibilidade de uma criança, podemos ver quão sem fundamental é a posição tomada por pessoas que se veem como melhores do que as outras apenas pela cor da pele. Mesmo se passando nos primórdios do século XX, a história parece super atual, e não virou clássico a toa. Vale a pena conferir. “Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça.”

Por lugares incríveis, Jennifer Niven

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Tão tocante quanto “Amor Amargo”, na história de Niven conhecemos Violet Markey e Theodore Finch. Violet, tinha uma vida perfeita: era popular, tinha um namorado incrível, escrevia super bem e tinha um site de sucesso com a irmã. Só que tudo mundo quando ela e a irmã sofrem um acidente, e apenas Violet volta com vida para casa. Sentindo-se culpada  pela tragédia, Violet só quer que o último ano na escola acabe, afastando-se dos amigos, do ex-namorado e da menina divertida que um dia fora. Ela quer seguir em frente sem fazer grandes feitos. Já Theodore é o garoto esquisto da escola, aquele tipo que é perseguido pelos valentões, que convive com o pai violento e a apatia do resto da família.  É obrigado a enfrentar longos períodos de depressão. Tudo o que ele faz é programar a sua morte.

Enquanto Violet marca com um x preto cada dia a menos para o fim das aulas e a aproximação da sua chance de deixar sua cidadezinha para trás, Finch se dedica a pesquisas diferentes de como cometer suicídio e busca coragem para tentar um deles. Em uma das suas tentativas, no topo da torre do colégio, ele encontra Violet, que também está prestes a pular. Eles acabam se ajudando e uma nova oportunidade surgem para os dois quando o professor de geografia os manda fazer um trabalho: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. “Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.”

Ensaio sobre a cegueira, José Saramago

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Por indicação de uma amiga da faculdade e por causa do meu professor de Ciências Políticas, adentrei nesta aventura crítica do português Saramago muito bem premiada.

Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma “cegueira branca” que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas. Enquanto a doença se espalha por toda uma cidade, nós acompanhamos o dia a dia dos cegos que estão em quarentena, onde há apenas uma mulher que enxerga. Sem suas visões, descobrimos como o ser humano não consegue manter sua tão amada civilização, como nós somos nada, na verdade.

O “Ensaio sobre a cegueira” é a fantasia de um autor que nos faz lembrar “a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam”. José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio. Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: “uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos”.

 E vocês, o que tem lido?

2 comentários sobre “Últimas leituras”

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