5 de Junho de 2014
Via Tumblr
Oi de novo meninas *-* No tema de ontem do projeto A Poem a Day, resolvi investir numa história de amor e duas amigas minhas gostaram muito da Ana e do Pedro, pelo menos foram o que me disseram – espero que não estejam mentindo para mim meninas rsrs. Então resolvi fazer mais conto sobre eles hoje, aproveitei e usei o 5° tema do projeto nele também, espero ter acertado e não estragado de vez a história… Por favor digam o que acharam depois.

{A história de hoje é dedicada a Daiane Souza Reis}

Cafeteria
Ana estava debruçada na janela olhando para o azul vibrante do céu, seu estômago continuava girando com as borboletas de todos os tipos e tamanhos que haviam surgido desde sexta-feira. Ainda não tinha decidido se ligaria para Pedro ou não, mas ao olhar para o papel embolado na sua mão se lembrou do que Shakespeare sabiamente disse. Se ela não se atravesse, se ela não ligasse para ele e vencesse aquele medo de entregar aquele livro jamais saberia quem ele era e o que fazia em seu caminho. 

Ana não acreditava em acaso ou destino, mas sim em vontade divina. Ela sabia que Deus tinha um plano para ela, tinha o melhor, mas sabia também que a decisão, a atitude tinha que vir da sua parte. “Estou exagerando né?! É só para entregar um livro.” Ana sussurrou, fechando os olhos sentindo as borboletas de novo.

Respirando profundamente, tirou o celular do bolso da jardineira jeans e discou o número. A voz dele era tão impactante no celular quanto pessoalmente, fazendo com que Ana até se perdesse nas palavras.

Eles marcaram de se encontrar numa cafeteria no centro da cidade às 16:30, e como uma enrolada de carteirinha Ana começou a se preparar para não sair atrasada de casa. Se olhou no vidro da janela e viu uma garota de bochechas rosadas, cabelos levemente ondulados, olhos levemente marcados pelo rímel preto, vestido com um simples vestido de margaridas e um casaquinho por cima. Estava pronta.

Dessa vez soube em que ônibus entrou e ao invés de descobrir que horas eram a cada segundo, apenas deixou que a doce voz de Melissa Otto ganhasse vida em seus fones. Deixou se levar pelo momento e não se lembrou que estava indo para um café para se encontrar com um garoto, pensou apenas no céu azul e suas bolinhas de algodão que viajavam todos os dias e viam tantas vidas se formando a cada instante.

Ao descer do ônibus e se encaminhar para a cafeteria, logo o avistou sentado próximo a janela, ele estava com um livro aberto mas não parecia muito concentrado porque assim que Ana entrou em seu campo de visão, ele ergueu os olhos do livro e deu um sorriso daqueles de orelha a orelha para ela. Ana retribuiu, sentindo as borboletas ganharem mais vida em seu estômago.

Ao entrar na cafeteria e ver Pedro se levantar para recebê-la, Ana não tremia nem estava perdida em palavras. Pela primeira vez em muito tempo se sentiu transbordar, teve a certeza de que estava no lugar certo, na hora certa e com a pessoa certa.      


E aí, meninas? Aprovada? Querem mais? *—*


Escrito por: Thaís Oliveira

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    Querida eu mesma
    Pense no que você diz a seu respeito!

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