3 de Setembro de 2013
 
Lembro-me de uma caminhada que fiz quando pequena, saltitante, eu caminhava esboçando um sorriso de orelha a orelha, com o dinheiro que papai havia me dado guardadinho no bolso, estava louca para chegar até a loja e comprar logo um estojo de canetas coloridas que eu estava sonhando há dias.
A vontade de tê-lo era tão grande que eu já sonhava com o que iria escrever e em tudo aquilo que poderia usá-lo. Já me via arrastando ele pela casa, levando ele nas minhas caminhadas pela floresta que tinha logo embaixo a antiga casa que morávamos ou quando fosse visitar minhas amigas.
Entretanto, ao chegar a loja não havia mais o estojo que eu queria e só me sobrou como opção comprar uma caixa de lápis. Como havia feito uma longa caminhada para chegar até ali, decidi que não
voltaria de mãos vazias e então comprei a caixinha de cor que aos meus olhos não tinha nada demais. Voltei para casa emburrada, chateada por ter demorado tanto para chegar o dia de ir a loja e por isso as canetas brilhantes e cheirosinhas não estarem mais lá. Como qualquer criança marchei até em casa, com um imenso bico no lugar do sorriso, tentando esconder as lágrimas que insistiam em querer ganhar vida. Apesar da decepção com a caixinha de
lápis, eu resolvi usá-la e foi então que a magia começou, colorir com ela foi realmente divertido e me levou a grandes sorrisos. Ela não possuía nada de especial, era uma simples caixinha mas que fez uma garota especial. Fez com que meus desenhos ganhassem vida e assim alegrou a minha vida.
A caixinha de lápis pode parecer pra você coisa de criança ou uma simples recordação minha, mas ela trouxe a mim uma reflexão maior do que eu imaginava. Da mesma forma com que eu sonhei com o estojo de canetinhas, bonito, brilhante e que nenhuma das minhas amigas tinham, nós criamos desejos em nossos corações voltados para coisas grandiosas, além daquilo que temos em mãos, maior do que nossa realidade. Sonhamos com príncipes, sapatos de cristais, cargos de princesas e rainhas, mas nos esquecemos de perguntar para o verdadeiro Rei da nossa vida se isso é o melhor
para nós.
O estojo de canetas não era o melhor para mim, e inicialmente eu não compreendi, fiz pirraça, fiz biquinho, fui teimosa, mas assim que experimentei os lápis novos me apaixonei. Às vezes o que nós
achamos que é o melhor para nós, o que pensamos ser o caminho perfeito irá nos enganar e nos levar para longe de Deus, distante do bem.
Nem toda caneta brilhante e cheirosa irá trazer alegria para a sua vida, mas um lápis por mais simples que seja pode mudar seu dia. Hoje eu sei o que é esperar, escolher abrir mão do mundo, ignorar o que os meus olhos querem mostrar o que é melhor para enxergar o que Deus, o que a minha fé, mostra que é certo.
A fé que eu tive para esperar o estojo de
canetas, para entender quando o meu pai poderia me dar o dinheiro e o dia que
eu iria poder ir até a loja, eu mantenho até hoje e será com a mesma alegria
que me fez saltitar, não conter o sorriso e sonhar com o que eu ainda poderia
fazer que eu receberei tudo aquilo que Deus escolher para mim.
 
 
Recadinho do Coração *-*
Meninas, toda terça-feira é dia do Cantinho da verdade, mas há duas semanas eu não tenho feito, porque é difícil encontrar testemunhos e a maioria na internet são de pessoas que não conheço. Gostaria de poder contar a histórias das Princesas da nossa família, se você teve uma grande experiência com o Senhor e quiser compartilhar, envie para nosso e-mail, princesasadoradoras@hotmail.com. Lerei com muito carinho e postarei aqui. Sua história pode mudar a vida de alguém >.<       
 
Fiquem na Paz de Cristo, 
Beijinhos ;**
Escrito por: Thaís Oliveira

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