4 de Maio de 2013

Ei, Princesas, vocês estão bem ? Espero que sim…
Bom, hoje vou postar o capítulo 11, semana retrasada eu acabei não postando, então para compensar vou postar um novo agora, lembrando que segunda tem mais um 😀
Espero que vocês curtam, se emocionem, tenham infinitas reações ><
Se não for pedir muito, deixe a opinião de vocês depois? Adoro ler o que vocês andam pensando a respeito.
Deus as abençoe.
Thaís Oliveira ;**

Capítulo 11


Na vida quem decide o que vai
acontecer com você é você mesmo, Deus sempre apresentará o melhor caminho a
seguir e o inimigo apresentará outro que com certeza será mais chamativo e
atraente,  caberá a você decidir o que
quer.
A escolha é difícil, já vi a dificuldade
de muitos humanos por aí, as tentações são grandes e a batalha é um tanto
quanto exaustiva, mas vocês devem ter em mente que não estão sozinhos, Deus é
por vocês, os anjos Dele estão sempre presentes.
Que voz você irá ouvir? Haverá
sempre duas aos seus ouvidos, uma voz representará o bom, os anjos do Senhor
tentando mostrar a você o caminho certo, a outra voz será os enviados do
inimigo com o caminho mais fácil, porém destruidor.
Pedro escolheu ouvir a voz da
destruição, escolheu o caminho mais fácil. Seu auto consumo de drogas o
conduziu a uma vida solitária e perturbada, ela decidiu que não permitiria que
aqueles que o humilharam caminhariam mais um dia nesta terra. A decisão de um
homem foi feita, o livre arbítrio foi colocado em cena.
Lá estava Pedro olhando para
Tiago, e vendo um garoto estranho que entranha na frente de duas garotas. Ele
estava se sentindo o dono da razão, mesmo com a cabeça em chamas, com uma
intensa tremedeira nas mãos e um desejo insano de consumir mais drogas, ele olhou
com deboche para seu rival e ousou pensar:
“Que garoto idiota entra na
frente de duas garotas para morrer? Ele não pensa que posso matar todos eles?”
Pedro queria falar, queria
mostrar a Sophia o quanto ele era o “CARA”, desejava que ela se arrependesse e
fizesse juras de amor para ele, queria mais adrenalina, mas quando olhou bem no
fundo dos olhos cor de mel da garota que tanto desejava , não viu medo, pelo
contrário, ele viu uma luz, um brilho diferente. Olhou para trás a procura de
uma lâmpada forte que pudesse estar sendo refletida pelos olhos da garota, mas
não encontrou nenhuma na direção dela, de onde vinha aquela luz, ele se
questionou.
Uma verdade sobre a vida? Você
nunca estará sozinha.
Naquela rua, Sophia, Júlia e
Tiago estavam sendo escoltados por milhares de anjos, protegendo aqueles que
escolheram viver nos braços do Mestre.
S2
Sophia olhava para aqueles olhos,
para aquelas mãos e não reconhecia o garoto que há menos de um mês ela dizia
amar. Onde estava a doçura, o jeito carinhoso de falar e tratar as
pessoas?
  Os olhos divertidos  foram substituídos por dois globos cheios de
fúria e frieza, e aquelas mãos que tanto tremiam carregavam uma arma que não
combinava em nada com o belo garoto que ele era.
A arma não causava medo em
Estrela, ela sentia que ele não saberia usá-la, ele demonstrava medo e
transbordava desespero, havia um cheiro de dor e angustia no ar, Sophia pode
capitar.
Eu estava bem ao seu lado lhe
sussurrando para que tivesse calma, ela não estava sozinha. Minhas palavras e
todo o clamor dos anjos que cercavam aquela rua fizeram o coração de Sophia
seguro, ela viu que Jú não estava nada calma e segurou a amiga pela mão,
demonstrando força e coragem, a outra mão levou até as costas de Tiago tentando
puxá-lo para trás.
Sophia percebeu quando Pedro
olhou em seus olhos, ela o viu olhando para trás e virando o rosto desolado
quando nada encontrou, ela não sabia o que ele procurava, mas ficou satisfeita
quando nada ele achou.

Sophia fechou os olhos por apenas
alguns instantes e sussurrou:
“Senhor nos ajude!”
De repente uma nova figura surgiu
de trás das sombras, Sophia não podia ver seu rosto, apenas o seu contorno e
viu quando o sujeito levantou um dos braços e deixou aparecer uma arma. Pedro
não viu nada daquilo, parecia estar ocupado demais tentando encontrar palavras,
até agora não havia dito nada nem mesmo respondido a pergunta de Tiago, estava
apenas parado ali apontando uma arma para eles.
Sophia pensou: “O que se pode
fazer quando há uma arma apontado para você? Seja uma metáfora ou literalmente
uma arma, o que se pode fazer? Deus eu aprendi que a minha maior arma é a fé,
portanto creio que o Senhor esteja aqui e que irá nos livrar.”
Naquele mesmo instante Sophia
sentiu uma imensa paz em seu coração, como se uma mão tivesse a tocado e levado
todas as suas aflições e uma voz soou para o seu ser, dizendo:
“Apenas confie, Filha. Eu estou
aqui.”
Ela olhou disfarçadamente para a
figura estranha. Jú não conseguiu esconder seu nervosismo e quando observou o
homem entre as sombras quase gritou, Pedro olhou para a figura que tanto
amedrontava a garota.
S2
Pedro sorriu ao ver a pessoa
entre as sombras, mesmo não conseguindo ver claramente o rosto, sabia que
aquele era Lucas o namorado de Carol. Pedro havia pedido para ele a arma, mas o
amigo negara e eles acabaram brigando, o nosso mini vilão havia agredido o
amigo e o deixado inconsciente. Agora Pedro acreditava fielmente que Lucas
estava arrependido e veio ajuda-lo, sua visão turva o impediu de ver para onde
a arma do amigo estava apontada.
Lucas não saiu das sombras apenas
segurou mais forte sua arma e atirou.
S2
Medo? Pavor? Vontade de correr?
Não se pode prever a reação de um ser humano nestas circunstâncias, eles apenas
reagem.  Todas as técnicas de autodefesa
desaparecem quando se está em perigo e quando aquela arma foi disparada Sophia
apenas fechou os olhos, ela não se abaixou mesmo quando sentiu a mão de Jú e as
duas de Tiago a empurrando para o chão, ela apenas continuou ali parada de
olhos fechados.
Pesquisando em sua memória ela se
lembrava daquela arma sendo apontada para ela, e esperou que a bala a
perfurasse. Vontade de morrer ou coragem para continuar de pé? Você pode
definir como quiser, talvez ela fosse uma louca que queria morrer ou apenas uma
garota com coragem e fé suficiente para permanecer de pé. Acontece que aquela
bala não encontrou o corpo de Sophia e após alguns segundo imersa em sua
própria escuridão ela abriu os olhos e viu um corpo caído bem próximo aos seus
pés.
 Ela nunca imaginou que isso aconteceria
próximo a ela, nunca havia pensado que um corpo talvez sem vida ficaria tão próximo
de seus pés, agora sim ela entrou em pânico, alguém que ela tinha amado estava
no chão, com um enorme buraco nas costas e uma poça de sangue em volta.
Ela olhou para as sombras onde
segundos atrás havia uma pessoa, não havia ninguém mais ali. Então ela olhou
para a porta de casa e viu quando seu pai saiu correndo com as mãos na cabeça,
sua mãe saindo logo atrás desesperada, eles se acalmaram até verem o corpo
jogado ao chão.
Sem se certificarem de que ainda
havia um atirador ali, Gustavo e Ana cruzaram a rua e correram em direção a
filha, Ana abraçou Sophia, enquanto Augusto levantava Júlia do chão e a
acalmava. Mantendo a menina em seus braços ele procurou em seu bolso o telefone
e ligou para a emergência.
– Olho preciso de uma ambulância
agora mesmo, um garoto foi baleado na frente da minha casa…
Enquanto o pai falava ao
telefone, Sophia se agarrava mais e mais ao corpo da mãe desejando que aquele
momento nunca houvesse existido. Sophia olhou novamente para o corpo jogado ao
chão e estremeceu quando sentiu as mãos de Tiago afagando seus cabelos.
– Vocês viram quem atirou no
Pedro? – Perguntou Gustavo, mas ele não teve resposta, nenhuma das crianças
estava pronta para responder qualquer pergunta.
Augusto pediu para que Ana os
levasse para dentro de casa e assim ela fez.
Ana sentou Sophia, Tiago e Jú no
sofá e foi até a cozinha preparar copos com água e açúcar. Quando voltou viu a
aflição no rosto daqueles três adolescentes e pediu a Deus que ela mesma não
demonstrasse tanta aflição, precisava ser forte para ajuda-los.
Entregou à eles os copos.
 Bebam queridos, vocês vão se
acalmar.
Sophia não conseguiu se quer
levar o copo a boca, de repente toda a segurança se foi, ela sabia que estava
tudo bem, que ela não estava sozinha, mas não conseguiu segurar as lágrimas, e
elas desceram como uma enxurrada. Ana envolveu a filha em um abraço forte,
pedindo a Deus que o medo da filha se fosse…
Lá fora, Gustavo se viu rodeado
pelos vizinhos todos perguntavam o que tinha acontecido, e ele dizia que não
sabia ao certo, apenas que conhecia o garoto. Ele sábia que estava sendo
egoísta, o que ele mais queria era correr para casa e cuidar de sua filha,
queria protege-la e se pudesse tirar dela todas as imagens daquela triste cena,
metade dele queimava de raiva por aquele garoto caído no chão, ele sabia que
fora aquele menino que tanto fizera mal para sua filha e tinha certeza que
aquele incidente também fazia parte dos planos daquele garoto.
Ele tentou esquecer aquilo tudo
ligando para os pais de Tiago e Jú, ele não explicou o que havia acontecido,
apenas disse que era preciso que eles chegassem imediatamente.
Não queria assustá-lo, sabia o
quanto os pais precisavam ser fortes naquele momento, as crianças precisavam de
ajuda e eles tinham que estar ali para isso.
Queria ligar para os pais de
Pedro, mas se lembrou que não tinha o telefone deles nem se quer os conhecia, e
não queria ser o homem que deu a notícia traumatizante para uma família. Metade
dele estava prezando por todo o amor espiritual que ele tinha, estar ali e
cuidar para que a ambulância e a polícia chegasse era seu dever, precisava
saber o que havia acontecido.
Sophia ficou tão agarrada a mãe
que não notou os pais dos amigos chegando e os levando, ela apenas ficou ali
até que as lágrimas se foram, estava tão cansada que não conseguiu se levantar,
ouviu a movimentação, viu o brilho das luzes dos carros de polícia e
ambulância, mas não se levantou, ficou nos braços da mãe, como se ali ela fosse
capaz de esquecer o que havia se tornada aquela noite.
Estrela acabou adormecendo,
esperando que se lembrasse apenas do quanto havia tido fé naquela noite, do
quanto Deus havia sido maravilhoso mais uma vez.
Escrito por: Thaís Oliveira

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