8 de Setembro de 2015
Olá princesas do Senhor, paz seja convosco!
Me desculpem por semana passada, realmente não consegui postar nada por aqui, nem no meu blog, foi uma correria só. Quero trazer para vocês um assunto bem bacana, espero que gostem.


Imagem: Studio Mario Bros
Como ter uma amizade saudável com o sexo oposto sem que o coração se apaixone? É até engraçado pensar que existam pessoas assim. Pois bem, existem. haha eu já fui assim – confesso. Através da minha busca a presença de Jesus, ele me restaurou, se você se identifica, vou te passar algumas coisas que fiz a respeito.

Normalmente acontece assim, você está solteiro(a) e “esperando no Senhor”. Aí você encontra alguém do sexo oposto, esta pessoa chama muito a sua atenção e você já se sente no fantástico mundo de BOB Uh-oh! “I want to fly Jesus!” haha, então você começa a
realmente conhecer a pessoa e descobre que ela tem uma personalidade maravilhosa também e novamente você vibra uh-oooh! Além de ser fantástica
 é boa filha e é cristã… e mais uma vez uhoh!  

Nesta hora você até já está cantando a música da vitória “…Eu vou viver uma virada em minha vida eu creio…” rsrs Conversa vai, conversa vem, você percebe que ela mostra interesse em te conhecer. 
E aí uh-oh! 
Você nesse estágio já está fazendo planos para o futuro. 

Como já escrevi em posts anteriores aqui na coluna, não é interessante entrar em relacionamento afetivo se você não se sente responsável para quem sabe a curto prazo se casar. É perigoso de você ser levado pela intimidade fora do tempo. Servir a Deus, trabalhar, estudar são coisas que vem antes de qualquer relacionamento. Namorar é se responsabilizar.

Existem meninos e meninas que quando estão atraídos já sentem borboletas no estômago e vêem o Sol brilhar mais forte. Se você tomou a decisão de deixar o romance de lado até que esteja pronto para se casar, o que você faz numa
situação como esta? Qual é o plano então?
A resposta simples é ser apenas amigos. Fácil, certo? Não exatamente. Talvez esta situação fosse mais fácil se
Deus nos tivesse criado sem um coração, sem emoções e imunes à atração até que estivéssemos prontos para o casamento. Mas Ele não fez isto. A maioria de nós tem
de lidar com estes três conforme cambaleamos no confuso processo para achar o equilíbrio entre duas opções
extremas: nos atirar numa relação romântica com cada pessoa que chame nossa atenção ou correr de medo dos
membros do sexo oposto. Não é nada fácil encontrar este equilíbrio. O meio termo pode parecer algo como uma corda
esticada sobre um abismo.

Você já comeu coxinha? Normalmente elas não são em todo recheadas, você vai comendo ela pela parte do biquinho até chegar no recheio. Tem pessoas que não comem essa parte por só haver massa e já viram a coxinha pela parte de baixo e vão direto ao recheio.

Quando eu penso na amizade com as garotas da qual me sinto atraído, penso na coxinha. É engraçado! Mas, não quero chegar ao
recheio do romance – quero ser simplesmente amigo. Mas não sei quantas atenções uma amizade entre um rapaz e uma
garota pode suportar antes que tenhamos cruzado a linha entre a amizade e a “mais que amizade.”

Não estou levantando esta preocupação porque tenho medo do romance. Muito pelo contrário, anseio pelo dia em
que amarei uma garota e farei o melhor para que ela fique apaixonada. Gosto de pensar que vou fazer de tudo para que minha esposa ainda depois do casamento seja a pessoa mais apaixonada do mundo por mim. Mas até que este dia chegue, quero me
concentrar no serviço a Deus em minha vida de solteiro. Para manter este curso, decidi evitar namorar para não ter de
ficar preso a nada.
Mas algumas vezes minhas amizades chegam “no recheio”. 

Você já percebeu que uma amizade passou sutilmente para o romance? Se isto já aconteceu com você, você
sabe como é difícil evitar esta situação. Numa hora vocês são amigos e de repente seu coração dá um arranque. Você
suspira quando pensa na pessoa. Você se pega sonhando acordado com o próximo encontro com este “amigo/a.” Ou
quando você está num grupo de amigos e esta pessoa começa a conversar com alguém, você sente… algo. Ciúme?
Posse?
Você tenta compreender. “Por que eu me sentiria assim? Somos somente bons amigos. Somos irmãos em
Cristo…”.
Pode dizer o que quiser, mas você sabe que no fundo mordeu o recheio.  

Para muitos essas “mordidas no recheio” renderam amizades perdidas e relações estragadas. 

Como algumas de vocês sabem, eu me formei no CTMDT – Centro de treinamento ministerial Diante do Trono. Os estudantes moram no campus que atualmente comporta 300 alunos, sendo eles homens e mulheres. Por regra, durante os três primeiros semestres do curso fica proibido qualquer envolvimento romântico, pois o objetivo do curso é treinamento ministerial e um envolvimento assim iria certamente desviar a atenção. 
No quarto semestre eu gostei de uma garota. Tínhamos muitas coisas parecidas. E quando descobri que ela cantava e morava dentro do Estado de São Paulo, mesmo não sendo da capital – uh-ohh – foi power! As coisas começaram a acontecer dentro de mim. Eu me aproximei dela “como um bom amigo”. Convidei ela para almoçar algumas vezes, em outras enviei bilhetes. Eu estava sempre perto dela, nos estudos e meus olhos procuravam conversar com ela. Parecia-me corresponder. Lógico que as minhas gentilezas me denunciaram. Tudo ficou claro quando viajei para uma ministração em outra cidade e de lá trouxe um urso – ainda que pequenino – com um bombom. 

Mordi o recheio. 



Não deu certo, ela só me via como um amigo. E hoje, vejo que não teria dado em nada, nem éramos tão parecidos como eu achava que era na época. 
O apóstolo Paulo instrui seu filho espiritual, Timóteo, a tratar as mulheres jovens como irmãs, com toda
pureza.”
(l Tm 5:2)
Paulo sabe que Timóteo se relaciona com mulheres diariamente e por causa disto, ele exorta Timóteo
a buscar uma atitude santa e pura. Nós precisamos também buscar estas coisas.
A amizade de um rapaz e uma garota pode ser pura, inspiradora e educacional. Quando interajo com minhas amigas,
tenho uma perspectiva feminina da vida, aprendo coisas valiosas que teria deixado passar despercebido com minha
mente limitada de macho. 

Devemos aproveitar os benefícios das amizades entre rapazes e garotas, mas não devemos esquecer seus
limites. Se quisermos aproveitar algo bom, devemos reconhecer as limitações e a amizade com o sexo oposto que não é
exceção. Não importa o quanto alguma coisa é benéfica ou inocente, quando exigimos demais dela, podemos causar
danos a nós mesmos e aos outros. Salomão passou este princípio usando a analogia da comida: “Não coma mel
demais, porque você pode vomitar.”
(Pv 25:16)
Não é porque algo seja bom que devemos devorá-lo. Assim como uma
dieta saudável, as amizades saudáveis requerem auto-controle e moderação.

1. Compreenda a diferença entre amizade e intimidade

Podemos ver com mais clareza a linha entre a amizade e “mais do que amizade” quando compreendemos a
diferença entre a amizade e a intimidade.
A amizade está relacionada a alguma coisa, a
intimidade está relacionada com as duas pessoas. Numa verdadeira amizade, algo fora dos dois amigos os une. C.S.
Lewis escreve: “Os amantes no geral ficam se olhando, mutuamente absorvidos; os amigos, lado a lado, absorvidos em
algum interesse comum.”
A chave para a amizade é um objetivo ou alvo comum para onde os dois companheiros olhar.
Pode ser um esporte, um hobby, fé ou música, mas é algo fora deles. Assim que as duas pessoas envolvidas se
concentram no relacionamento, ele passa a ser mais do que amizade. 

Como eu disse na minha experiência que tive quando estava no CTMDT, quando meus olhos saíram do foco do curso, comecei a olhar para o relacionamento, e não estava na hora. Estes desejos de estar perto dela eram errados? Não, mas não vieram em boa hora. Não estou dizendo que temos que evitar a
intimidade. Não devemos. A intimidade é algo maravilhoso. Mas não devemos buscar uma intimidade sem compromisso.
Em relacionamentos homem/mulher que honram a Deus, a responsabilidade da intimidade é o compromisso no
casamento. Se não estivermos preparados ou não formos capazes de nos comprometer com alguém, não estamos
preparados para buscar a intimidade. Eu errei porque avancei o sinal da amizade com convites excessivos para almoçar, bilhetes carinhosos e outras coisas. Eu queria a emoção do romance, mas no fundo, não estava
preparado para um compromisso. E ela errou porque percebeu e não pôs um freio mesmo não me correspondendo. Quero deixar claro, que não é um erro chamar ninguém para almoçar, não me entenda mal. Estou chamando atenção aqui para a motivação fora de hora. Para manter a amizade, coloque o foco no que vocês tem em comum e não no relacionamento ou na possibilidade que essa amizade pode trazer.  Compreender a diferença entre amizade a intimidade nos ajuda a ficar dentro dos limites da amizade até que estejamos preparados para a responsabilidade de um relacionamento íntimo.

2. Incluir, não excluir.



O segundo passo para ser apenas amigos do sexo oposto é incluir outras pessoas ao invés de se isolar com
aquela única pessoa. Nós não queremos carregar para nossa amizade a mentalidade do namoro que não podemos ficar
sozinhos. Podemos evitar isto envolvendo amigos, família e talvez até mesmo estranhos em nossas vidas.
Por favor, note que incluir os outros não significa achar alguém para segurar ‘vela’ quando saímos com alguém do
sexo oposto. Conheço mais de um casal que leva o irmão ou irmã mais novo quando saem para que possam chamar
aquele encontro de uma atividade em grupo. Muitos seminários tem uma regra que
diz que os alunos só podem sair com um grupo de três pessoas. Já tive amigos que me chamaram para sair e descobri
que só fizeram isto porque precisavam de uma outra pessoa para formar o “grupo de três”. – Obrigado, rapazes! Um troféu joinha para vocês. Nenhum
destes exemplos precisava de uma terceira pessoa. No meu entender, o irmão mais novo ou a terceira pessoa do grupo
poderia muito bem ser amarrado e jogado no porta-malas do carro. Não estou falando de incluir alguém por causa da aparência. Ao contrário, incluir alguém deve partir do desejo
sincero de envolver tantas pessoas quanto possível na comunhão serviço
. Então nem devemos começar sendo um casal
e tentar construir algo baseado nisto. Devemos começar com o objetivo final em mente – a comunhão, o serviço, a
oração e o estudo da Palavra de Deus – e daí buscar envolver outras pessoas.
Quando nos recusamos a incluir outros, precisamos nos perguntar se a amizade é o verdadeiro motivo do nosso
relacionamento.


3. Serviço e entretenimento

O enfoque do entretenimento não é produzir algo útil para o benefício dos outros, mas consumir algo para o auto prazer, e uma amizade baseada na auto-satisfação, na mentalidade do auto-prazer pode facilmente levar a um relacionamento romântico semelhantemente egoísta que satisfaz as necessidades momentâneas. Mas quando mudamos o enfoque de nosso relacionamento, do entretenimento para o serviço, nossas amizades mudam o enfoque sobre nós mesmos para o enfoque na pessoa a quem podemos servir. É no serviço que conhecemos profundamente nossos amigos, de uma forma que nunca conhecemos. Pare por um momento e considere esta ideia. O que você pode aprender sobre alguém – de fato – sentados lado a lado num cinema? Por outro lado, o que você pode aprender sobre alguém servindo lado a lado com esta pessoa? Quando nos livramos da mentalidade do entretenimento e servimos os outros, não só agradamos a Deus como recebemos a bênção da experiência mais satisfatória da amizade – duas pessoas (ou mais), lado a lado, indo juntas em direção a um propósito nobre e comum. Não estou dizendo que nunca devemos buscar o entretenimento. Mas acho que devemos querer servir primeiro. Assim, sirva uma sopa numa missão antes de se sentar para assistir a um vídeo. Organize um grupo de amigos para ensinarem os mais novos na escola dominical antes de pedir que o pastor de jovens os leve ao parque aquático. Produza antes de consumir; sirva antes de buscar o entretenimento.
Para finalizar, ser apenas bons amigos com os membros do sexo oposto não acontece por acaso. Temos de lutar por nossas
amizades e as proteger. Como imãs, homens e mulheres foram feitos para se atraírem. Mas até que estejam prontos
para “juntarem os trapos para sempre,” precisamos evitar a intimidade prematura. Como fazer isto? Respeitando as
limitações das amizades entre rapazes e garotas e nos relacionando com outros dentro dos parâmetros dados na
Palavra de Deus. Em Romanos 12:10-11, lemos: “Amem uns aos outros com carinho de irmãos em Cristo e em tudo
dêem preferência uns aos outros. Trabalhem bastante e não sejam preguiçosos. Sirvam ao Senhor com o coração cheio
de entusiasmo.”
 

– O que é nosso relacionamento um com o outro? Somos irmãos e irmãs em Cristo. 
– Como devemos tratar um ao outro? Com honra. 
– E qual é o segredo para nosso zelo? Serviço – lado a lado para a glória de Deus. 

Seguindo essa atitude, a quem sabe traumatizante frase ” Somos apenas bons amigos” pode ser uma experiência maravilhosa.

Que Deus te abençoe,
um grande abraço… Andy


Escrito por: Thaís Oliveira

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