17 de Janeiro de 2020

Às vezes eu me pego perguntando por que, logo eu, tinha que ser uma dessas pessoas sonhadoras? Não me lembro de um tempo em que eu já não fosse assim. Desde menina tinha prazer em imaginar o futuro, traçando metas e desenhando uma vida incrível. Nos meus sonhos eu já fui uma versão feminina do Indiana Jones, resgatando objetos antigos e preservando a história. Também já ganhei o Prêmio Nobel e rodei o continente. Já fui professora, médica, jornalista… Sonhos, sonhos.

Pena que a gente cresce e descobre que eles não são tão fáceis assim de realizar. Talvez tenham dito a verdade para a Amélie Poulain quando a disseram que “são tempos difíceis para os sonhadores”. Nos dias mais difíceis, meu coração se agita, fazendo com que o medo e a insegurança cresçam, como as ondas em alto mar em meio a uma tempestade. E eu até acabo acreditando no que disseram a Amélie. Nesses dias é difícil acreditar que as coisas podem melhorar, que de alguma maneira o barco da minha vida possa mudar de direção e me levar para dias melhores…

São exatamente nesses dias que eu tento me lembrar que eu não estou só, que o Dono da minha vida também é o Dono deste mar. Quando meus olhos fogem dEle e focam na realidade humana que me cerca, é fácil esquecer que há muito tempo eu entreguei o leme aos cuidados dEle e que Ele prometeu que me levaria a lugares muito mais distantes e altos, muito melhores do que qualquer coisa que eu imaginasse e planejasse sozinha (Isaías 55:8-9).

Não é fácil praticar todos os dias, mas eu sempre tento me lembrar de que ao entregar o leme nas mãos dEle, eu também entreguei meus sonhos, meus anseios e principalmente, a direção total do barco. Não sou eu que determino para onde vamos, o que faremos, quem seremos juntos. É Ele. E não viver tudo o que Ele planejou pra mim — e os próprios sonhos que Ele colocou em meu coração — agora, não significa que a minha vida não deu certo, apenas ainda não chegou o tempo certo.

Quando o mar está agitado ou mesmo pacato, tão distante do litoral, tão distante de qualquer mudança, Sua voz me lembra que a espera sempre traz lições. É momento de aprender a depender do Capitão, de aprender a confiar e descansar. É momento de crescer na fé, transformando os obstáculos em experiência, em testemunho. É momento de continuar orando, jejuando, lendo a Palavra e agindo debaixo de Sua vontade. É hora de entender que o Capitão, mesmo não estando visivelmente no barco, contempla toda rota e direciona o meu barquinho para o lugar certo.

Ao me lembrar de todas essas verdades, a frase dita em O fabuloso destino de Amélie Poulain não faz mais tanto sentido assim, porque, bem, eu não sonho sozinha. Ser uma sonhadora faz parte de quem o meu Capitão decidiu que eu fosse. Ser uma sonhadora dos projetos e planos de Deus, é o melhor jeito de sonhar, porque Ele enche o meu coração de certeza, Ele sempre me lembra que está guiando o meu barco em direção a calmaria.

♪ E altera o caminho
E da rumo ao barquinho
E assim me guiará ao lugar seguro
A calmaria
Tenho a promessa de quem não erra
Que do outro lado sim
Eu chegarei
Não estou sozinho
Tenho comigo
A quem nada lhe resiste pois é Rei ♪

Só eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Sou eu, o SENHOR, quem está falando. — Jeremias 29:11.

Ps: este texto foi inspirado na canção “Calmaria”, de autoria de Cláudia Canção.

Escrito por: Thaís Oliveira

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