27 de Janeiro de 2020

O tic-tac do relógio não para. Os dias não passam mais devagar, como quando nós éramos crianças e as férias pareciam sempre tão distantes. Agora, em meio a prazos, compromissos, boletos, cobranças e os demais desafios da vida adulta, as 24 horas do dia parecem insuficientes.

O dia mau começa e já sou lembrada de tudo que preciso dar conta. Será mesmo que serei capaz? Olhando para trás, percebo o quanto os dias tem corrido, escapulindo das minhas mãos como areia. 2019? Passou batido, como um desses trens bala do futuro (será que foi só pra mim? acho que não).

A consciência do esgotamento (ou escoamento) dos meus dias, tem me feito pensar na maneira com que eu gasto meu tempo. Tenho corrido atrás de que? Por que me dedico tanto a isso e tão pouco aquilo? Será que vale a pena? Será que tenho vivido meus dias em um caminho que me aproxima mais de Deus e dos Seus propósitos para mim?

Em alguns dias, estou tão ocupada, cumprindo minhas atividades do trabalho, correndo para ler tudo o que preciso para o mestrado, planejando como vou cumprir certos prazos e dar conta das minhas obrigações financeiras, que me sinto distante dos propósitos de Deus para mim e por vezes não me dedico a Ele como deveria. Constatar essa realidade da minha rotina me fez refletir mais acerca do que realmente vale a pena, sabe?

Recentemente tenho lido o livro de Números e as leis do Senhor acerca das ofertas e sacrifícios tem chamado minha atenção de maneira especial. Todos os dias, sim, todos os dias, os israelitas levavam à Tenda Sagrada ofertas ao Senhor.

Diga-lhes: Esta é a oferta preparada no fogo que vocês apresentarão ao Senhor: dois cordeiros de um ano, sem defeito, como holocausto diário. Ofereçam um cordeiro pela manhã e um ao cair da tarde, juntamente com uma oferta de cereal de um jarro da melhor farinha amassada com um litro de azeite de olivas batidas. Este é o holocausto diário instituído no monte Sinai, de aroma agradável; é oferta dedicada ao Senhor, preparada no fogo. A oferta derramada que a acompanha será um litro de bebida fermentada para cada cordeiro. — Números 28:3-6.

Sabemos que com a nova aliança feita por Jesus, esses sacrifícios não são mais necessários, mas nós ainda podemos aprender muito com essa dedicação que o Senhor pedia de seu povo. Mais do que meros atos mecânicos, o Senhor desejava que o povo o adorasse por meio dessas ofertas, que um aroma puro e sincero subisse aos céus.

Nós não temos que separar um cordeiro toda manhã, mas assim como o Senhor ensinou aos israelitas também precisamos aprender a reservar um tempo para Deus em nossa rotina.

Ao pensar sobre isso, logo me vem a memória a história de Marta e Maria, duas irmãs que aproveitavam o tempo de maneira completamente diferente uma da outra. Sabendo que receberia Jesus em sua casa, Marta ocupou-se de cuidar para que tudo estivesse pronto para o Mestre. Precisava arrumar a casa, preparar a refeição e se certificar de que tudo estava perfeito para o Filho de Deus. Eram coisas demais para fazer, não? Ainda bem que ela tinha Maria para ajudá-la… Opa, opa. Onde estava Maria? Enquanto Marta corria pela casa, Maria estava na sala, sentadinha aos pés de Jesus, ouvindo tudo o que Ele ensinava.

Marta, assim como muitas de nós, não podia acreditar naquilo. Com tantas coisas para fazer, Maria estava ali, sentada? Como nós sabemos, Marta pediu a Jesus que mandasse Maria ajudá-la…

Marta, porém, estava ocupada com muito serviço. E, aproximando-se dele, perguntou: “Senhor, não te importas que minha irmã tenha me deixado sozinha com o serviço? Dize-lhe que me ajude!” — Lucas 10:40.

A resposta de Jesus a Marta ecoa forte em meu coração:

Respondeu o Senhor: “Marta! Marta! Você está preocupada e inquieta com muitas coisas; todavia apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada“. — Lucas 10:41-42.

Assim como Marta, nós levamos vidas agitadas, correndo de lá para cá para dar conta de tudo. Mal notamos e mais um fim do dia se aproxima. Será que fomos capazes de sentar para ler a Bíblia? Será que conseguimos realizar uma oração? Ouvimos algo edificante? Alimentamos nossa alma e nosso relacionamento com Deus?

Em muitas dias eu me vejo como Marta, afobada demais em obrigações, enquanto o Senhor deseja que eu seja mais como Maria, alguém que sabe separar um tempo para sentar, aquietar-se e ouvir os ensinamentos do Mestre. Isso significa jogar toda minha vida para alto, abandonando meus compromissos e prazos? Não. Mas sim reservar um tempo (de qualidade) para desfrutar do meu relacionamento com o Senhor. O Senhor não nos exige um período definido de dedicação, nós não precisamos perder a cabeça tentando encontrar mais horas em nosso dia para dedicá-lo ao máximo ao Senhor, tudo o que o Aba deseja é um tempo de qualidade, onde serão você e Ele (isso pode ser 10 minutos ou 3 horas, depende do quanto você pode destinar a Ele).

Se você se identificar mais com Marta do que com Maria, não se desespere, ainda dá tempo de mudar. Nós sempre podemos escolher melhorar e ainda por cima, podemos contar com a ajuda do Espírito Santo nesse processo. Conte pra Ele o que você deseja melhorar, ore pedindo direção e força, e todos os dias tente um pouco mais.

Semana que vem irei compartilhar com vocês algumas dicas de hábitos diários para o crescimento e fortalecimento da nossa fé. Posso contar com você? Ah, e que tal você fazer esse post comigo? Deixe nos comentários o que você faz para manter-se sempre pertinho do Aba.

Escrito por: Thaís Oliveira

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