1 de Janeiro de 2016
Quando o relógio bateu a décima segunda badalada os fogos de artificio explodiram no céu e as pessoas começaram a gritar pelo ano novo que acabava de surgir. Suas camisas, vestidos ou blusas representavam alguns dos seus desejos para o próximo ano: branco para a paz, amarelo para a riqueza e vermelho para a paixão, e uma infinidade de outras cores. Tem gente pulando ondinhas, e gente carregando legumes na carteira para ter mais dinheiro. Tem gente orando. Gente fazendo ou pagando promessa. E eu? Bom, além de analisar as pessoas a minha volta, deveria estar fazendo minha lista de metas para 2016, com mais exercícios físicos e menos comida, mais investimento em viagens do que em guloseimas na padaria do senhor José, mais livros acadêmicas e menos horas no Netflix… E por aí vai!
Parece fácil escrever uma porção de metas no papel e jurar que vou cumpri-las, na verdade é fácil escrevê-las, o difícil mesmo é cumpri-las. Não me leve a mal, não sou uma pessoa sem objetivos, tenho até demais, só não aprendi a lidar com essas pequenas metas ainda. E além do mais a vida já mudou tanto os meus planos, que passei a gostar da forma como ela me surpreende.
 
É simples: não vou fazer metas que não vou cumprir esse ano. 2016 está chegando e só peço que ele me surpreenda. Os objetivos da vida continuam de pé. Os sonhos estão sendo mantidos aquecidos no coração e colocados em prática de tempos em tempos. Mas quero entrar em 2016 mais leve, sem o peso de obrigações, sem ser obrigada a emagrecer 10 quilos, mas disposta a descobrir em um dia qualquer que quero perder aquele 10, e não porque o padrão social está gritando que meu corpo não é ideal.Quero assistir os fogos tentando em vão serem mais belos que as estrelas e a lua, feliz de já ter entendido que os planos que criamos para nós mesmos são parecidos com os fogos de artifício tão bem elaborados pelos homens: por mais demorados, coloridos e complexos que sejam, continuam sendo passageiros, mudam com o tempo, ganham ou perdem o valor. As estrelas não são tão parecidas assim, elas se mantém misteriosas lá em cima, assim como o Autor delas. Ele tem maneiras singulares de mexer nos nossos planos, e gosto muito, muito mesmo desse dedo celestial que sempre sabe o que é melhor para mim.

Então bem-vindo 2016! Venha a meu encontro coim surpresas, desafios e crescimento. Minha meta é apenas um aglomerado de novas características, como ser mais corajosa, menos ansiosa e mais íntima do Criador. Já é muito pra dar conta, né? Mas a vida não se faz sozinha, é preciso compormos a nossa música.
***
PS: Este texto é ficcional.
Escrito por: Thaís

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