2 de Novembro de 2014

 Este texto faz parte de um novo projeto que estou criando para o blog. Vou tentar postar todo domingo um texto inspirado em situações diárias sobre os frutos do espírito. Situações que me inspiraram e talvez as inspirem também. 

Um dia desses entrei no ônibus, à caminho da faculdade e só havia um lugar vazio, passei a roleta e me sentei numa cadeira preferencial, como não havia mais ninguém para sentar, fiquei ali, coloquei meus fones de ouvido e abri um livro. Tudo tranquilo, uns 2 minutos depois o ônibus parou e uma senhora entrou. Antes mesmo que ela passasse a roleta me levantei e fiquei em pé próxima à porta. Sabe aquele espaço que tem para cadeirantes no meio do ônibus? Um senhor estava sentado naquela cadeirinha que tem ali e assim que me aproximei dele, ele sorriu pra mim e perguntou se eu gostaria que ele segurasse a minha mochila.

Feliz deixei que ele a segurasse pra mim e me senti feliz – completamente feliz – por ainda existir gentileza no mundo. Nesse dia a famosa frase do Profeta Gentileza fez completo sentido pra mim: “gentileza gera gentileza”. Eu poderia simplesmente ter fingido que não tinha visto a senhora e continuado sentada naquela cadeira, mesmo que fosse dela por direito. Poderia ter esperado o cobrador chamar a minha atenção e pagar um mico horrível na frente de um ônibus cheio, mas simplesmente escolhi me levantar e ao fazer isso ganhei da vida mais um gesto de gentileza.

O que eu quero dizer com esse texto? Não, não quero me engrandecer, dizendo que sou gentil, ou melhor do que as outras pessoas, pelo contrário, só quero me alertar e alertar a você que se nós deixássemos apenas um pouquinho o nosso mundo particular de lado o mundo seria um lugar muito melhor para se viver. Sentir que de alguma forma você ajudou alguém, seja segurando sua mochila ou cedendo seu lugar para alguém mais velho se sentar, não há nada mais legal de se ouvir do que:”moça, você tem um coração tão bom! Há se outras pessoas fizessem o mesmo…” Se sentir prestativa é uma das melhores coisas do mundo, pelo menos pra mim.

E como uma seguidora de Cristo não posso deixar de demonstrar o amor nos pequenos detalhes, mais do que ajudar alguém dando-lhe uma bolada de dinheiro ou uma casa, acredito que as grandes obras são os atos simples do dia a dia, é você se libertar do seu eu e pensar naqueles que estão a sua volta, pelo menos um pouquinho. Sem holofotes, sem glamour, o simples é muito mais charmoso. Afinal, bondade é fruto do Espírito.

Escrito por: Thaís Oliveira

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    Será que vale a pena (mesmo) esperar?
    ca-rên-cia

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7 Comments

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