9 de Junho de 2014

Oi de novo, meninas! Mais um texto do projeto Poem a Day *-*

Lembranças ao pôr do sol


A menina corre pelo parque, o sol está quase se pondo e no alto da colina dá para ver aquela mistura rosada e alaranjada levando o dia embora. A menina continua correndo, ela não pode chegar atrasada em casa, mas mesmo assim prefere levar uma bronca a perder aquele toque de Deus no céu. Quando ela chega lá em cima, deixa o vento passar por seus cabelos e inspira o máximo que pode, ar puro, paz, alegria. 

Parece que tem um pintor derramando tinta no céu, cada minuto as cores surgem de uma forma diferente. E no alto daquela colina, aquela menininha de 20 anos, volta a se lembrar da infância. Seu pai havia trazido seu irmão e ela tantas vezes ali. Ela se recorda dos empurrões no balanço, lembra de dizer ao pai: “Mais alto, mais alto!” Lembra do irmão sentado em uma ponta da gangorra e ela na outra e do pai tirando várias fotos na velha “máquina” preta que a família compartilhava.

Lembra da mãe, vestida com um vestido listrado de preto e branco comprando algodão doce, e deles sempre saírem do parque comendo churros. Se fechar bem os olhos ainda pode sentir as mãos do pai segurando sua mão esquerda enquanto a mãe mantinha sua mão direita segura, e de seu irmão sempre correndo à frente, com sua capa de super-homem. 

Ali naquele parque ela havia lido livros com a mãe, brincado com o pai e brigado com o irmão algumas vezes. Havia feito amigos, tirado fotos e criado uma história. Agora ela não podia vir ao parque com tanta frequência, estava em outro estado, estudando, trabalhando, aprendendo a virar gente grande.

Como ela gostaria de ter a oportunidade de voltar no tempo, de talvez poder fazer mais um piquenique com os pais ali naquela colina, ou poder sentir as mãos de seu pai tocaram suas costas enquanto ela se balançava. Gostaria de ouvir sua mãe contar mais uma história enquanto elas estivessem deitadas numa manta em meio a grama olhando as nuvens. Gostaria de ser criança mais uma vez.

A verdade sobre a infância é que ela passa muito depressa, infância tem gostinho de brigadeiro, daqueles de panela sabe? Quando você está pronto para dar mais uma colherada na panela não tem mais nada, só as lembranças do que aquele brigadeiro foi.     
Gostaram? Espero que sim! Beijos, até a próxima se Deus quiser ;*
Escrito por: Thaís Oliveira

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    Pense no que você diz a seu respeito!
    Ele está nos levando em direção a calmaria

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4 Comments

  • Taís Kirsch

    "A verdade sobre a infância é que ela passa muito depressa, infância tem gostinho de brigadeiro, daqueles de panela sabe? Quando você está pronto para dar mais uma colherada na panela não tem mais nada, só as lembranças do que aquele brigadeiro foi." – É exatamente isso! A infância passa tão rápido… Ás vezes, eu também fico pensando em momentos felizes que vivi no passado, pensando em como as coisas mudaram, em como ainda vão mudar já já.
    Texto lindo demais, minha xará! :')
    Beijos ♥

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