15 de Maio de 2019


“Minha saúde pode acabar e meu espírito fraquejar, mas Deus continua
sendo a força do meu coração; ele é minha possessão para sempre.” — Salmo 73:26.

Em seu livro “Lutando contra a incredulidade”, John Piper explica que em
determinado momento da vida todos nós enfrentaremos o abatimento, a tristeza,
contudo, cabe a nós escolhermos permanecer tristes ou encontrar esperança para
continuar.
Estar abatida é como sentar-se em
um canto escuro de uma caverna, remoendo as tristezas e as lembranças de tudo o
que deu errado, enquanto não se é capaz de ver uma luz no fim da caverna.
Quando a tristeza ganha espaço em nosso coração, ela rouba a fé que tem o
potencial de nos fazer crer que apesar de tudo parecer dar errado, Deus não
perdeu o controle da nossa história. 

Nesse mesmo livro, Piper afirma
que a raiz do abatimento é a incredulidade na graça de Deus, ou seja, ficamos
tristes e amarguradas quando deixamos de crer que Deus trabalhará ao nosso
favor, que o Senhor trará o socorro e consolo. Quando nos entregamos a essa
incredulidade, abrimos mão das armas espirituais que poderíamos usar para
vencer a tristeza que abala a nossa alma.
Gosto muito dessa reflexão de
Piper, porque ele mostra que a tristeza faz parte da vida humana, todas nós a
enfrentaremos em algum momento, até Jesus a enfrentou quando estava no
Getsêmani, pedindo ao Pai que se possível o afastasse da cruz! Talvez,
espalhados por aí, muitos cristãos acreditem que devem estar a tal ponto
satisfeitos com Deus, que nunca mais poderão se sentir tristes. Pode ser que
até pensem que a tristeza é sinal de ingratidão, um pecado, mas não é não… Há
uma grande complexidade em nossas emoções, mas há uma escolha que só nós
podemos fazer: lutar contra a tristeza ou nos render a ela. 

Asafe também teve a sua alma abatida.
Em si mesmo, ele não encontrou forças para resistir as tristezas que abatiam o
seu espírito, mas ele fez uma escolha segura ao reconhecer que Deus era a força
do seu coração, o porto seguro em que ele pôde descansar. Existem muitas
tristezas que abatem a alma humana que podem destrui-la. Em nós, pode ser que
não encontremos força alguma para suportar uma grande perda, uma traição, um
abandono. Mas o que a fé nos diz é que não precisamos suportar essa dor
sozinhas. Davi escreveu no Salmo 23:-2-3: “Leva-me para junto das águas de
descanso; refrigera-me a alma.” O homem segundo o coração de Deus também sabia
que haviam dias em que a vontade era se esconder na caverna e remoer as suas
tristezas, mas ao invés de fazer isso, compreendeu que em seu Deus poderia
encontrar o descanso e o refrigério que a sua alma tanto ansiava!
Princesa, um dia ou
outro pode ser que a tristeza bata sua porta. Ela pode ser rude ao ponto de não
bater e te pegar totalmente de surpresa. Quando esse dia chegar, não olhe para
o céu e pense que o seu Deus te abandonou, nem ouse sentar na caverna da
tristeza! Fale com seu Pai, mantenha a fé, Ele te conduzirá há um lugar de
descanso e consolo.

***
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Escrito por: Thaís

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