23 de Janeiro de 2016
Férias super combinam com livros, né não? Principalmente quando a pessoa tem aquela mania de comprar mais livros do que realmente tem tempo para lar… Então, entra e saí ano e a Thaís continua na mesma, sempre tem uma parte da estante que ainda não foi explorada! Aqui na minha cidade a chuva resolveu nos fazer uma visita e ficou uma semana inteirinha com a gente! Ah foi tão emocionante! Não chovia tanto assim há tanto tempo! Então aproveitei a chuva caindo lá fora, deitei na minha cama com uma manta quentinha, coloquei uma playlist internacional para tocar e terminei de ler “Eleanor & Park”!
Eleanor & Park foi escrito por Rainbow Rowell, uma mulher incrível que cria histórias de amor simples, envolvendo personagens comuns, longe daquelas garotas loiras, magérrimas e perfeitas que nós estamos acostumadas, e os garotos também nunca são os velhos clichês. Essa é uma das coisas que mais gosto na autora: sua aposta em gente comum e em coisas, sentimentos e situações comuns!
Eleanor acaba de voltar para a casa da mãe, onde divide um único quarto com seus irmãos. Sua mãe é casada com um cara nojento, alcoólatra e agressivo que vira e mexe bate na mãe, além de tratar ela e os irmãos super mal. O clima que cerca Eleanor é horrível e se isso não bastasse, a adolescente ainda enfrenta uma série de dificuldades na escola nova. Eleanor é ruiva, seus cabelos são cacheados e indomáveis, e ela se define como grande. Sua família passa por uma série de dificuldades financeiras, então não sobra nada para comprar roupas novas, seu visual é recheado por calças remendadas, blusas masculinas, pingentes e enfeites estranhos no cabelo… Eleanor é julgada por seu exterior como tantas outras meninas são no mundo real.

Já no seu primeiro dia de aula acaba conhecendo Park, um garoto asiático que permite – não de um jeito delicado – que ela se sente ao seu lado no ônibus escolar. Assim como as demais pessoas do ônibus, Park não evitou levantar pensamentos preconceituosos sobre Eleanor, e durante semanas eles não trocaram uma palavra se quer. Park é apaixonada por gibis, roupas pretas e música. Toda manhã ele abria um gibi novo para ler no percurso até a escola, tudo ia bem, ele ignorava Eleanor – a garota estranha – e ela o ignorava de volta, até que ele começou a perceber que a garota não tirava os olhos dos seus gibis. Assim, ele começou a ler mais devagar e depois a emprestar seus gibis para ela e fitas que ele gravava especialmente para ela, até que eles começaram a conversar e se apaixonaram um pelo outro.
O namoro dos dois é mais do que fofo, mas não é a coisa mais fácil do mundo. Por causa dos seus diversos problemas familiares, Eleanor é insegura e se esconde atrás de uma máscara de garota forte que não é atingida por nada, mas no fundo ela só quer carinho e ser feliz. Por sorte, ela e Park sabem – ou vão aprendendo – a ir lidando com tudo isso e o romance vai se desenvolvendo como um porto seguro para a menina.
Como disse, a autora retrata gente comum, e os problemas vividos por Eleanor e sua família e até os problemas do Park – ao não ser o filho perfeito que o pai tanto deseja que ele seja -, infelizmente fazem parte da vida de muita gente por aí. A história de Rowell não é encoberta com improbabilidades e fantasia, é na verdade bem possível de ser real e é a simplicidade que a envolve que me fez deverá-lo em tão pouco tempo!A história se passa em 1986 e tem várias referências musicais, já que os protagonistas estão constantemente colocando aquelas velhas fitas  para tocar. O livro é uma ótima pedida também para aqueles que são apaixonados por conhecer músicas novas.

O livro é narrado tanto por Eleanor quanto por Park. A escrita de Rowell é simples e rápida, os capítulos voam e te prendem do início ao fim.
A capa do livro é simples e encantadora, outro motivo por ter amado o livro! E procurando no Google acabei encontrando esses desenhos feitos por fãs da Eleanor e do Park e estou tipo assim: Owwn!
Imagens via Google
Quotes:
 
“Segurar a mão de Eleanor era como segurar uma borboleta. Ou um coração a bater. Como segurar algo completo, e completamente vivo.”
 
***
 
“— Vou dar um jeito nisso. 
— Não. Deixe pra lá. Não vale a pena. 
— Você vale a pena – ele disse, ferozmente, olhando-a. 
— Você vale a pena.”
 
***
 
“A gente acha que abraçar uma pessoa com força vai trazê-la mais para perto. Pensamos que, se a abraçarmos com muita força, vamos senti-la, incorporada em nós, quando estivermos longe. Toda vez que Eleanor ficava longe de Park, sentia sua perda.”
 
***
 
“Não existem príncipes encantados, pensou ela. Não existem finais felizes.”
 
***

Autor: Rainbow Rowell

Páginas: 328
Ano: 2014
Editora: Novo Século

Alguém aí já leu a história da Eleanor? Ou algum outro livro da Rowell? E quem não gostou ficou com vontade? Espero que sim, a leitura não vai ser de se jogar fora! Bom sábado e até mais!

Escrito por: Thaís

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