18 de Julho de 2015
Férias! Oh palavrinha abençoada! Até que enfim a senhorita chegou para colorir o meu inverno! E por que não começar as férias com uma dica literária? Em meio as minhas últimas duas semanas de provas e trabalhos da faculdade, participei de uma Maratona Literária, onde nós deveríamos passar as 24 horas de um sábado devorando páginas e mais páginas de livros que escolhemos antes. Eu nunca tinha participado de uma maratona dessas antes e nem conhecia, fui convidada pela Débora, minha amiga da faculdade que é blogueira literária e não dava para recusar dava? Acabei amando a experiência e li rapidinho o romance “Uma Curva no Tempo”.
Título: Uma curva no tempo
Autor: Dani Atkins
Páginas: 256
Ano: 2015
Editora: Arqueiro
Nota: ♡ ♡  ♡ 
Rachel está se formando no ensino médio, prestes a deixar a cidade pequena em que cresceu, ela e os melhores amigos marcam um jantar num restaurante legal da cidade, em meio a conversas e aquele sentimento nostálgico de “estamos indo embora e não vamos mais nos ver todos os dias”, um carro desgovernado adentra a fachada de vidro do restaurante e muda a vida daqueles jovens para sempre. Rachel Wiltshire poderia ter morrido naquela noite se não fosse escolha heroica de seu melhor amigo Jimmy, a moça saiu do restaurante inconsciente e com uma cicatriz no rosto que a lembraria daquele dia para sempre, enquanto Jimmy nunca mais poderia fazê-la rir de novo.
Cinco anos se passam, mas a dor de ter perdido Jimmy ainda é capaz de determinar a vida Rachel. Ao invés de ter ido para a faculdade e se formado em Jornalismo, ela escolheu se abster das melhores coisas da vida, como as pequenas alegrias, as conquistas e uma história de amor, porque assim acha que está pagando o preço pela morte do amigo… Mas um evento importante a levará para aquela pequena cidade inglesa novamente: sua melhor amiga vai se casar e sua presença no casamento é indispensável! Mesmo relutante Rachel entra no trem e volta para sua cidade natal.
Lutando contra fortes dores de cabeça oriundas do acidente, Rachel deixa o jantar de despedida de solteira da amiga e após não conseguir dormir, caminha até o cemitério onde está a sepultura de Jimmy. Enquanto deixa a dor da perda, que ainda é tão real e recente, as dores de cabeça crescem de tal maneira que deixam Rachel inconsciente.
Na manhã seguinte Rachel acorda no hospital e percebe que alguns detalhes importantes da sua vida estão completamente errados. Primeiro, seu pai que até o dia anterior estava quase sem vida por causa de um câncer, estava melhor do que nunca, e segundo ele, o acidente da noite anterior não tinha nada haver com uma visita ao cemitério, mas sim por um individuo ter roubado seu anel de noivado… Noivado? Sim, Rachel
acorda noiva de um amigo bonitão que era seu namorado no ensino médio! Ela simplesmente acorda com uma vida perfeita, muito melhor do que ela poderia ter imaginado.
A vida parece ter dado uma segunda chance para Rachel – com fatos surpreendentes que não vou entrar em detalhes aqui, porque vão tirar todo o “Chan!” do livro -, e em grande parte do livro ela lutará para ter a vida de antes de volta, só que de acordo com as novas situações vividas ela acabará concluindo que esta não é uma oportunidade que se pode jogar fora.
Esse tema de amnésia, de acordar e ter uma vida diferente não é tão diferente no mundo literário, contudo a Dani conseguiu trazer uma narrativa interessante e um romance emocionante. Embora trabalhando um tema que é impossível para vida real, pelo menos até onde eu sei, a ideia de segunda chance, essas oportunidades inusitadas que a vida traz às vezes pra gente, nos faz pensar um pouquinho e a concluir que por mais medo e dificuldade que venhamos a enfrentar não dá pra deixar a mesma oportunidade correr pelos nossos dedos. E o que eu mais gostei no livro foi ter sido enganada pela autora, adoro finais que por mais que sejam simples, ainda assim me pegam de surpresa e me balançam!
“O problema é que a toda hora me provam que tudo o que tenho como verdade absoluta é falso. É muito perturbador.”
“Então, no panorama geral, só estamos falando de termos inexplicavelmente… perdido… uma pequena parte do seu passado. Acho que o que você precisa se perguntar é quanto tempo e energia quer gastar olhando para trás. – A voz dele mudou, o timbre, ficando mais suave e baixo: – A mim, pessoalmente, o seu passado interessa menos do que o seu futuro.”
“Duas metades completando-se: era como se nada no mundo jamais tivesse sido certo até aquele único instante perfeito. Trêmula, eu sentia o coração acelerado dele ecoando contra o meu. Olhei dentro de seus olhos e encontrei ali tudo o que vinha procurando e uma manifestação de amor tão patente que arrancou o que me restava de ar. Então sua boca encontrou a minha, e me apaixonei ainda mais pelo homem a quem sempre havia sido destinada.”
***
Gostaram? Alguém por aqui já leu?
Tem dicas de romance pra mim? Manda aí, estou de férias, de féeerias!!
Beijos meus “bens”,
Escrito por: Thaís Oliveira

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